31 de Janeiro / 2005
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Esta é uma publicação eletrônica
gratuita idealizada pelo Instituto de Português Verde
& Amarelo tel. 4325-0932 / 4393-0645), dirigida a alunos,
clientes e amigos. Tem como objetivo ampliar o contato entre
aquelas pessoas que de uma ou outra forma se interessam
pelo Brasil ou que desejam receber informações
diversas em Português. |
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1. Introdução
E aí, gente, tudo bem?
Como passaram Natal e Rèveillon? O Papai Noel e os Reis trouxeram os presentes que vocês queriam? Que bom! Nós, do Verde & Amarelo já voltamos à ativa, com as baterias totalmente recarregadas para mais um ano que começa, cheio de animação, alegria, muitos cursos e gente nova! Bem-vindos os novos alunos! Vocês vão ver que aprender o idioma português, além de ser fácil e útil, é também muito engraçado! Para os que se formaram no 6° nível: Parabéns! Agora vocês já podem fazer especialização no Brasil e até em Portugal! E para os que ainda estão no meio do caminho, muita força, não desistam! Eu prometo para vocês que os tempos compostos do subjuntivo não mordem, ha, ha, ha! Bem-vindas também as novas professoras, lindas e vitaminadas*. Esperamos que vocês tenham muito pique* pra agüentar a fome de saber dos nossos alunos queridos. Queria contar para vocês, que estão de férias, tranqüilos, tomando caipirinha e se bronzeando nas praias argentinas ou brasileiras, que o ano no Brasil, tecnicamente, ainda não começou. Lá as coisas só começam a funcionar depois do Carnaval (a maior festa popular a céu aberto do mundo!) o ritmo ainda é de férias e lazer, o pessoal nem tá pensando ainda em trabalhar, pois isso só vai rolar mesmo em março... porque Deus certamente é brasileiro e provavelmente baiano! O Carnaval este ano começa oficialmente no sábado, 5 de fevereiro, e termina na quarta-feira de cinzas, dia 9. Durante esses dias, todo o Brasil está de festa, e em alguns estados pode durar até 15 dias, como nos do Nordeste. No Rio, as Escolas de Samba já estão prontas para o desfile na Marquês de Sapucaí e todo mundo já sabe de cor* as letras dos sambas-enredo. Na Bahia, os trios elétricos estão esquentando os motores e os foliões* se preparam com suas mortalhas* para sair brincando durante horas e horas ininterruptas de frevo, forró, axé e lambada. Mas como é isso, ninguém trabalha? Trabalha sim, e muito. Mas durante o carnaval todos só pensam em diversão. Neste período, ninguém assume compromissos, nem se cansa muito para poder guardar toda a energia para a folia. Mas agora vamos ver um pouco de como era o Carnaval de antes e como funcionam os diferentes Carnavais do nosso querido Brasil.
Vocabulário
Pique: energia, força Vitaminadas: fortes, reforçadas, ricas em energia. De cor: de memória, com base na memória, sem precisar recorrer ao papel ou original escrito. Folião: plural: foliões: o carnavalesco, aquela pessoa que brinca o Carnaval. Mortalha: Vestidura em que se envolve o cadáver que vai ser sepultado. Mas no Brasil, é a roupa com que o folião do Nordeste pula o Carnaval, parecida a uma bata. Muito usada nos blocos de Salvador, Bahia. Anamaria Bacci Chefe / Editora
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2. Água, farinha, tinta e lama
por Anamaria Bacci
Até o início do século 20, o Carnaval brasileiro era sujo e violento
Os bailes e o uso de máscaras substituíram as comemorações do Carnaval, onde as pessoas se jogavam água e lama
Imagine-se dançando pelas ruas em um dia de Carnaval. De repente, um bando de foliões surge a sua frente, munido com baldes de água e "limões-de-cheiro" (bolinhas de cera cheias de perfume), pronto para jogar tudo no primeiro que aparecer. Em desespero, você foge de outras pessoas que fazem guerra de lama pelas ruas, e afinal chega a sua casa e tranca a porta. Mas nem aí existe segurança. Os foliões que o perseguiam pulam a janela e, sem misericórdia, fazem-no de alvo para todo seu estoque de água e limões-de-cheiro. A cena anterior não era rara em Portugal nos séculos 15 e 16, quando se começou a comemorar o Carnaval por lá. A brincadeira era conhecida como Entrudo, o que significava a entrada da Quaresma - período de quarenta, dias antes da Páscoa, ao longo dos quais a Igreja católica recomenda a seus fiéis que orem bastante. Nos séculos 17 e 18, quando grande número de portugueses mudou-se para o Brasil, o costume foi sendo trazido. Só que, aqui, a versão do Entrudo era um pouco mais violenta: além de água e lama, jogava-se tinta e lixo. E os limões-de-cheiro eram recheados com substâncias malcheirosas, no lugar do perfume de antes. Logo no início do século 19, quando a corte portuguesa veio morar no Brasil, os costumes começaram a mudar. Os recém-chegados traziam a idéia de que chique era ser francês, e portanto não se podia comemorar o Carnaval com o Entrudo. Para eles, mais elegante seria copiar o desfile de carros enfeitados, ocupados por pessoas usando máscaras e fantasias requintadas, como acontecia na França. Quando foi adotado no Brasil, o evento passou a ser chamado de Rancho. Era semelhante ao desfile de carros alegóricos do nosso Carnaval de hoje, com a diferença de que a música tocada era... ópera! Os bailes, que vieram depois dos desfiles, eram realizados em clubes tradicionais, freqüentados pelos ricos. Só que esse luxo todo afastava as pessoas mais pobres. Além de não ter dinheiro para comprar as fantasias, elas ainda eram barradas nos clubes mais requintados. Como resultado, só restava a elas continuar com o Entrudo, despertando verdadeiro horror na nobreza e nos religiosos. Foi decretado, então, que o Entrudo estava proibido, e seus participantes seriam perseguidos pela polícia. Inicialmente, os policiais tentavam impedir o Entrudo usando a força. No entanto, em seguida a nobreza resolveu usar uma estratégia mais eficaz. A polícia passou a distribuir máscaras para os foliões, e foram criados bailes em lugares menos elegantes, dos quais qualquer um podia participar. Com todo esse incentivo, o povo foi pouco a pouco se interessando pelo carnaval dos ricos e afastando-se do Entrudo, que terminou desaparecendo no início do século 20.
Uma data, muitas festas
Conheça algumas das várias formas de se comemorar o Carnaval no Brasil!
Apesar de muito conhecidas no Brasil e no exterior, as comemorações do Carnaval carioca não são a única forma de se celebrar a data no país. Em todas as regiões, existem várias outras maneiras com características próprias. É difícil falar de cada uma, já que são tantas... Vamos apresentar a vocês algumas que acontecem no Nordeste brasileiro. Em Salvador, na Bahia, os foliões saem pelas ruas dançando atrás dos trios elétricos - caminhões munidos de conjuntos musicais. A origem do termo "trio elétrico" é curiosa: em 1950, dois amigos, ao verem a apresentação de uma banda pernambucana tocando pelas ruas, percebem que as pessoas a seguia dançando e cantando. Resolveram, então, fazer o mesmo: restauraram um carro antigo e foram pela cidade tocando guitarras elétricas amplificadas por alto-falantes. O público gostou tanto que, no ano seguinte, os dois resolveram repetir a dose. Convidaram mais um amigo e conseguiram um carro mais espaçoso. Como eles eram três músicos, batizaram o conjunto de "O trio elétrico". Desde então, a invenção se repete todo Carnaval, mais moderna a cada ano. A idéia parecia tão boa que foi copiada e originou muitos outros trios elétricos - nem sempre com três integrantes. Outra manifestação típica do Carnaval baiano são os grupos de afoxé, formados quase que exclusivamente por negros. Esses blocos têm origem na época da escravidão, quando os negros se reuniam vestindo trajes de nobres africanos para cantar e dançar as músicas de sua terra. O primeiro grupo, a Embaixada Africana, surgiu em 1885. Desde então, a tradição se repete todo Carnaval, com negros vestidos de príncipes cantando em nagô, um idioma africano. A nobreza africana também é lembrada em outra comemoração nordestina: o maracatu. A festa ocorre principalmente em Pernambuco e no Ceará. Os participantes vestem pesadas fantasias, cada uma representando um personagem: rei, rainha, príncipes, damas, embaixadores, cavaleiros, índios, baianas... Todos dançam ao som de um batuque, seguindo as "calungas" (bonecas gigantes que abrem o desfile e são levadas cada uma por uma mulher). Outra tradição pernambucana é o frevo, que tem mais força nas principais cidades do estado: Recife e Olinda. Durante o Carnaval, as pessoas dançam nas ruas ao som desse ritmo rápido, normalmente executando passos complicados e acrobáticos. A comemoração é muito animada e justifica o nome da dança, que surgiu do verbo ferver, ou frever, como diziam equivocadamente algumas pessoas. Se puder, não perca uma demonstração de frevo - e aproveite para frever também!
Beijos e até o próximo Boletim!!!!
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3. Pensando em Português®
Já que muitos de vocês estão de férias, que tal aprender como se comportar num restaurante? Veja as frases mais comuns na hora de fazer o pedido, de pagar e de reclamar, por que não?
DIÁLOGOS EM UM RESTAURANTE
- O cardápio, por favor! - Eu ainda não decidi! - Qual é a sugestão da casa? - Eu vou pedir / quero /gostaria de tomar / comer / pedir .. - Você tem (bife à milanesa)? - Esta porção é para quantas pessoas? - Você poderia limpar a mesa, por favor? - Vai demorar muito? - Quanto tempo demora? - Você poderia me trazer um prato/ uma colher/ outro copo/ uma cadeira para crianças...? - Garçom, meu café está frio. - Pode trazer mais guardanapos, por favor? - O que tem de sobremesa? - De que sabores você tem o /a ...? - Garçom, a conta por favor! / Você poderia me trazer a conta? - Você aceita cartão de crédito, cheque pré-datado, ticket-refeição? - Você tem troco? - Uma mesa para dois, por favor. - Há lugar para não fumantes? - Há mesa perto da janela? - Tem pratos vegetarianos. - Sem molho, por favor. - Pode me explicar o que é isso? - O serviço está incluído? - Desculpe, mas há um erro na conta. Acho que a conta não está correta. - Fique com o troco - Por aqui, por favor. - Você fez reserva? - O senhor quer esperar? Em 10 minutos desocupa uma mesa. - Desculpe, a cozinha já fechou.
Agora vamos fazer um teste. Numere a segunda coluna, de acordo com a primeira:
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1. - O cardápio, por favor!
2. - Você poderia limpar a mesa, por favor?
3. - Qual é a sugestão da casa?
4. - Quanto tempo demora?
5. - Você poderia me trazer outro copo?
6. - O que você tem de sobremesa?
7. - Esta porção é para quantas pessoas?
8. - Você tem bife à milanesa?
9. - Sorvete de que sabores você tem?
10. - Você aceita cartão de crédito?
11. - Você poderia me trazer a conta?
12 - Garçom, meu café está frio.
13. – O que o senhor vai pedir?
14. -O que o senhor gostaria de tomar? |
( ) – Sim, aceitamos.
( ) - Uns 15 minutinhos.
( ) - É para uma pessoa somente.
( ) – Eu ainda não decidi.
( ) – Temos de flocos e morango.
( ) – Desculpe, vou providenciar outro.
( ) – Pois não, um minuto, por favor.
( ) – Pois, não.
( ) – Temos sorvete, mousse e pudim de leite.
( ) – Camarão é a nossa especialidade.
( ) – Sim, nós temos.
( ) – Pois não, um momentinho.
( ) – Eu gostaria de tomar um guaraná.
( ) - Pois não. |
Respostas: http://www.verdeamarelo.com.ar/gramatica_online.asp
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