BOLETIM VERDE & AMARELO
Nº. 06 - 11 de setembro / 2000 –
Este é o sexto número de uma publicação eletrônica menzal e gratuita idealizada pelo Instituto de Português Verde & Amarelo (Maipú 388, 3º K – Cap.Fed. –tel. 4325-0932 / 4393-0645), dirigida a alunos, clientes e amigos. Tem como objetivo ampliar o contato entre aquelas pessoas que de uma ou outra forma se interessam pelo Brasil - notícias, cultura geral, novidades, opiniões, humor, etc - ou que desejam receber informações diversas em Português.
O Verde & Amarelo é um Instituto de Português dedicado ao ensino a hispanofalantes. Trabalhamos com material próprio e exclusivo, onde consideramos as semelhanças e as diferenças entre o português e o espanhol. Nosso objetivo é que as aulas sejam dinâmicas, divertidas e os alunos dominem o idioma dentro do menor tempo possível. < color="#0000ff">
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Confira neste número:
1. Humor
2. Especial sobre o Dia da Independência do Brasil
3. A palavra da quinzena
4. A língua portuguesa
5. Participação Especial do professor Eraldo Maia
6. Música & Cia.
7 . Uma novela Verde & Amarela
8. Viajando pelo Brasil
9. Notícias
10. Como anda o seu português?
11. Sites Legais
12. Vocabulário
1. Humor
A piada deste número foi publicada no Newsletter de Marcelo Perazolo, quem gentilmente nos autorizou traduzi-la ao português e publicá-la no nosso Boletim.
Marcelo Perazolo é o responsavel pela publicação "Novedades Empresarias y Profesionales", o maior Newsletter do mundo, em espanhol!!!!! Se você ainda não recebeu esta interessante publição sobre o âmbito empresarial, pode solicitá-la gratuitamente enviando um e-mail com o título "Suscribe" a:
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Marcelo Perazolo também é o CEO da página www.librosenred.com, onde você pode encontrar uma grande variedade de livros digitais. Os livros estão à venda, mas há uma variedade de livros gratuitos.
Valeu Marcelo!!!!
Más* notícias, patrão!!
tradução Igor Ravasco
Um rico fazendeiro deve viajar a Assunção por duas semanas e deixa tudo aos cuidados de seu capataz.
Antes de partir, faz-lhe as recomendações necessárias.
- Já sabe, homem, cuida bem de tudo pra mim, não vá deixar acontecer alguma coisa...
- Não se preocupe, patrão, que nada vai acontecer...
- Isso espero – disse o fazendeiro-, sei que quando você quer é mais do que um animal.
- Sem problemas, patrão, sem problemas...
Passam as duas semanas e o fazendeiro volta da capital. Quando sobe à caminhonete com a qual o capataz foi buscá-lo, pergunta:
- Então, alguma novidade?
- Não chefe, não aconteceu nada.
- Tem certeza?
- Bom, pra dizer a verdade, aconteceu uma coisinha. Seu gato morreu.
-Meu gato angorá premiado e ganhador de concursos!!! Tinha certeza de que alguma coisa ia acontecer. Diga-me como foi.
- Morreu de indigestão...
- Indigestão??!! Como morreu de indigestão, se mando trazer de Barcelona a dieta balanceada de atum e vitaminas a cada 15 dias??
- É que comeu carne de cavalo em mal estado – disse compungido o capataz.
- Carne de cavalo!!! E quem deu carne de cavalo ao meu gato?
- Ninguém, patrão. O que aconteceu é que ninguém teve tempo de recolher o cavalo, e o gato, num descuido, comeu um pedaço.
- De que cavalo você está falando??
- Bem... do seu, patrão...
- Quê???!!! Meu cavalo de exibição??!! O que aconteceu com meu cavalo???!!!
- Morreu por causa do esforço...
- Esforço!!, que esforço??!! – exclamou o fazendeiro com o rosto já desfigurado.
- De carregar água, patrão. Com a pressa não tinha outra forma de carregar água...
- Usaram meu cavalo para carregar água!!?? E para que carregava água com meu cavalo, ANIMAL!!??
- É que devíamos apagar o incêndio, patrão...
Já gaguejando e com as pálpebras tremendo nervosas, o fazendeiro fazendeiro balbuciou:
- Incêndio!!, que incêndio!!??
-O da casa, patrão... mas afinal não pudemos fazer nada e ela se queimou toda.
- Minha casa queimou!!?? Como é que aconteceu?
- É que uma vela caiu e pegou fogo numa cortina. Daí em diante não houve jeito de apagá-lo.
- Uma vela queimou a minha casa??!! Quem foi o animal que acendeu uma vela??!!
- Bem, patrão, não fique assim, em todos os velórios se usam velas.
- Velório na minha casa?! Por que fizeram um velório na minha casa? Quem morreu?
- Sua mãe, patrão – disse o capataz em voz quase inaudível.
Todo o rosto do fazendeiro se contorcia em tiques nervosos e contrações incontroláveis. A duras penas controlou sua mandíbula para poder pronunciar... - " Minha mãe!!!... Minha mãe morreu!!!... Como foi que ela morreu??!!
-Morreu de susto, patrão. Não suportou o susto.
- Que susto? – perguntou o fazendeiro já totalmente fora de si.
- Susto de ver como se afogavam na lagoa os...
- Chega!!!, Chega!!! Não quero mais escutar...
Nesse momento, o fazendeiro não pôde se controlar e começou a estrangular o capataz com as próprias mãos.
O capataz, roxo* e quase sem respiração, ainda conseguiu dizer:
- Não, patrão!!, Para!!, se soubesse que o senhor ia ficar assim não tinha contado nada sobre o gato...
2. Independência ou morte
No dia 7 de setembro comemorou-se a independência do Brasil. No ano de 1822, o príncipe regente D.Pedro I deu um fim aos desmandos de Portugal. O povo que morava na jovem nação já estava cansado de exploração* e descaso* da corte portuguesa.
Um príncipe brasileiro
Ao retornar de uma audiência com o regente de Portugal D.João VI, o embaixador da França em Lisboa, anotou no diário: "Meu Deus, como é feio! Como é feia a princesa! Meu Deus! Como são todos feios! Não há um só rosto gracioso entre eles, exceto o do príncipe herdeiro"! - estava se referindo ao garoto Pedro de Alcântara Francisco Antônio João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon (apesar dos 18 nomes que possuía, ficou conhecido como D. Pedro I). O segundo filho varão de D.João e Carlota Joaquina nascera no dia 12 de outubro de 1789. Antônio, primogênito de D.João, morreu aos seis anos. Assim, Pedro estava na linha sucessória. Apesar disso, nem o regente nem D.Carlota se preocuparam com a educação do filho. Em 1808, depois que D.Pedro se mudou com os pais para o Brasil, esse desleixo assumiu proporções quase criminosas. Criado solto, na Quinta da Boa Vista ou na fazenda Santa Cruz a 80 km do Rio, Pedro andava sozinho na mata*, brigava* a pau e soco* com outras crianças, bolinava* as escravas. Ali, tornou-se um exímio mas imprudente cavaleiro: caiu do cavalo 36 vezes.
A rudeza desses primeiros anos, pode ter agravado a epilepsia congênita: aos 18 anos, D.Pedro já sofrera seis ataques da doença. Alguns, durante cerimônias oficiais - que o príncipe não tolerava. Mas, desde a infância, Pedro revelou-se ser um sujeito despojado e de bom coração. Andava com roupas de algodão e chapéu de palha, tomava banho nu na praia do Flamengo, ria, debochava* e zombava* com quer que fosse.
Era mau poeta e mau latinista, mas bom escultor e excelente músico: tocava clarinete, flauta, violino, fagote, trombone e cravo. Também tocava um instrumento e um ritmo malditos: o violão e o lundu, que aprendera em lugares mal-afamados do Rio. D.Pedro foi um amante latino, dândi liberal que tomava o que gostava - cavalos, mulheres ou roupas. Mas quem convivera com ele concordava com algumas de suas últimas palavras: "Orgulho-me de ser verdadeiro, humano e generoso e de ser capaz de esquecer as ofensas que me são feitas".
O ano de 1822
O ano de 1822 começou dramaticamente para D.Pedro. Foi no dia 1º de janeiro que ele recebeu o manifesto escrito por José Bonifácio e assinado por toda a junta provincial da cidade. Até então, apesar de alguns cartazes espalhados* pelas ruas do Rio e das manifestações cada vez mais entusiásticas que vinham recebendo nas ruas ou no teatro, D.Pedro não registrara nenhum sinal de apoio à sua permanência no Brasil. Mas a carta de Bonifácio era impactante. Segundo ela, as Cortes de Lisboa, baseadas "no despropósito e no despotismo" buscavam impor ao Brasil "um sistema de anarquia e escravidão". Movidos por uma "nobre indignação", os paulistas estavam "prontos a derramar a última gota do seu sangue e a sacrificar todas as suas posses para não perder o adorado príncipe", em quem colocavam "suas bem-fundamentadas esperanças de felicidade e honra nacional".
Os cariocas, que pensavam da mesma maneira, organizaram um abaixo-assinado com 8 mil nomes e o entregaram ao príncipe uma semana depois, numa cerimônia realizada ao meio-dia de 9 de janeiro. Depois de ler o documento, D.Pedro anunciou solenemente sua decisão: "Se é para o bem de todos e felicidade geral da nação, diga ao povo que fico" (este dia ficou conhecido como "O Dia do Fico"). Reunido em frente ao Paço Municipal, o povo saudou a decisão do príncipe. No dia 11, as tropas portuguesas tentaram obrigar o príncipe a embarcar para Lisboa. Apoiado pelo povo e por tropas leais, D.Pedro resistiu. A independência, agora, era uma questão de tempo.
Marcam a aproximação entre D.Pedro e a facção mais conservadora da elite brasileira, formada por homens que, em sua maioria, tinham freqüentado a Universidade de Coimbra e partilhavam da idéia de um império luso-brasileiro. Cinco dias depois de expulsar do Rio as tropas portuguesas, D.Pedro organizou um novo ministério e, para liderá-lo, escolheu José Bonifácio de Andrada e Silva. Em 1º de agosto, declarou inimigas todas as tropas enviadas de Portugal sem o seu consentimento. No dia 14, partiu para São Paulo para contornar uma crise na província.
No dia 7 de setembro, o príncipe recebeu as cartas chegadas de Lisboa com as abusivas decisões da Corte e concluiu que era a hora de romper com a metrópole. Depois de ler, amassar* e pisotear as cartas, D.Pedro montou "sua bela besta baia", cavalgou até o topo da colina e gritou à guarda de honra: "Amigos, as cortes de Lisboa nos oprimem e querem nos escravizar... Deste dia em diante, nossas relações estão rompidas". Após arrancar a insígnia portuguesa de seu uniforme, o príncipe sacou a espada e gritou: "Por meu sangue, por minha honra e por Deus: farei do Brasil um país livre". Em seguida, erguendo-se nos estribos e alçando a espada, afirmou: "Brasileiros, de hoje em diante nosso lema será: Independência ou morte". Eram 4 horas da tarde de 7 de setembro de 1822.
No dia seguinte, inicou a viagem de retorno ao Rio, onde chegou no tempo recorde de cinco dias, deixando toda a tropa 10 horas para trás. Na capital, foi saudado como herói. A 1º de dezembro, aos 24 anos, foi coroado não rei, mas imperador, para mostrar que, apesar do direito monárquico, também fora eleito pelo "povo".
3. A palavra da quinzena
Pela professora Virginia Bezerra Neves
CAPOEIRA E BERIMBAU
Casamento africano, batismo tupi*
Oi,gente! Olha eu aqui de novo, com mais uma nova palavra!
Trazida de Angola pelos escravos, a capoeira tornou-se uma arte marcial tipicamente brasileira. No período da colonização, inicia-se o tráfico de escravos para a América. Os negros aprisionados na África eram trazidos e vendidos para o trabalho forçado em regime de escravidão. Nesta situação desumana a que foi submetido o negro, surgiu a capoeira. A princípio, foi criada como luta de defesa ou para relaxar do trabalho forçado.
Praticada entre as classes populares, até o século XX era reprimida pela polícia.
Capoeira sem berimbau, não é capoeira! É um verdadeiro "casamento" de palavras. O primeiro registro de um berimbau ( veja o boletim anterior) no Brasil data de 1739 e foi feito na alfândega* do porto de Santos. Vindo do Benin, na costa ocidental africana, o instrumento se tornou indissociável da capoeira, a arte marcial praticada pelos escravos bantos, que, por sua vez, vieram da Angola. Tudo indica que a música serviu para tornar a capoeira mais aceitável, disfarçando-a como dança. Assim, a capoeira e o berimbau só se encontraram em solo brasileiro, em nenhum outro lugar. Outro detalhe: esta luta africana foi batizada pelos índios. Segundo o tupinólogo Nicolau Leite, capoeira equivale a " mato arrancado com as mãos". Refere-se, com algum exagero, às clareiras* abertas na mata* onde os escravos negros rebelados treinavam os golpes.
Você vai encontrar muitas manifestações desta luta em Pernambuco, na Bahia e no Rio de Janeiro. Em todo o Brasil existem academias que ensinam a capoeira, mas até hoje eu não encontrei nenhum lugar que ensinem a tocar o Berimbau...
Um abração e até a próxima!!!
Informação retirada da revista SUPER INTERESSANTE, junho de 2000.
4. A lingua portuguesa
pela professora Maristela Müller
Como qualquer outro fenômeno social, a língua sofre mudanças no espaço e no tempo. No artigo de hoje vamos, conhecer um pouco mais sobre a origem e o desenvolvimento da língua oficial de nosso país: o português.
Quantos falam a língua portuguesa?
De acordo com estatística de 1990, mais de 180 milhões de pessoas falam a língua portuguesa. É a sétima língua mais falada do mundo, superada pelo chinês, o inglês, o espanhol, o hindi, o russo e o árabe.
Origem e história da língua portuguesa
O português originou-se do latim, falado pelos latinos, um povo que habitava o Lácio, região central da Itália.
A capital, Roma, ao longo dos séculos foi, dominando as cidades mais importantes da Itália e, já no século III a.C., os romanos tinham sob sua posse quase todo o território italiano.
O povo dominador sempre impõe sua cultura – e, portanto, sua língua – ao povo subjugado. Com os romanos não foi diferente: impuseram o latim a todos os povos por eles conquistados.
Da Itália, os exércitos romanos espalharam-se por toda a Europa, Ásia e África. O latim passou a predominar sobre a língua dos povos que habitavam essas regiões. No século II a.C. Roma podia ser considerada como a capital do mundo; e o latim, como a língua oficial do Império Romano.
A língua latina apresentava dois níveis:
1) o latim literário – língua falada e escrita, empregada em textos literários, filosóficos e jurídicos.
2) o latim vulgar – língua apenas falada, sem escrita, utilizada pela massa da população, analfabeta e considerada inculta.
O latim vulgar era utilizado por soldados, comerciantes e pela maioria das pessoas que se dirigiam aos territórios conquistados, com a finalidade de colonizá-los.
Foi esse latim vulgar que se impôs aos povos vencidos.
Em 218 a.C. a península Ibérica, onde fica Portugal, foi invadida pelos romanos, que de lá procuravam expulsar invasores cartagineses que tentavam chegar até Roma. Derrotados os cartagineses, os romanos dominaram a península Ibérica, impondo sua cultura e sua língua. Esse período de imposição cultural é conhecido como romanização da península Ibérica (romanização porque a cultura romana se impôs à cultura peninsular).
Já no século I da era cristã, o latim era a língua comum a todos os povos da península, exceto a região onde se falava – e se fala até hoje – o basco.
Começa a ocorrer a mistura do latim com as línguas locais, o que provocou a diferenciação da língua do dominador em cada região e até mesmo de cidade para cidade. Esse é um dos fatores que explicam a fragmentação do latim, ou seja, sua diferenciação em cada região onde era falado, dando origem a línguas parecidas umas com as outras, mas diferentes entre si.
O latim, a língua única falada em todo o Império Romano, deu origem às línguas românicas ou neolatinas: italiano, francês, provençal, galego, romeno, sardo, romanche, espanhol e português. Isso significa que hoje, grosso modo, falamos um latim modificado.
Portanto, as línguas românicas ou neolatinas surgiram da fusão entre a cultura dos romanos e a dos povos conquistados, originando dialetos, ou seja, variedades regionais ou sociais de uma língua. Um desses dialetos era o galego-português, falado na região onde hoje fica Portugal. Desse dialeto originaram-se posteriormente duas línguas: o galego e o português.
Falou-se galego-português até o século XIV em Portugal.
Coube então a D. Dinis, rei de Portugal, proclamar, em 1279, o português como língua oficial do país, abolindo o latim dos textos jurídicos e oficiais.
Somente a partir do século XIV é que se pôde falar na existência de uma língua portuguesa com caracterícticas próprias, diferente do galego.
No século XIV surge a prosa literária em português. O livro que registrou primeiro essa língua foi o Livro de linhagens, de d. Pedro, rei de Portugal. Mas a primeira gramática portuguesa só surgiria em 1546, escrita por Fernão de Oliveira.
Os idiomas neolatinos não ficaram restritos à Europa. Com a colonização de outros povos pelos dominadores europeus, esses idiomas espalharam-se pela América, Africa e Ásia.
Durante a fase de sua expansão marítima, os portugueses chegaram às Américas, rodearam a África, passaram pela China e pela Índia. Isso explica, por exemplo, que numa região tão distante do Brasil, como Cabo Verde, também se fale português.
Nessa fase de expansão, a língua portuguesa foi sofrendo influências dos idiomas locais. Incorporaram-se ao português palavras de outras origens, como por exemplo chá (do japonês).
Assim a língua portuguesa espalhou-se pelo mundo e chegou ao Brasil. Em 1500, Portugal oficializou a existência do Brasil.
No próximo número, falaremos sobre o português no Brasil e os países onde se fala português no mundo.
5. Participação Especial
Neste número vamos ter a participação especial do professor Eraldo Maia. Lá do Rio de Janeiro, inspirado nas praias paradisíacas de Arraial do Cabo, ele gentilmente nos está enriquecendo com seus conhecimentos.
Quem vai "Pagar o Pato"?
Muitos julgam que a expressão idiomática "pagar o pato" tenha alguma relação com a ave, o que, de fato, não corresponde à realidade. Existe, em latim, um vocábulo neutro da segunda declinação, "pactum", cujo significado é acordo, o qual, tomado como empréstimo culto à língua latina, corresponde à palavra portuguesa pacto. Ora, em outros vocábulos latinos, a consoante /k/, dita muda, grafada com a letra c, deixou de ser pronunciada. Em Portugal, ainda se escreve, por exemplo, acto e facto. No Brasil, desde a Reforma Ortográfica de l943, passou-se a grafar ato e fato. Assim, na expressão "pagar o pato", a palavra pato é uma variante de pacto, à qual foi subtraída a consoante muda. Dizer que alguém, e tão-somente ele, "pagou o pato" é, na verdade o mesmo que dizer do cumprimento de um acordo por um só dos acordantes. Duas pessoas, por exemplo, fazem um acordo (um pacto), e só uma delas cumpre esse acordo, quer dizer, só uma delas paga o pacto, que acabou virando "pagar o pato", mesmo que tal acordo não tenha envolvido a aquisição do animal de penas. Esclarecida, pois, está a expressão. Não é engraçadinha sua origem? Um abraço. Eraldo
Em tempo: Com o envio deste e-mail, sem me sentir lesado, cumpro o acordo que fizemos, isto é, estou pagando o pato.
6. Música & Cia.
pela professora Sivana de Sousa
Forró: eta ritmo bom !!!
Temos comentado aqui sobre a riqueza, a diversidade e a originalidade da música brasileira. Dessa vez, vamos falar um pouquinho de um ritmo que é genuinamente brasileiro e tem tido, ultimamente, uma enorme aceitação por parte do público brasileiro: o forró; que nem sempre foi um gênero musical. A princípio, o forró era uma festa familiar dançante do sertão* nordestino.
Alguns historiadores afirmam que o termo forró originou-se da expressão for all, que quer dizer "para todos". Acredita-se que os ingleses ofereciam festas para os operários que trabalhavam na construção das estradas de ferro no Nordeste e os convidavam usando esse termo. Outra versão sobre a origem da palavra é a de que seria um baile comum, sem etiqueta, que o povo chamava de "forrobodó" e, que, com o tempo, pela facilidade da pronúncia, acabou transformando-se simplesmente em forró. No nordeste "forrobodó" significa confusão, agitação, rebuliço, desordem, farra, arrasta-pé.
Seja como for, com a propagação cada vez maior da palavra, o forró passou a ser um gênero típico dos festejos juninos (ver boletim nº 1). Teve, desde a sua criação, forte ligação com o povo, e trouxe em suas letras e músicas os cantos da sofrida gente nordestina -além de narrar fatos de alegria como festas populares, idas e vindas de viajantes e tantas outras histórias. Um conjunto de forró é formado pelo sanfoneiro, pandeirista e o tocador de zabumba e triângulo; a partir daí, vem a dança formada por casais.
Tivemos vários músicos que se destacaram no mundo do forró, como por exemplo: "gordurinha", Jackson do Pandeiro e Zé Dantas, além do Trio Nordestino e Os 3 do Nordeste; porem, o mais importante divulgador do ritmo foi Luiz Gonzaga, pernambucano da cidade de Exu, sertão nordestino. Morreu em 1989 , mas deixou o forró imortalizado, assim como o baião, ritmo com movimentos improvisados, ágeis e com acompanhamento musical de sanfona, triângulo e agogô* (podemos citar ainda outros ritmos populares de Pernambuco: ciranda, coco-de-roda, xote e xaxado).
O forró cresceu, evoluiu e adaptou-se a diferentes lugares do Brasil. Tem o forró do Norte, o forró da Bahia, do Ceará, de Minas Gerais. E hoje em dia, há até uma nova tendência: o "forrogode" (mistura de forró e pagode)!
Mas, é evidente que o forró raiz continua com seus passos firmes, recebendo também nome de forró pé-de-serra. Existe também o forró mais urbano, chamado forró pé-de-calçada representado por Cascabulho, o precursor Mestre Ambrósio. Já Chico Sciense & Nação Zumbi e Mundo Livre S/A, no movimento Mangue Beat de Recife que apresenta uma mistura de sons regionais com música eletrônica, forró pé-de-serra, rap, maracatu* e outros.
Antes era considerada música típica do Nordeste e festas juninas, e até mesmo chamada música brega*. Hoje, o forró já recebe o moderno nome de "oxente music" e vem tomando novas e surpreendentes dimensões, conquistando público de diferentes idades e classes sociais, disparando em vendas de CD's e shows. Antes as músicas falavam de seca, devastação, solo rachado, gado magro, sofrimento e lamentação (como na estrofe "Quando olhei a terra ardendo, qual fogueira de São João"de Asa Branca, música de Luis Gonzaga). Atualmente, com um estilo mais alegre, muitas bandas estão fazendo muito sucesso em todo o Brasil. Devido a grande aceitação, recordes de público e vendagem de discos, o forró vem revelando muitos nomes e bandas no Brasil. O forró ganha uma cara moderna, com uma dose picante de sensualidade e romantismo e com a sua melhor característica de sempre: um ritmo gostoso para dançar !!!!!!
Errata: (Boletim No 5) – O disco de Tom Zé (1999) chama-se Imprensa Cantada e não Vaia de Bêbado como publicamos.
7. Uma novela Verde & Amarela
pelo professor Igor Ravasco
Houve um momento de tensão quando aquela misteriosa figura entrou na sala. Não cumprimentou ninguém. Todos disseram boa noite, como vai você? tudo bom?, e só tiveram como resposta um seco tudo bom. O clima continuou muito tenso, mas a aula prosseguiu. Vamos lá, gente, "já*" é uma coisa, "chá*" é outra. Cuidado Gigi "ô" é diferente de "ó". Repita comigo: eu não posso cair no poço.
A nova aluna já não estava com a capa, nem com o chapéu, mas nem assim seu aspecto era menos assustador. Maurício cochichou a Dudu de que a tinha achado horrorosa. As perguntas continuavam... Vamos, Lalá, pergunte ao Mauricinho: Beber vinho é saudável? Todos riram com a cara que Maurício fez, como quem diz que é saudável, necessário e única razão de se viver... Pergunta... Dudu, pergunta para o Zé: Quem são os melhores do futebol? Zé pediu desculpa a Ivan, pediu desculpas aos colegas e respondeu que, obviamente, os melhores do futebol eram os jogadores do Chacarita, e que 'El Flaco' Vivaldo era o melhor goleiro do mundo. A alegria já tomava conta e era contagiante. Até que Ivan perguntou à nova aluna qual era seu nome. Silvina foi a resposta. Todos disseram ao mesmo tempo: Sil, ou Silvininha, ela tem que ser chamada assim. Mas Silvina disse num tom frio: Silvina, meu nome é Silvina. Que chata*! -disse Lalá, bem baixinho, para Gigi.
Muito bem, pessoal, vamos escutar uma música. Parece propaganda, mas posso jurar que não é. Quase todos se entreolham e sorriem quando começam a escutar "Chocolate". Acham a música engraçada e se divertem muito na hora de cantá-la. Ivan, de vez em quando, olha para para Silvina, mas ela jamais devolve o olhar.
Maurício tenta formular uma pergunta em português. Ele já está procurando trabalho e está se esforçando muito para aprender bem o idioma. É o aluno que mais ri de tudo e está integrando o grupo, fazendo com que todos sejam amigos. É apenas a segunda aula, mas já se mandam piadas por e-mail.
A aula chega ao fim. As pessoas estão contentes, mas há um certo ar de estranheza na aula. Quem é Silvina? Por que ela não se encaixa no grupo? Ivan só espera que ela não seja uma dessas alunas insuportáveis que fazem perguntas cujas respostas já conhece, só para testar, provar o professor.
Dudu estava muito curioso e olhava para ela sem parar. Passou toda a aula com os olhos fixos nela. Silvina não era bonita, mas também não era feia. Era charmosa*, até demais. Ele não queria esperar até a semana seguinte para conhecê-la melhor. No último momento da aula, quando todos já saíam da sala, ele, sério e direto, perguntou a Silvina: Por que você está estudando português? Ela, em perfeito português, respondeu: Ainda não estou em condições de responder a sua pergunta.
(continua)
8. Viajando pelo Brasil
Por Evelia Elizabeth Silva
"O paraíso é aqui",
disse Américo Vespúcio quando abordou aquela ilha deserta em l0 de agosto de 1503. No ano seguinte, o rei D. Manuel resolveu dá-la de presente ao fidalgo que financiara a expedição de Vespúcio, um tal de Fernão de Loronha. O homem nem se deu ao trabalho de conhecer seus domínios . Sem ter quem zelasse por ela, gente de muitos povos cobiçariam a ilha e, dentre eles, foram os holandeses os primeiros a apossarem-se dela de 1629 a 1654. E a ela chamaram "Pavônia", pela latinização do nome daquele que a arrendou, o holandês Michiel de Pavw.
Expulsos os holandeses, a ilha permanece abandonada. A pirataria continua. Os franceses da Cia. das Índias Ocidentais preparam - cuidadosamente - a invasão e posse do arquipélago, no século seguinte (em 1736). E permanecem um ano na ilha que rebatizaram como "Isle Delphine" (numa clara referência aos golfinhos que ali viviam).
Só então Portugal percebe o quão estratégica era a localização de Fernando de Noronha. E, temendo que, sendo ela dominada, ficasse fácil a tomada da nova colônia, ordena que a Capitania de Pernambuco expulse os franceses, assuma a ilha e inicie sua colonização. Fernando de Noronha serviu como presídio e foi Território Federal, governado pelos militares, por 46 anos. Hoje é um Distrito Estadual, pertencente ao Estado de Pernambuco.
Vamos Ver
O arquipélago de Fernando de Noronha é constituído por 21 ilhas, rochedos e ilhotas com um total aproximado de 26 km2, tendo a ilha principal a extensão de 17 km2. As praias de Fernando de Noronha são divididas em 'praias do mar de dentro' e 'praias do mar de fora'. As praias do 'mar de dentro' são as que se encontram entre a costa da ilha e a costa do Brasil. As 'de fora' são as que estão voltadas para o mar aberto.
Dentro das praias do 'mar de dentro', podemos destacar a Baía dos Golfinhos. Partindo-se da praia da baía do Sancho, após 1 km a pé, pode-se desfrutar de um das maiores atrações do Arquipélago. Embora proibida para banhos de mar, nela pode-se ver o espetáculo de dezenas de golfinhos nadando num verdadeiro balé de saltos e curvas.
Além de golfinhos, o visitante de Fernando de Noronha pode aproveitar o contato com a natureza para praticar esportes, como o surf, por exemplo. Algumas praias são boas para os amantes das ondas, como a Baía do Boldró, que, apesar de ser excelente para o banho de mar, (por ser pontilhada por recifes de coral formando inúmeras piscinas naturais) possui, nas áreas sem recifes, ondas que são fortes e ideais para a prática do surf, pois chegam a ter 5 metros. Também a Praia da Conceição, localizada na base do Morro do Pico, é uma excelente opção para a prática do surf no período de novembro a março e banho de mar nos outros meses do ano. Não poderíamos deixar de mencionar a Praia do Bode, que, com seu mar agitado, nos meses de dezembro a março, faz com que se possa classificá-la como muito boa para a prática do surf. Ou ainda a Cacimba do Padre, que, no período de novembro a março é uma das melhores praias para a prática do surf.
Mas nem só de golfinhos e surf são feitas as praias do Arquipélago. Quem vai a Fernando de Noronha não deve deixar de levar o equipamento para mergulho livre (máscara, snorkel e nadadeiras) para se curtir as praias da ilha.
Todas as praias do mar de dentro e algumas do mar de fora, são ótimas para mergulho livre. O Arquipélago de Fernando de Noronha é o principal e mais belo parque marinho brasileiro, sendo considerado como um dos melhores lugares para a prática de mergulho do mundo. Aqui, de um modo geral, pode-se desfrutar de uma visibilidade de até 50 metros.
Uma dessas praias é a Praia do Sancho, situada na baía do mesmo nome. O seu acesso é feito por mar ou por terra. É uma praia excelente para a prática do mergulho livre e ponto de parada dos passeios de barco. Ou também a praia da Baía de Santo Antônio, que, pelo fato do seu mar apresentar os vestígios de um naufrágio, caracteriza-se como um dos mais procurados pontos para a prática do mergulho livre. Na baía fica situado o porto de carga e descarga de embarcações e dela pode-se descortinar uma das belas vistas panorâmicas das principais ilhas que compõem o arquipélago. A praia é cercada por pedras negras e lisas de origem vulcânica, apresenta piscinas naturais rasas, águas claras e com muito boa visibilidade, principalmente para os muitos cardumes de peixes coloridos. Dentre as praias do 'mar de fora'se encontra a Praia da Baía Sueste, considerada a melhor praia para banhos do Arquipélago em razão do seu mar calmo e ondas suaves.
Algumas praias estão proibidas para o banho de mar, como a praia do Buraco da Raquel, ou a Ponta das Caracas, e outras, como a Praia da Quixabinha, se apresentam um pouco perigosas por causa das correntes, fortes e próximas à areia.
Vamos sentir
Fernando de Noronha não possui um folclore que transcende a ilha, mas possui história, contada em alguns de seus monumentos. Um desses monumentos é o Forte de Nossa Senhora dos Remédios, velha fortaleza construída em 1737, sobre as ruínas do antigo reduto holandês de 1629. É a principal das dez fortificações erguidas para a defesa da ilha. Serviu para recolher prisioneiros e aquartelar soldados. Foi tombado pela IPHAN (hoje IBPC), em 1961. Outro desses monumentos é a Igreja de Nossa Senhora dos Remédios. Concluída em 1772, é o principal templo católico da ilha. Tombada pela SPHAN em 1981, completamente restaurada em 1988, revitalizada pela pintura e pela iluminação noturna, em 1997. As festas do Arquipélago também não são divulgadas no continente, mas o mês de agosto se apresenta bastante atrativo, contando com o aniversário da ilha, no dia 10, o dia de Nossa Senhora dos Remédios, 29, e o campeonato de pesca, sem data definida. Esse é um lindo momento para sentir como vive e festeja um ilhéu.
Vamos provar
Todos os produtos de consumo e alimentos são trazidos do continente de navio.
Isto encarece muito os produtos. Mas se você souber procurar e não for aos lugares óbvios, você poderá encontrar a cervejinha ou o coco verde gelado, nos mesmos moldes do continente.
O Arquipélago possui um pouco mais de vinte bares e lanchonetes, e alguns restaurantes, onde se podem provar deliciosos frutos do mar.
Uma curiosidade da ilha é a falta de banho quente. Devido ao fato da energia elétrica da ilha ser proveniente de geradores a diesel e de toda a água da ilha vir da captação da água das chuvas, criou-se uma solução inteligente: Os banhos de chuveiro elétrico foram banidos da ilha.
Desta forma, economiza-se energia elétrica, - por sua não utilização - e água - pois é difícil para a maioria, tomar longos banhos de água fria.
Vamos começar a poupar!!!
Como não existem vôos diretos a Fernando de Noronha desde Buenos Aires, o melhor é viajar até o Recife, ou Natal (passagem em torno dos 400 dólares). Daí existem duas maneiras de chegar até o Arquipélago. O Arquipélago de Fernando de Noronha é servido por 02 ( duas ) companhias aéreas, com vôos regulares do continente, saindo do Recife - PE. A passagem está em torno de 490 ou 370 reais, partindo de Recife, ou 270 reais partindo de Natal - RN. Pode-se também chegar ao Arquipélago, através do mar, em Cruzeiros Maritímos ( na alta temporada ) ou em embarcações particulares já que a Ilha possui um porto principal, na baía de Santo Antônio e outro secundário, na baía Sueste.
Convém lembrar que para permanecer no Arquipélago de Fernando de Noronha, todos os visitantes e turistas estão obrigados, pela Lei nº 10.403/89, a pagar Taxa de Preservação Ambiental - PAX, do Distrito Estadual de Fernando de Noronha, destinada a assegurar a manutenção das condições ambientais e ecológicas do arquipélago. Esta taxa incide sobre o trânsito e permanência de pessoas na ilha. Indo de R$21,28 por um dia de permanência na ilha, a R$1.755,77 por um mês de permanência.
Vale também lembrar que o fuso horário de Fernando de Noronha é de uma hora a mais que o continente. E boa viagem!
9. NOTICIAS
INSÓLITAS
Cegonha 'míope' se choca com outdoor ao avistar sua 'cara-metade'
VARSÓVIA, 31 ago (AFP) - Uma cegonha "míope", que parecia estar desesperadamente à procura de um companheiro, se chocou em pleno vôo com um grande painel publicitário onde figurava outra cegonha, ferindo levemente uma das asas, assinalou o jornal polonês Zycie.
A ave voava majestosamente pelo céu da periferia de Varsóvia, quando acreditou avistar sua "cara-metade" pousada no painel. Mas a realidade era outra...
Um pouco tonta devido ao golpe, a cegonha levantou-se, começou a andar e acabou entrando em uma loja de roupas. Os funcionários, impressionados, chamaram a guarda municipal, que levou a solitária e romântica ave para o jardim zoológico da capital polonesa.
Chuva de ratos em Palermo
PALERMO, Itália -- Em alguns lugares do mundo chovem cachorros e gatos, mas em Palermo ratos caem do céu.
Os moradores da capital da Sicília dizem que os ratos, que brincam* de teto* em teto no decadente centro da cidade, estão tão gordos que não podem saltar a distância entre os telhados e acabam caindo sobre os pedestres que passam.
Imagens da área, onde se prepara uma conferência das Nações Unidas, mostram os sicilianos horrorizados observando as ruas cobertas de ratos mortos.
A população tem sofrido tanto levantou barricadas para protestar contra a incapacidade das autoridades de enfrentar o problema.
(Com informações da Reuters)
Preso no sul do Brasil ladrão que roubava calcinhas* de vizinhas
CURITIBA (CNN) -- O agricultor Wanderley Rosa, de 30 anos, preso nesta quarta-feira, deixou as mulheres da pequena cidade de Nova Altamira, no estado brasileiro do Paraná, literalmente ruborizadas. O inusitado ladrão roubou nada menos do que 300 calcinhas penduradas em varais das casas e confessou aos detetives: "roubava só para ilustrar meus sonhos eróticos com as vizinhas…"
Não era de hoje que o homem mais falado, pelo menos entre as mulheres de Nova Altamira e seus irritados maridos, roubava calcinhas. Wanderley, segundo a polícia, agia há cerca de dois anos. Mas desta vez, uma atenta "vítima" da imaginação "ladrão-erótico" viu o furto da peça íntima e gritou tão alto que os policiais de plantão na madrugada ouviram.
Wanderley foi preso em flagrante com a peça no bolso e, com um aperto do delegado, acabou entregando 150 calcinhas, guardadas com cuidado em seu guarda-roupa. Os policiais, a pedido das vítimas, queimaram o estoque.
Apesar de ter achado graça no caso -- o mais estranho já ocorrido na pacata cidade interiorana --, o delegado indiciou Wanderley por furto, um crime com pena prevista pelo Código Penal brasileiro de até dois anos de reclusão.
SAÚDE
Cereais integrais podem prevenir diabetes
De acordo com um estudo da edição de setembro do American Journal of Public Health, produtos de cereais integrais podem prevenir as diabetes. Os resultados demonstram que mulheres que consomem mais produtos de cereais integrais são menos propensas a ter diabetes do tipo 2 (ocorrem quando o organismo não consegue responder à insulina) do que as que consomem grãos como o arroz branco. Os pesquisadores explicam que, como cereais integrais geram níveis mais baixos de glicose (açúcar) no sangue, o corpo não precisa produzir tanta insulina para processar o alimento.
Marketing do leite artificial prejudica aleitamento materno
O leite materno está enfrentando uma dura batalha nas maternidades e consultórios de pediatria do País, segundo o Jornal do Brasil. O marketing dos fabricantes de leite artificial seduz médicos e foge ao controle do Governo. O estudo, realizado em oito capitais brasileiras, acusa todas as empresas de alimentos e produtos para lactentes (crianças de até um ano) de forçarem o desmame antes dos seis meses de vida, infringindo a Resolução nº 31, do Conselho Nacional de Saúde, de 1992, que normatiza as vendas do setor.
Jornal do Brasil. 04.09.00
ECONOMIA
Bolsas de valores da América Latina querem unificação.
Representantes das bolsas de valores da América Latina estão discutindo a unificação do mercado de ações na região na 27ª Assembléia-Geral da Federação Ibero-Americana de Bolsas de Valores (FIABV).
De acordo com o presidente da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), Alfredo Rizkallah, todas as 24 bolsas de valores da América Latina, além de outros países, como o México, estão interessados na proposta, que valorizaria as ações da região.
Rizkallah afirmou que não há previsão para que o projeto se concretize. Segundo ele, a principal barreira para a realização do mercado comum seria a uniformização das legislações tributárias e do mercado de capitais.
Argentina - O presidente da Bolsa de Valores de Buenos Aires, Juan Peña, defendeu nesta segunda-feira a integração das bolsas do Brasil e da Argentina como uma forma para diminuir a perda de liquidez frente a mercados maiores, como a bolsa de Nova Iorque.
Segundo Peña, a principal barreira à integração parte do Brasil: a resistência do Banco Central em autorizar o livre trânsito de divisas entre os países. Ele acredita que a questão poderia ser incluída entre as exceções previstas no Mercosul.
O presidente da bolsa argentina afirmou ainda que os dois países "não teriam nada a perder" com a união. Ele acredita que a falta de integração vai permitir que as bolsas maiores continuem tirando liquidez dos mercados brasileiro e argentino.
INFORMÁTICA
Novo vírus vem disfarçado de Pato Donald
Um novo vírus com origem nas Filipinas está circulando na Internet. Batizado de Donald Duck (Pato Donald). Trata-se de um Cavalo de Tróia que chega com um anexo de e-mail que, quando aberto, executa um arquivo chamado donald.exe que ataca os integrantes do catálogo de endereços. Essa forma de ataque é semelhante ao do LoveLetter (I love you), também originário das Filipinas, que causou prejuízos de bilhões de dólares em todo o mundo em maio desse ano.
CIÊNCIA
Nova descoberta em Neanderthal
DUSSELDORF - Arqueólogos alemães encontraram o rosto do homem de Neanderthal entre 50 ossos pré-históricos e inúmeras ferramentas de pedra. Os ossos encontrados correspondem exatamente à caixa craniana do homem de Neanderthal, cuja descoberta permitiu que a Ciência tivesse uma nova perspectiva da evolução humana. Em compensação, ainda não se explicou o significado de outros três fragmentos de ossos que pertenceram a um segundo humano da era glacial, cujos ossos foram descobertos no ano passado. "Estes são um pouco mais graciosos e podem ter pertencido a uma mulher de Neanderthal ou a uma forma mais antiga de Homo sapiens moderno", afirmaram.Se for confirmada esta segunda hipótese, será a descoberta mais antiga da Europa, que estabeleceria em 44.000 anos a presença dos ancestrais do homem moderno no continente.
SOCIAIS
Cantora Shakira toma de assalto o mercado norte-americano
LOS ANGELES (CNN) -- A cantora colombiana Shakira, de 23 anos, vive um grande momento de sua vida: além de namorar o filho do presidente da Argentina, Fernando de la Rúa, a estrela pop latino-americana está tomando de assalto o mercado dos Estados Unidos, onde concorre a cinco prêmios Grammys latinos.
"Estou adorando a oportunidade de poder explorar milhões de possibilidades, e tenho milhares de idéias na cabeça voando como borboletas. Quero poder agarrar todas".
10. Como anda seu português?
pela professora Isabel Höltz
Neste número vamos ver a diferença do uso dos verbos trocar e mudar. Esta dificuldade existe principalmente entre os hispanofalantes. Para nós, brasileiros, dificilmente haverá confusões. Vamos lá:
Mudar (do latim mutare)
1. Pôr em outro lugar; dispor de outro modo; remover, deslocar.
Ex.: Mudou o armário de lugar e a sala pareceu maior.
2. Dar outra direção; desviar.
Ex.: O ônibus mudou seu itinerário por causa da obra na avenida Beira Mar.
3. Tirar para pôr outro; substituir.
Ex.: Mudou a fechadura da porta arrombada.
4. Transferir para outro local.
Ex.: Em 1960 o governo brasileiro mudou a capital federal - do Rio de Janeiro para Brasília.
5. Alterar, modificar.
Ex.: Com a República, em 1889, o Brasil mudou sua forma de governo.
6. Fazer apresentar-se sob outro aspecto.
Ex.: A longa convivência com o missionário mudou a sua visão do mundo.
7. Deixar (uma coisa por outra): mudar de nome; mudar de conversa.
Ex:. Quando viu o professor entrar, mudou rapidamente de assunto.
Ex.: No Brasil é muito comum as pessoas mudarem de nome após consultarem a numerologia.
8. Ir habitar ou estacionar em outro ponto; transferir-se para outra casa ou local, deixar o lugar onde vivia; transferir a sua residência (para outra terra, outra casa, etc.).
Ex.: Mudou-se para a Argentina porque ficou apaixonado por uma garota que sabia cantar muito bem.
9. Tornar-se diferente do que era, física ou moralmente; alterar-se.
Ex.: Este menino mudou muito desde que começou a estudar português: está mais alegre
10. Passar, fugir, desaparecer.
Ex.: Tudo muda o tempo todo no mundo.
Conjugação
Pres. ind.: mudo, muda, mudamos, mudam.
Pret. perfeito: mudei, mudou, mudamos, mudaram.
Pret. imperf.: mudava, mudava, mudávamos, mudavam.
Verbo com um particípio: mudado.
Gerúndio: mudando
Trocar
1. Dar (uma coisa) por outra; permutar.
Ex.: Trocou o velho automóvel por outro zerinho.
Ex.: Os rapazes trocaram os livros.
2. Substituir (uma coisa) por outra.
Ex.: Trocou a camisa cinza por outra azul.
3. Tomar (uma coisa) por outra; confundir.
Ex.: Na pressa, trocou um dos embrulhos.
4. Alterar, modificar, transtornar.
Ex.: Não troque a ordem em que arrumei os livros.
5. Dar em troca; permutar.
Ex.: Trocou os móveis velhos por novos.
6. Dar primazia ou preferência; preferir.
Ex..: Não troca o Brasil por nenhum outro país.
7. Deixar, abandonar.
Ex.: Trocou a liberdade dos solteiros pela estabilidade dos casados.
8. Permutar entre si.
Ex.: Trocaram de lugar.
9. Reciprocar-se, mutuar-se.
Ex.: Os namorados trocavam-se beijos na praça.
Conjugação
Pres. ind.: troco, troca, trocamos, trocam.
Pret. perfeito: troquei, trocou, trocamos, trocaram.
Pret. imperf.: trocava, trocava, trocávamos, trocavam.
Verbo um particípio: trocado.
Gerúndio: trocando.
Dicas
- Em alguns casos, pode-se usar os verbos trocar ou mudar indistintamente.
Geralmente dá-se uso ao verbo trocar quando há uma transferência (trocar uma coisa por outra coisa) e ao verbo mudar quando há mudança de residência, de lugar ou física e moralmente).
- O verbo cambiar em português geralmente é usado com o sentido de "fazer operações de câmbio" -troca de moeda.
Complete os exercícios com os verbos trocar, mudar ou cambiar.
1 – Os alunos _________de sala quando fazem caipirinha.
2- O Paulo Rosi ______ muito desde que começou a estudar no Verde & Amarelo: agora é mais simpático.
3- Quando vão ao Brasil, sempre _______ dólar por real.
4- Elas ________ de casa para ficarem mais perto do centro.
5- Liliana _______ seu look para atender melhor os nossos alunos.
6- Zezé não ______ a Espanha por nenhum outro país do mundo.
7- Karininha sempre ______ de roupa antes de encontrar Cristian.
8- A aluna Déia só fala em poder _______ sua fita do segundo nível por outra nova.
9- Igor _______ de carro: agora pega o ônibus da linha 111.
10 – Por uma questão de cuidados, a Maristela _____ o cafezinho pelo chazinho.
11 – As alunas do curso regular não querem ______ de professor.
12- O Mercosul vai ______ o rumo dos nossos países para melhor.
13 – A Tamara _______ de voz desde que começou a cantar no Teatro Colón.
14 – Claudinha não ______ o Verde & Amarelo por nada deste mundo!
15- Maxi _______ seu celular para receber mais ligações na hora do recreio.
Respostas em:
http://www.verdeamarelo.com.ar/portugues.htm
11. Sites Legais
Memoria viva
Portal cutural com coteúdos de história, literatura, música, cinema, teatro, TV e política
http://www.memoriaviva.com.br/
História
http://www.nethistoria.com/inicio.htm
Português
http://www.abeunet.com.br/biblio/porliin.htm
Dicionários Uol
http://www.uol.com.br/bibliot/dicionar/
Os sites dos números 04 e 05 e 06 foram proporcionados pelo professor Igor Ravasco.
Valeu Igor!!
12. Vocabulário
agogô: Instrumento de percussão, de origem africana, constituído por duas campânulas de ferro, o qual se percute com vareta do mesmo metal, e é usado particularmente nos candomblés da BA, nas baterias das escolas de samba, no maracatu de PE e em conjuntos musicais.
alfândega: Repartição pública encarregada de vistoriar bagagens e mercadorias em trânsito, e cobrar os correspondentes direitos de entrada e saída.
amassar: Esmagar, pisar:
bolinava: Procurar estabelecer contatos voluptuosos com alguém, sobretudo em aglomeração de pessoas, em veículo, cinema, etc.
brega: Cafona, acaipirado, deselegante.
brigava: Brigar: Lutar, combater, braço a braço.
brincam: Brincar: Divertir-se infantilmente; entreter-se em jogos de crianças, recrear-se, entreter-se, distrair-se, folgar:
calcinhas: Peça interna do vestuário feminino que parte da cintura indo apenas até às virilhas ou às coxas; calcinha, calcinhas.
clareiras: Espaço sem árvores, ou quase, em mata ou bosque.
chá: Infusão largamente usada em todo o mundo feita com folhas, coriáceas e lanceoladas.
charmosa: Charme: Atração, encanto, sedução.
chata: Pessoa tediosa.
debochava: debochar: Zombar de; desafiar com zombarias.
espalhados: Espalhar: Lançar para diferentes lados; dispersar; espargir.
exploração: Explorar: Abusar da boa-fé, da ingenuidade ou da ignorância de; enganar // Pesquisar, observar, estudar.
já: Neste momento; agora.
maracatu: Cortejo carnavalesco que baila ao som de instrumentos de percussão, acompanhando uma mulher que na extremidade de um bastão conduz uma bonequinha ricamente enfeitada, a calunga // Música popular inspirada nessa dança.
Más: Pl. de má, fem. de mau. Que causa mal, prejuízo ou moléstia:
mata: Terreno onde medram árvores silvestres; floresta, charneca, selva, bosque, mato.
roxo: Da cor da violeta, da ametista; violeta.
sertão: Região agreste, distante das povoações ou das terras cultivadas.
soco: Golpe com a mão fechada.
teto: A face superior interna duma casa ou dum aposento.
tupi: Indivíduo dos tupis, povo indígena que habitava o N. e C.O. do Brasil, na região aproximadamente compreendida pelo rio Amazonas e seus afluentes da margem direita, e cuja língua constituía um dos quatros principais troncos lingüísticos da América do Sul. [Cf. guarani (1) e tupi-guarani.]
zombava: Zombar: Fazer zombaria, debochar, escarnecer, ludibriar, mofar. Não fazer caso.
Se você tiver alguma sugestão, idéia, pergunta, reclamação ou algo legal para publicar no nosso boletim, mande um e-mail para a gente.
Responsável pelo Boletim Verde & Amarelo
Leandro Araujo – direção
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