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Boletim Verde & AmareloNúmero 46
4 de Janeiro / 2009
Confira neste número:
  1. Carta ao leitor
  2. Cristo, uma Maravilha
  3. Atualidades
  4. A reinvenção da caipirinha
  5. Bússola
  6. Pensando em Português
  7. Vocabulário

  Esta é uma publicação eletrônica gratuita idealizada pelo Instituto de Português Verde & Amarelo tel. 4325-0932 / 4393-0645), dirigida a alunos, clientes e amigos. Tem como objetivo ampliar o contato entre aquelas pessoas que de uma ou outra forma se interessam pelo Brasil ou que desejam receber informações diversas em Português.



  Inscrição: envie um e-mail com o título "ASSINATURA" a secretaria@verdeamarelo.com.ar
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DÚVIDAS: portugues@verdeamarelo.com.ar



1. Carta ao leitor

Caro leitor,
o mês de abril começou acompanhado de uma boa notícia: a volta da frequência mensal do boletim Verde Amarelo, completamente remodelado e mais informativo! Esta é a primeira edição de uma série de newsletter que se propõem a aproximá-lo da Língua Portuguesa e de distintos aspectos sobre o Brasil, como sua cultura, história, geografia, tradições e atualidades.

Com o boletim, oferecemos aos interessados no Brasil e na Língua Portuguesa, ferramentas para que aprendam o idioma de forma criativa e lúdica, sempre aliadas ao convite para uma imersão na cultura de diferentes estados. O território brasileiro tem 4.394,7 km de distância do extremo Norte ao ponto mais ao Sul e 200 milhões de habitantes. Com essa dimensão continental e um histórico de presença imigrante de origens variadas em cada região, é difícil dar apenas uma definição do que é a cultura brasileira, impor um sotaque e uma maneira de se expressar, como se estes representassem o país em sua unidade.

É com esse desafio em mente que o instituto Verde Amarelo elabora suas aulas e oferece cursos com professores de diversas origens e perspectivas do mesmo Brasil. E é esse mesmo lema que você vai encontrar no seu boletim que, aliado às aulas de Português, servirá como reforço gramatical, rico em vocabulário e em informação sobre um país que não é só de samba.

O formato do boletim mudou, mantendo o que tinha de bom. A cada edição você encontrará textos sobre assuntos brasileiros de interesse, uma entrevista mensal abordando o uso do idioma e maneiras de aprimorá-lo, exercícios gramaticais e expressões idiomáticas e algumas novidades, como sessões sobre cultura, gastronomia e turismo no Brasil!

Esperamos que você aproveite ao máximo essa jornada de brasilidade, e se tiver comentários, dúvidas ou sugestões, não deixe de escrever para: portugues@verdeamarelo.com.ar. Adoraríamos saber sua opinião!

Com carinho,
Maria Isabel Stefani Holtz
Diretora

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2. Cristo, uma Maravilha

O símbolo brasileiro se tornou uma das Novas Maravilhas do Mundo Moderno

Pela jornalista e professora paulistana Luciana Taddeo
Ele está chegando ao Rio de Janeiro, a bordo de um avião, e quando vê o Cristo Redentor pela janela, mata a saudade* e sente sua alma cantar. Esse é o tema da música “Samba do Avião”, de Antonio Carlos Jobim, grande músico brasileiro, que não só em esta oportunidade homenageia a estátua que se exibe “de braços abertos sobre a Guanabara”. Braços esses, diga-se de passagem, que oferecem quase 30 metros de abraço aos cariocas e turistas, que podem vê-lo de distintos lugares da cidade do Rio de Janeiro.

Os versos de Tom Jobim não poderiam deixar de mencionar principal símbolo da Cidade Maravilhosa, que do alto do morro do Corcovado e com imponentes 38 metros de altura, é o principal alvo das fotografias dos turistas e mais popular imagem dos cartões postais brasileiros. A 710 metros do nível do mar e pesando 1.145 toneladas, o Cristo teve seu carisma e fama internacional reconhecidos oficialmente em julho de 2007, quando ganhou o título de Nova Maravilha do Mundo em um concurso realizado com base em votos populares, ao lado de monumentos arquitetônicos de grande relevância para a humanidade, como a Grande Muralha da China, Machu Picchu, no Peru, o Coliseu romano, e o templo maia de Chichén Itzá, no México.

A ideia da obra remete a meados do século XIX, com a sugestão do padre lazarista Pedro Maria Boss à Princesa Isabel para que um monumento religioso fosse construído no alto do Corcovado. O projeto foi retomado em 1921, com a proximidade das comemorações do centenário da independência do Brasil, em 1922. Um concurso foi realizado e a população decidiu que a obra a ser construída deveria ser um Jesus Cristo de braços abertos. A estátua teve suas partes esculpidas na França pelo francês Paul Landowski, baseada no desenho final do artista plástico Carlos Oswald, que foram posteriormente montadas no topo do morro carioca. Somente em 12 de outubro de 1931 foi finalmente inaugurada da maneira como o mundo a conhece.

Em 2003, o Cristo Redentor passou por um conjunto de obras que tornou mais fácil o acesso ao pé da estátua. Foi implementado um sistema de elevadores panorâmicos, escadas rolantes e passarelas metálicas. Tudo, claro, pensado para que não houvesse alteração na imagem do Cristo visto de longe: foram feitos estudos para determinar o impacto visual das escadas* e elevadores* e a solução encontrada para que os mesmos não fossem vistos foi instalá-los de maneira que acompanhassem a topografia do relevo, pintá-los de verde e usar vidros anti-reflexo, para que se camuflassem na floresta local.

Além da oportunidade de conhecer o principal cartão postal brasileiro, visitar o Cristo Redentor é uma chance de respirar ar puro e conferir as belezas da Floresta da Tijuca, a maior floresta urbana do mundo, uma grande área de Mata Atlântica dentro de onde a estátua está localizada. Para quem tem planos de ir ao Rio e conhecer a nossa Maravilha, deixamos a música de Tom Jobim, como prevenção ao que sentirão ao ver, pela janelinha* do avião, esse anfitrião de braços abertos.

Samba do avião
(Antonio Carlos Jobim)
Minha alma canta
Vejo o Rio de Janeiro
Estou morrendo de saudades
Rio, seu mar
Praia sem fim
Rio, você foi feito pra mim
Cristo Redentor
Braços abertos sobre a Guanabara
Este samba é só porque
Rio, eu gosto de você
A morena vai sambar
Seu corpo todo balançar
Rio de sol, de céu, de mar
Dentro de um minuto estaremos no Galeão
Este samba é só porque
Rio, eu gosto de você
A morena vai sambar
Seu corpo todo balançar
Aperte o cinto, vamos chegar
Água brilhando, olha a pista chegando
E vamos nós
Aterrar

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3. Atualidades

  • O músico Caetano Veloso lança novo disco este mês. O álbum, chamado zii e zie trará 14 músicas inéditas, gravadas em estúdio com a participação do grupo Cê, que o acompanha desde 2006. Entre os destaques estão as músicas “Lobão tem Razão” e “A Base de Guantánamo”.
  • Pouco antes do início da reunião do G-20, realizada em Londres no começo do mês de abril, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou que Lula é o político mais popular da Terra. "É porque ele é boa-pinta", disse o norte-americano. Quando trocavam um aperto de mãos, Obama olhou para o primeiro-ministro da Austrália, Kevin Rudd, e exclamou, apontando para Lula: "Esse é o cara! Eu adoro esse cara!".
  • O diretor de exploração e produção da Petrobras, Guilherme Estrella, afirmou que a bacia de Santos, reserva de pertróleo e gás natural descoberta no final de 2008, será a mais importante do país na próxima década. Ainda não se sabe a quantidade total de petróleo do bloco, mas a estatal acredita que sua exploração ultrapassará a da bacia de Campos, responsável hoje por 80% da produção nacional.

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4. A reinvenção da caipirinha

Esqueça da fórmula limão, cachaça, gelo e açúcar. A moda agora é variar!

Não há discussão sobre a delícia que é tomar uma caipirinha bem feita e da fama internacional que ganhou essa bebida. Mas enquanto o mundo desfruta desse maravilhoso drinque como uma bebida exótica de um país tropical, os brasileiros resolveram sair da mesmice e têm criado novas combinações, que tornou o simples fato de tomar caipirinha numa degustação gastronômica e sua preparação em arte culinária.

Não que a receita com limão galego, açúcar e cachaça não seja boa – se não fosse, não haveria motivo para tamanho sucesso -, mas depois de alguns experimentos com outros destilados e mais frutas e sabores, que levavam o brasileiro ao delírio, as variações na receita passaram a ser muito bem-vindas em bares e restaurantes do país.

Não se assuste ao se deparar com um cardápio* que ofereça caipirinha com saquê, manga, gengibre e raspas de limão. Ou outra com cachaça, carambola* e manjericão*. Há restaurantes que chegam a servir até 20 diferentes tipos de caipirinha. Mas como se pode transformar tanto esse drinque?

O atrevimento das misturas vem aumentando e surpreende até mesmo os maiores apreciadores da bebida. As variações mudam ao longo do país, conforme a diversidade de frutas e as preferências do paladar local. Pode até não parecer em nada com uma caipirinha, mas será com esse nome que a bebida constará na lista de opções. O conceito é aproveitar o modo de preparo tradicional: o suco da fruta amassada com o açúcar, misturado em seguida ao álcool, mas sempre com combinações gostosas de ingredientes, muitos deles inesperados.

A substituição da cachaça pela vodka já é adotada Brasil afora, em um drinque que ganha distintos nomes dependendo da região do país: em São Paulo e no Nordeste é conhecida como Caipiroska, na Bahia, apenas pela abreviação Roska. No Sul, preferem o nome mais explicativo “Caipirinha de Vodka”, enquanto no Rio de Janeiro pedem uma Caipivodka. Além dessa variedade, outros alcoólicos têm ganhado espaço. Não é difícil encontrar preparos com rum, saquê, whisky, tequila e até mesmo com shochu, uma bebida japonesa destilada com arroz ou batata-doce*.

A inovação também está na mistura de frutas e temperos que geralmente não são encontrados dentro de um copo de bebida e sim em pratos elaborados. Entre as caipirinhas diferentes que se pode encontrar em estabelecimentos mais ousados estão, por exemplo, a combinação de vodka, mexerica* e gengibre ou a de uvas verdes com cachaça e gelo feito com água de coco. A novidade está não só em uma maior variedade dos sabores das frutas, que antigamente se restringiam ao morango, kiwi e limão, mas também na execução com temperos como ervas, especiarias e pimentas.

A técnica de usar cubos de gelo feitos com outros ingredientes além da água é uma boa estratégia para que o gosto da bebida mude ao longo da degustação. Na de uvas verdes, por exemplo, a princípio a fruta domina o gosto da bebida, que passa a ganhar o sabor cada vez mais forte da água de coco, conforme o gelo se derrete. Além da água de coco, que pode ser usada como gelo para diferentes frutas gerando um gosto docinho, também se pode fazê-lo com hortelã*, que resulta em um grande impacto no sabor final do trago.

Das misturas mais exóticas, ressaltamos a de morango* com canela, a de manga com gengibre e raspas de limão, a de uvas verdes com hortelã, a de melancia* com calda de gengibre e a de limão com açaí*, preferencialmente feitas com cachaça. Quem ficou com água na boca pode se arriscar sem medo, porque essas aventuras gastronômicas o público brasileiro já provou e aprovou.

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5. Bússola

Paraty, cidade histórica do estado do Rio de Janeiro, é uma opção de viagem que atrai os mais diversos tipos de turista

Uma cidade cheia de cores, história e belezas naturais. Assim se pode definir resumidamente Paraty, uma cidade de 33 mil habitantes, localizada no estado do Rio de Janeiro, na região da baía de Ilha Grande. Ponto turístico mais visitado no estado do Rio de Janeiro depois da Cidade Maravilhosa, é uma boa opção para o turista que quer estender a viagem depois de conhecer a capital, a 236 km de distância.

O nome Paraty é de origem indígena, ganhado na época do descobrimento do Brasil, quando os índios desciam a serra para pescar o peixe parati, que subia o rio para desova nos meses de inverno. Como havia muitas presas dessa espécie, o local passou a ser chamado por eles de paratii, “água do parati. A grafia da palavra foi alterada pelos jesuítas, que costumavam substituir o duplo i pela letra grega.

A cidade foi fundada em 1667 ao redor da Igreja de Nossa Senhora dos Remédios e abrigou grandes engenhos de cana de açúcar, o que lhe deu na época grande importância econômica e fama, que perdura até hoje, de produtora de boa cachaça. Tombado pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) e declarado Patrimônio Histórico da Humanidade pela Unesco, que o considera o “conjunto arquitetônico colonial mais harmonioso”, seu centro histórico preserva casarões e igrejas construídas no período colonial, símbolos maçônicos e ruas de pedras onde o trânsito de carros é proibido.

A região manteve o status de forte importância econômica no período cafeeiro e no Ciclo do Ouro (século XVIII), pois continha o principal porto exportador do mineral e de pedras preciosas. Mas após uma série de investidas piratas, que se escondiam em suas praias, e uma mudança da rota do escoamento para outra região, Paraty se viu isolada. No entanto, o momento de relevância econômica ainda pode ser revivido com alguma melancolia com uma caminhada pelas ruas de pedra por onde os mineiros transportavam o ouro.

A conservação das construções históricas, porém, é apenas um dos atrativos da região, composta por qualidades que agradam aos mais diferentes tipos de turista. Quem viaja em busca de bagagem cultural, pode visitar Paraty em julho, quando acontece a Flip - Festa Literária Internacional de Paraty, evento anual que reúne escritores de todo o mundo para debates sobre literatura. Entre os nomes confirmados na edição deste ano, programada para acontecer de 1 a 5, estão Carlos Fuentes e Gay Talese.

A abundante oferta de praias paradisíacas de seu entorno faz da região um chamariz também de outro tipo de turistas: aventureiros e pessoas em busca de contato com a natureza e encantos visuais. Um exemplo de satisfação aos olhos é o Saco do Mamanguá, o único fiorde* tropical do Brasil, um braço de mar de 8 km de extensão aproximadamente 1 km de largura que entra em linha reta terra adentro, envolvido por altas montanhas e que abriga o mais conservado manguezal da baía de Ilha Grande.

Outra boa opção é pegar um barco em Paraty para conhecer as ilhas e praias de seus arredores. O passeio pode ser feito em escunas para 90 passageiros ou barquinhos que levam até dez pessoas. Com estes, mais personalizados, você diz ao barqueiro onde quer descer e faz uma viagem ao seu ritmo. Um paraíso acessível é Trindade, uma ilha de pescadores localizada a 30 km do trevo de Paraty, com lindas praias, cachoeiras e trilhas em meio a muita beleza natural, pois está em uma área de proteção ambiental.

Um dos pontos mais almejados por quem busca tranquilidade em um paraíso longe do caos urbano é o Pouso da Cajaíba, uma praia localizada em uma ilha, cujos pescadores oferecem suas casas para que os visitantes se hospedem. Também há a opção e levar uma barraca* e instalar-se em um camping durante a noite. Durante o dia, além de aproveitar essa praia, há como acessar outras por trilhas na mata, passando por uma grande diversidade de vegetais e animais, além de muitas cachoeiras.

A quantidade de destinos maravilhosos que cercam Paraty, além de toda riqueza histórica, paisagística e cultural explicam porque esse lugar é tão querido pelos turistas e porque é uma excelente opção de viagem em qualquer época do ano.

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6. Pensando em Português

Confira as mudanças nas regras de acentuação que entraram em vigor com a assinatura do Novo Acordo Ortográfico entre países lusófonos

No dia 1º. de janeiro entrou em vigor o Novo Acordo Ortográfico entre os países de língua portuguesa, para uniformizar as variações do idioma e aumentar as relações entre os países lusófonos. A assinatura do acordo acarretou em algumas transformações nas regras gramaticais do português brasileiro, principalmente no que diz respeito à acentuação. Confira o esquema prático explicativo das principais mudanças.

1) Regra dos hiatos
Como era: Palavras terminadas em “oo(s)” e formas verbais terminados em “eem” tinham acento circunflexo. Exemplos: vôos, enjôo, lêem, vêem.
Nova grafia: voos, enjoo, leem, veem.

Atenção! Os verbos Ter e Vir na terceira pessoa do plural do presente do indicativo e seus derivados continuam acentuadas: eles têm, eles vêm, eles intervêm, eles detêm.

2)  Regra das letras “u” e “i”
Como era: As vogais “u” e “i” recebem acento agudo sempre que formam hiato com a vogal anterior e ficam sozinhas na sílaba ou com “s”. Exemplo: ba-ú, sa-ú-de, vi-ú-va, ga-ú-cho, con-te-ú-do, as-í, je-su-í-ta, ca-í.
Nova grafia: As palavras em que “u” e “i” foram um hiato com um ditongo anterior perdem o acento. Exemplos: fei-u-ra, bai-u-ca, Bo-cai-u-va.

3) Regra dos ditongos abertos “éu”, “éi” e “ói”
Como era: Todas as palavras com ditongos abertos eram acentuadas. Exemplos: céu, chapéu, troféu, papéis, idéia, epopéia, dói, herói, esferóide.
Nova grafia: Palavras paroxítonas com ditongo aberto perdem o acento. Atenção! Somente as paroxítonas perdem o acento! Exemplos: ideia, epopeia, boia, esferoide, heroico.

4) Regra do acento diferencial
Como era: Palavras tônicas que se escreviam da mesma forma de átonas, mas tinham pronúncias distintas, levavam acento. Exemplo: Ele pára (verbo parar) e para ele (conjunção); pêlo (cabelo, penugem), pelo (contração de por + o) e eu pélo (verbo pelar).
Nova grafia: Em algumas palavras, esse acento diferencial deixa de existir. Ele para (verbo parar) e para ele (conjunção); pelo (cabelo, penugem), pelo (contração de por + o) e eu pelo (verbo pelar).

5) Uso do trema
Como era: Se usava trema na letra “u” pronunciada antecedida de q ou g e “seguida” de e ou “i”, para distingui-la da “u” muda. Exemplos: freqüente, seqüestro, tranqüilo, agüentar, pingüim, lingüiça, seqüência.
Nova grafia: Essa “u” deixa de levar trema, ainda que pronunciada. Exemplos: frequente, sequestro, tranquilo, aguentar, pinguim, linguiça, sequencia.

Para treinar

Acentue as palavras abaixo quando necessário:

Veu                                                Ela Tem                                        Eles Tem
Rainha                                            Leem                                               geleia
Veem                                            Eles vem                                           xicara
Voo                                                 jiboia                                               pincel
Ideia                                               apoio                                               Mausoleu
Ceu                                                  cor                                                  orfao
Sapucai                                          abelha                                                li
Nu                                                   cha                                                  cafe
Possivel                                          saude                                             frequencia                                        
tambem                                           bau                                                  detem
Enjoo                                              aviao                                               alguem
Terapia                                            radio                                                familia
Bolivia                                           passaro                                           necessario          
Voce                                               apos                                              presidencia           
Portugues                                      ortografico                                      fisioterapia
Consequencia                                vem (singular)                                  perdoo
Feiura                                             chapeu                                              feia
Centopeia                                       papeis                                               boi
Ele para                                          para ele                                             heroi
trofeu                                             heroico                                              tatu

 

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7. Vocabulário

Saudade: sentimento ligado à ausência de alguém ou de algo, de afastamento de um lugar ou de uma coisa e determinados prazeres já vividos e que se consideram desejáveis.
Elevador: o que eleva, máquina empregada para transportar, em deslocação vertical ou num plano inclinado, pessoas ou cargas; ascensor.
Escada: série de degraus que conduz a lugares altos e baixos e por onde, andando, se pode subir ou descer.
Janela: abertura na parede que se destina a proporcionar iluminação e ventilação, com ou sem vidro, que facilita a visibilidade da paisagem exterior.
Cardápio: Relação das comidas e bebidas disponíveis para consumo em um restaurante.
Carambola: fruto da caramboleira.
Manjericão: erva utilizada para temperar alimentos (albahaca em espanhol).
Batata-doce: Raíz tuberculosa rica em açúcar (batata em espanhol).
Mexerica: Tangerina. (Mandarina em espanhol).
Hortelã: planta também conhecida como menta.
Morango: Fruta do morangueiro, frutilla.
Melancia: Fruta de polpa sucosa, avermelhada e doce, com sementes negras (Sandía em espanhol).
Açaí: frutos roxo-escuros de polpa comestível.
Fiorde: golfo sinuoso, íngreme, profundo e geralmente de grande extensão, frequente em países como Noruega, Dinamarca e Nova Zelândia.
Barraca: abrigo portátil feito com lona ou náilon, apoiado em um mastro ou mais e geralmente preso por cordas atadas em ganchos fixados no solo. Tenda.

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