BOLETIM VERDE & AMARELO

Nº. 17 - 29 de junho / 2001 -


Este é o décimo sétimo número de uma publicação eletrônica mensal e gratuita idealizada pelo Instituto de Português Verde & Amarelo (Maipú 388, 3º K – Capital Federal - Buenos Aires -Argentina - tel. (0054-11) 4325-0932 / 4393-0645), dirigida a alunos, clientes e amigos. Tem como objetivo ampliar o contato entre aquelas pessoas que de uma ou outra forma se interessam pelo Brasil - notícias, cultura geral, novidades, opiniões, humor, etc - ou que desejam receber informações diversas em Português.

O Verde & Amarelo é um Instituto de Português dedicado ao ensino a hispanofalantes. Trabalhamos com material próprio e exclusivo, onde consideramos as semelhanças e as diferenças entre o português e o espanhol. Nosso objetivo é que as aulas sejam dinâmicas, divertidas e os alunos dominem o idioma dentro do menor tempo possível.

Inscrição: envie um e-mail com o título "ASSINATURA" a secretaria@verdeamarelo.com.ar
Cancelamento: envie um e-mail com o título "ELIMINAR" a secretaria@verdeamarelo.com.ar
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Confira neste número:
  1.  Introdução 2.  Informativo econômico 3.  Você sabia? 4.  A palavra do mês 5.  Língua portuguesa e literatura brasileira 6.  Música & Cia.  7.  Viajando pelo Brasil 8.  Notícias 9.  Como anda o seu português? Vocabulário (Ao final de cada matéria)  
   

VIVAAAAAAA!!!!!!!!

O Verde & Amarelo está de Festa!!!!!

Por isso se veste com todas as cores para festejar neste mês o seu quarto ano de vida – Oba!!!!

Além disso, será que perceberam que o nosso Boletim também está completando seu primeiro aninho de vida!!!    UAAAAAAAUUUUUU!!!

Parabéns a você
Nesta data querida
Muitas felicidades
Muitos anos de vida!!!

Queríamos agradecer o apoio e o carinho que temos recebido de nossos professores, alunos, leitores, assinantes, colaboradores e amigos. Muito obrigado por tudo, pois o incentivo de vocês junto ao nosso entusiasmo faz com que possamos usar com mais força  as cores do nosso querido Brasil!!!    Valeu!!!!!

30 de junho - Aniversário do Verde & Amarelo!!!


1. Introdução   pela professora paulist Anamaria Bacci  
Gente! Já que o tema de hoje é festa, então vamos preparar as bandeirinhas coloridas,  o chapéu* de palha, as tranças e ensaiar a quadrilha* que o noivo já está esperando....
Para quem não sabe, a festa de aniversário do Verde & Amarelo é comemorada junto com as festas juninas. Oba!! Oba!!!
Mas o que são as festas juninas?
Se quiser saber um pouquinho sobre estas festas, leia nosso Boletim. Se não quiser saber, leia igual. Você vai gostar!!
Olha a cobra! É mentira!
A ponte caiu! É mentira!
 
Vamos todos para dentro do túnel que a festa vai começar...
 
“Pula fogueira Iaiá,
  Pula fogueira Ioiô,
Cuidado para não se queimar
Essa fogueira já queimou o meu amor....”
 
Essa é uma das muitas marchinhas* que são cantadas durante as Festas Juninas, tão festejadas no Brasil. Elas  homenageiam Santo Antônio, o santo casamenteiro, São João e  São Pedro, nos dias 13, 24 e 29 respectivamente.
A comemoração acontece no país inteiro, mas o interior de São Paulo leva a tradição no sangue, porque foi de lá que veio a imagem do caipira*, aquele homem de chapéu de palha, camisa xadrez e calça remendada. De lá vieram também os pratos típicos desta época, como o pé de moleque*, o bolo de fubá*, a pamonha*, o curau* e a canjica*, assim como a bebida mais tradicional: o quentão.* Huuuummmm!!!! Você vai poder provar tudo isso, e um pouco mais, na festa do Verde & Amarelo!!!
Em outras regiões do Brasil também se comemora a data  com muita animação. As duas festas famosas são a de Campina Grande, no estado da Paraíba e a de Caruaru, em Pernambuco. Lá se reúnem cerca de um milhão e meio de pessoas todos os anos para fazer valer a tradição da quadrilha, das fogueiras típicas, dos jogos e brincadeiras,  das simpatias* e outras  atividades. As festas juninas são tão respeitadas e comemoradas que já se questiona sua supremacia em relação ao nosso Carnaval.
Durante os festejos de São João, dança-se a quadrilha, originária do Oeste americano, introduzida no Brasil pela família real portuguesa (D. João VI e D. Maria), no começo do século XIX. Sua origem remonta ao minueto e às danças de salão da aristocracia francesa. Trata-se de um casamento em uma fazenda, onde o padre chega de charrete* e a noiva – devota de Santo Antônio, geralmente está grávida e encalhada.* Na verdade ela ama outro, Pedro. Depois de muita confusão e encenação teatral, a noiva acaba fugindo com o outro, deixando o noivo a ver navios*. A dança então prossegue, cada um com seu par e dependendo da região, como no Nordeste, a quadrilha pode ser acompanhada por um trio elétrico. Os animadores comandam, dando instruções durante o baile. As músicas variam desde o forró, xaxado, baião, sertaneja até o vanerão de guerra, comum no sul do Brasil.
Cada santo tem a sua fogueira típica e peculiar. A de São João é a mais tradicional, com um base redonda como se fosse uma pirâmide. Conta a lenda que a mãe de João, Isabel (não é a nossa Isabel, não, gente!), usou uma fogueira  e um mastro*  para avisar a prima Maria, mãe de Jesus, que morava longe, que seu filho havia nascido. Por isso é que nas festas de São João é costume colocar um  mastro bem alto, com a figura de seu rosto na ponta, onde se besunta* a madeira com sebo para que os participantes tentem escalá-lo e assim ganhar prendas numa competição super divertida, chamada Pau de Sebo.
Logicamente não vamos nos atrever a tal coisa, mas pular fogueira todo mundo consegue, não é mesmo?
 
Então, fique com a gente nesta festa e Viva São João!!
                                      
“São João, São João, acenda a fogueira do meu coração...”
 
Confira aqui as simpatias* mais comuns realizadas durante as festas juninas. Você também pode fazer, ainda dá tempo. Afinal, para arrumar marido vale qualquer negócio – hi,hi!!
 
-         Escreva o nome de três a seis pretendentes em pequenos pedacinhos de papel, dobre-os bem e coloque-os numa bacia com água. No dia seguinte, o papel que estiver mais aberto terá o nome do futuro marido.
-         Jogue duas agulhas de costura em um prato cheio de água e não olhe para trás. Se estiverem juntas você se casará naquele ano, se estiverem separadas... tenha paciência porque vai demorar.
-         Pegue três batatas, uma descascada, outra pela metade descascada e outra inteira com casa. Coloque-as debaixo do travesseiro na véspera da noite de São João. Ao acordar, pegue uma das três batatas: se for a com casca, você se casará com um homem rico; se pegar a que está pela metade, o homem será  um remediado e se for a batata sem casca, será com um pobre.
-         Dobre uma nota de dinheiro no sereno*. No dia seguinte dobre-a o maior número de vezes possível enquanto peça para que ele nunca falte. Coloque-a no fundo da carteira e deixe-a lá. Esta simpatia é para ter dinheiro o ano todo.
-         Leve o pão* para benzer* no dia de Santo Antônio. Coma um pedacinho para ser feliz e divida o restante em vários pedaços e coloque-os nas latas de mantimento de sua casa para que nunca falte alimento.
 
Vocabulário
Chapéu: Peça de feltro, palha, etc., com copa e abas, e destinada a cobrir a cabeça.
Quadrilha: dança típica do interior do Brasil por ocasião das festas juninas.
Marchinha – Gênero de música popular urbana, nascida nos ranchos e cordões carnavalescos, em compasso binário, e cuja coreografia consiste num andar ritmado, em voltas.
Caipira- habitante do campo ou da roça, particularmente os de pouca instrução e de convívio e modos rústicos.
Pé de moleque – doce feito com rapadura (açúcar mascavo cozido e duro, cortado em pequenos quadrados)  e amendoim.
Fubá: Farinha de milho ou de arroz
Pamonha – pudim de milho envolvido e cozido dentro da própria palha do milho.
Curau – pudim de milho verde, servido frio e com canela.
Canjica: Papa de consistência cremosa feita com milho verde ralado, a que se acrescenta açúcar, leite de vaca ou de coco, e polvilha com canela; jimbelê
Quentão – infusão de vinho e aguardente, gengibre, limão, cravo e canela, servida bem quente.
Charrete - Veículo, em geral de duas rodas, puxado por um ou dois eqüinos.
Mastro -  também conhecido como “Mastro de cocanha”. 
Pedaço de madeira alto untado com sebo, com a imagem do santo na ponta e em cujo topo se põe alguns prêmios, para quem se aventurar a ir lá buscá-los.  
“A ver navios”–expressão que significa deixar uma pessoa esperando, sem reposta, chupando o dedo mesmo,  frustrada.
Besuntar – sujar, lambuzar, untar.
Prendas - Objeto que é dado como prêmio em certos jogos ou competições; oferecido a alguém; presente.
Simpatia - também significa um ritual posto em prática, ou objeto supersticiosamente usado, para prevenir ou curar uma enfermidade ou mal-estar. Nas festas juninas se usa para realizar um desejo, como o casamento no caso de Santo Antônio.
Encalhar: Ficar solteiro, por não ter achado casamento, encravar
Sereno: Tênue vapor atmosférico, noturno; relento
Pão: Alimento feito de massa de farinha de trigo ou outros cereais, com água e fermento, de forma em geral arredondada ou alongada, e que é assado ao forno
Benzer: Fazer o sinal-da-cruz sobre (pessoa ou coisa), recitando certas fórmulas litúrgicas, para consagrá-la ao culto divino ou chamar sobre ela o favor do Céu; abençoar.
 
 

2. Informativo econômico

pelo professor e economista cearense Flávio Castro

 
 
O Banco Central enfrenta o Mercado e paga para ver!!!
 
O Brasil hoje, além* da crise de energia elétrica que com o esforço da população e das empresas vem atingindo* sua meta de racionamento de 20%, vem sofrendo uma desvalorização fora do normal do real com relação ao dólar. Para se ter uma idéia, do início de janeiro até o dia 20 de junho, o dólar teve uma alta no Brasil de 24,7%, chegando à sua cotação máxima no dia 20/06 em R$ 2,46. Os fatores que agravaram a alta do dólar nos últimos dias são: 1) A crise de energia elétrica, onde se observou uma grande queda no consumo e consequentemente na produção geral do país; 2) As operações “Zé com Zé” (operações feitas por Bancos Privados, onde o mesmo Banco compra e vende dólar a si mesmo); 3) O anúncio do novo Pacote Econômico, do Ministro Argentino Domingo Cavallo; 4) Elevação de 1,5% na taxa CETIP (Central de Custódia e Liquidação de Títulos Públicos e Privados).
Com tudo isso, o que é que se podia esperar???  Mas o Banco Central do Brasil (BC) com todo esse panorama da nossa economia não abaixou os braços e entrou em ação. Solicitou uma verba*, que já estava aprovada e disponível no FMI (Fundo Monetário Internacional), no valor de US$ 10 bilhões e 800 milhões para que até o final do ano possa baixar e controlar os juros* e combater a desvalorização do real. O primeiro passo foi dado no dia 21/06, onde o BC interveio no mercado vendendo 2 bilhões de dólares em  títulos de câmbio e a cotação da moeda americana terminou no final do dia em R$ 2,38 (com uma queda de 3,8%, com relação à cotação do dia anterior). Além disso, o BC conseguiu, junto ao Governo, a isenção da CPMF (Contribuição Provisória ao Movimento Financeiro), que hoje está sendo cobrada em 0,38% em operações no Mercado de Capitais (favorecendo os investidores).
Bem, o Banco Central enfrenta o Mercado e paga para ver!!!
 
Vocabulário
Além: Ademais
Atingir: Alcançar
Verba: Soma de dinheiro; quantia. Dotação ou consignação de quantia para fins determinados
Juros: Soma cobrada, por unidade de tempo, pelo empréstimo de dinheiro, ger. expressa como porcentagem da soma emprestada

 

3. Você sabia?

  pela professora paulista Ana Paula Ferreira

  Especial: TUDO SOBRE AS FESTAS JUNINAS

 
A tradição de festejar o mês de junho antecede o nascimento de Cristo. Para os antigos, o verão, que nos países do hemisfério norte se inicia nessa época, era sinal do início das colheitas*. Numa época em que as alterações climáticas eram vistas como sinais dos deuses, o fogo representava proteção contra a falta de chuvas, as pestes e a seca. Desde os tempos pagãos* a festa é comemorada com fogueira, dança, música e muita comida.
 
No início, estas festas eram chamadas de joaninas e não juninas, como agora. É que tais celebrações coincidiam com a festa que a igreja católica comemorava a data do nascimento de São João, um anunciador da vinda de Cristo. Os primeiros países a comemorá-las foram França, Itália, Espanha e Portugal.
 
Apesar de o elemento chave das festas ser a descontração e a alegria, cada região do Brasil apresenta suas particularidades. No Rio Grande do Sul, por exemplo, os participantes não aderem aos trajes caipiras e comemoram com o vestuário típico da região como a bombacha.
 
Você sabia que todos os anos o Verde & Amarelo organiza seu próprio Arraiá*?
Nesse ano será no dia 6 de julho, no Maluco Beleza, com direito a quentão e a outras comidas típicas das festas juninas. Não perca!!! (quem sabe São João vai estar esperando você com uma boa surpresa!!!)
 
E para quem quiser participar do Arraiá do Verde & Amarelo sem medo de ser feliz, aqui vão algumas dicas dos passos da quadrilha:
Caminho da Roça: As damas vão puxando* os cavalheiros formando um grande círculo e depois voltando para a formação da fila.
Olha a chuva: Os pares dão meia volta.
Já passou: Todos fazem meia volta novamente dizendo Ehhh!
Olha o túnel: Um par coloca os braços para o alto segurando as mãos formando um túnel e os demais vão passando por baixo e se colocando adiante na mesma posição, alargando o túnel.
Cestinha de flores: As damas levantam os braços por cima dos ombros e dão as mãos aos seus cavalheiros.
 
E para quem nunca experimentou quentão vamos dar uma colher de chá* e passar a receita:
Ingredientes 
1 litro de pinga (cachaça)
2 limões
1 pedaço de gengibre picado
1 colher de sopa de mel
4 cravos-da-índia
4 unidades de canela de pau
3 copos de água
Junte todos os ingredientes, leve ao fogo e deixe ferver. Retire os temperos e conserve em fogo brando. Sirva quente.
 
Vocabulário
Colheita: O conjunto dos produtos agrícolas de determinado período
Pagão: Diz-se do indivíduo que não foi batizado
Dar uma colher de chá: Dar uma oportunidade, Facilitar, favorecer
Arraiá: Seria a forma como os caipiras pronunciam a palavra "arraial", que é uma festa popular com barracas de comestíveis, jogos e diversões; a Festa Junina
 

4. A palavra do mês

Pela professora mineira Virgínia Bezerra

   
Oi gente boa!!! Tudo legal?
Estou aqui novamente, feliz da vida, porque um amigo querido, O Instituto Verde e Amarelo,  faz aniversário* agora!!! Olha, eu vou contar um segredo: o Verde e Amarelo dá sorte!!! Se vocês não acreditam, tudubein, eu aceito, mas que é um tremendo* quente*, é sim!!!
...
Que foi?
...
Não acham que é verdade?
...
Ahhhhhh!!!! Que pena, porque o que tem de melhor no Verde e Amarelo é o seu
 
ALTO-ASTRAL
Faço um parênteses para pedir ao meu querido chefe, Leandrinho, que não diminua o tamanho das minhas letras, afinal, esta palavrinha merece, e está muito esquecida por estes lados dos Pampas !!
 
 
Mas afinal, que é ALTO-ASTRAL? Fácil! O contrário de baixo-astral*!!! Ahahahahahah!!! Bom, desculpa gente, vou deixar de brincadeira, não quero abusar do tempo de vocês!
Vamos fazer um teste? Quem acertar vai ganhar uma exclusiva excursão pelo Instituto Verde e Amarelo, com direito a cafezinho com biscoito (batidinho, do jeito que a Maristela gosta), a um bate-papo* gostoso com a Lili, sempre atenta a tudo e a todos, ao apoio moral, educacional , emocional e incondicional da Bel, ao ouvido incansável do Leandro, que está sempre presente para solucionar todos os nossos problemas técnicos (que não são poucos) e de quebra*, uma caipirinha* bem gostosa, feita por esta humilde criada* que lhes escreve.
 
Vamos lá? Você acha que “alto-astral” é...
1-      Uma estrela que está bem em cima da sua cabeça?
2-      Um carro que é movido a energia noturna ¿
3-      Um shopping novo que está sendo construído ao lado do Teatro Astral?
4-       Diz-se do indivíduo que está ou vive bem-humorado, feliz, como que sob* boa influência astral?
5-      Situação ou circunstância favorável, atribuída a suposta influência positiva dos astros?
 
E aí? Está na dúvida? É fácil!!! Vamos continuar com exemplos:
-O Instituto V & A é um lugar com muito alto-astral. Sempre que eu chego lá, tenho a sensação de estar em casa, rodeada de  gente amiga.
-Os nossos alunos sempre estão cansados quando chegam à aula, mas com toda a nossa energia, eles ficam logo de alto-astral, rindo, participando e se divertindo enquanto aprendem!
- Eu gosto muito da Daniela Mercury*! Ela é uma das melhores cantoras do Brasil e está sempre de alto-astral !! “Alegria agora, agora e amanhã, alegria agora e depois e depois e depois de amanhã...”
 
Bom, gente, é isso mesmo:  Os números 5 e 6 são respostas corretas!
Acertaram? Nãoooooooooooooooooo???????
:o(
                                                                    Hummmmm....               
Será que você não está de baixo-astral, não? Olha lá, fique esperto, garotão, a vida é uma só!!!! Aproveite! :o)))
Me despeço com a letra de uma música brasileira, super ALTO-ASTRAL, assim você joga essa tristeza no lixo* e dá um show de bola* na vida!!!
 
O que é o que é
Autor: Gonzaguinha
 
Viver e não ter a vergonha de ser feliz
Cantar
A certeza de ser um eterno aprendiz
Eu sei
Que a vida devia ser bem melhor e será
Mas isso não impede que eu repita
Que é bonita é bonita e é bonita!
 
Vocabulário
Aniversário: 1-Diz-se do dia em que faz um ano, ou mais, que se deu certo acontecimento.
 2. Diz-se do dia em que se completa um ano, ou mais de idade. O  aniversário do Verde e Amarelo é no dia 30 de junho, e o meu é no dia 14 de dezembro! (aceito presentes! Ahahaha)
Tremendo: fora do comum, extraordinário
Pé quente: pessoa que tem sorte ( no jogo, nos negócios, na vida)
Baixo-astral: 1-Diz-se do indivíduo que está ou vive mal-humorado, infeliz, queixoso, como que sob má influência astral. 
2. Situação ou circunstância adversa, atribuída a suposta má influência dos astros. Ex.: Coitado, está num baixo-astral incrível. 
Bate-papo: conversa informal
De quebra: Por acréscimo; a mais; de inhapa, de lambujem. 
Caipirinha : bebida típica brasileira, feita com limão em rodelas ou macerado, açúcar e gelo, batidos com aguardente. 
Criada: Mulher empregada no serviço doméstico; empregada, doméstica                    
Sob: De maneira geral, dá idéia da posição de uma coisa em relação a outra que lhe fica por cima, e tem, entre outros, mais ou menos, os seguintes empregos: 1- Debaixo de; por baixo de: O livro está sob a mesa.
 2-Ao abrigo de; com o amparo ou proteção de: É triste viver sob o teto alheio. 
Daniela Mercury: cantora brasileira, baiana, muito popular. A música mencionada se chama “Alegria Agora”, e foi um de seus primeiros grandes sucessos.
Lixo: .Aquilo que se varre da casa, do jardim, da rua, e se joga fora; entulho.
Show de bola: expressão que significa estar muito bem, ótimo, sensacional. Pode também ser usado como adjetivo: este filme é show de bola ( muito bom, excelente)
 

5. Língua portuguesa e literatura brasileira

pela professora catarinense Maristela Müller
 
 
Quem segura essa criança!?
O nosso Boletim Verde e Amarelo está fazendo 1 aninho de feliz vida e, portanto, está na idade de começar a caminhar. E agora? Quem pára esse nenê?
Nós, os progenitores desse filhinho cibernético que visita o seu computador todos os meses, queremos comemorar esse aniversário superimportante com você!!
E, para aqueles que conseguirem agüentar o ritmo dessa criança, trouxemos hoje o mais brasileiro dos poetas:
Quer arriscar um palpite?
Chute*, vai! Quem poderia ser?
Senhoras  senhores, com vocês, nada mais nada menos que... (tchã, tchã, tchã):
 
VINÍCIUS DE MORAES
 
Homem de muitos amigos e muitos casamentos (teve 9 mulheres), foi, além de poeta, escritor, compositor e cantor, um brasileiro movido por muito amor à vida. O uísque era para ele “o melhor amigo do homem”, segundo suas palavras: um cachorro engarrafado*. Super inteligente, dedicou-se ao jornalismo, mas também seguiu a carreira diplomática. Foi vice-cônsul em Los Angeles e segundo-secretário da embaixada em Paris.
A sua peça teatral Orfeu da Conceição (premiada em 1954, no IV Centenário da Cidade de São Paulo) serviu de base a um filme que em 1959 conquistou o 1° prêmio no Festival de Cannes.
Mas, com certeza, o que mais o marcou foi a sua carreira de poeta, bem como, a sua ligação com a Bossa Nova e o samba atual.
Ele morreu há 20 anos (em julho de 1980, aos 67 anos), no seu lugar preferido (a banheira da sua casa), porém está tão presente que, às vezes, até esquecemos que fisicamente não está mais com a gente. As marcas artísticas por ele deixadas são imortais, impossíveis de descrever. Infinitas enquanto durarem...
Vou me despedindo de vocês com um poema e algumas “dicas” de Vinícius para viver um grande amor.
 
INSENSATEZ
                                     (Vinícius com o amigo Tom Jobim)
 
Ah, insensatez que você fez
Coração mais sem cuidado
Fez chorar* de dor o seu amor
Um amor tão delicado
Ah, por que você foi fraco* assim?
Assim tão desalmado
Ah, meu coração, quem nunca amou
Não merece ser amado.

Vai, meu coração, ouve a razão
Usa só sinceridade
Quem semeia* vento, diz a razão
Colhe sempre tempestade
Vai, meu coração, pede perdão
Perdão apaixonado
Vai, porque quem não pede perdão
Nunca é perdoado.
 
PARA VIVER UM GRANDE AMOR
(Vinícius de Moraes)
 
Para viver um grande amor, preciso é muita concentração e muito siso*, muita seriedade e pouco riso - para viver um grande amor.
Para viver um grande amor, mister* é ser um homem de uma só mulher; pois ser de muitas, poxa! é de colher... - não tem nenhum valor.
Para viver um grande amor, primeiro é preciso sagrar-se cavalheiro e ser de sua dama por inteiro - seja lá como for. Há que fazer do corpo uma morada onde clausure-se a mulher amada, e postar-se de fora com uma espada - para viver um grande amor.
Para viver um grande amor, vos digo, é preciso atenção como o "velho amigo", que porque é só vosso quer sempre consigo para iludir o grande amor. É preciso muitíssimo cuidado com quem quer que não esteja apaixonado, pois quem não está, está sempre preparado para chatear o grande amor.
Para viver um grande amor, na realidade, há que compenetrar-se da verdade de que não existe amor sem fieldade - para viver um grande amor. Pois quem trai seu amor por vaidade é desconhecedor da liberdade, dessa imensa, indizível liberdade que traz um só amor.
Para viver um grande amor, Li falta, além de ser fiel, ser bem conhecedor de arte culinária e de judô - para viver um grande amor.
Para viver um grande amor perfeito, não basta ser apenas bom sujeito; é preciso também ter muito peito - peito de remador. É preciso olhar sempre a bem-amada como a sua primeira namorada e sua viúva também, amortalhada no seu finado amor.
É muito necessário ter em vista um crédito de rosas no florista - muito mais, muito mais que na modista! - para aprazer ao grande amor. Pois do que o grande amor quer saber mesmo, é de amor, é de amor, de amor a esmo; depois, um tutuzinho com torresmo conta ponto a favor...
Conta ponto saber fazer coisinhas: ovos mexidos, camarões, sopinhas, molhos, estrogonofes - comidinhas para depois do amor. E o que há de melhor que ir pra cozinha e preparar com amor uma galinha com uma rica e gostosa farofinha, para o seu grande amor?
Para viver um grande amor é muito, muito importante viver sempre junto e até ser, se possível, um só defunto - para não morrer de dor. É preciso um cuidado permanente não só com o corpo mas também com a mente, pois qualquer "baixo" seu, a amada sente - e esfria um pouco o amor. Há que ser bem cortês sem cortesia; doce e conciliador sem covardia; saber ganhar dinheiro com poesia - para viver um grande amor.
É preciso saber tomar uísque (com o mau bebedor nunca se arrisque!) e ser impermeável ao diz-que-diz-que - que não quer nada com o amor.
Mas tudo isso não adianta nada, se nesta selva escura e desvairada não se souber achar a bem-amada - para viver um grande amor.
 
Vocabulário
Chutar: Tentar acertar, arriscando a resposta;
Engarrafado: Acondicionado em garrafas
Garrafa: Vaso, comumente de vidro, com gargalo estreito, e destinado a conter líquidos
Chorar: Verter ou derramar lágrimas  
Fraco: Que não tem força física, vigor; sem força
Semear: Deitar ou espalhar sementes de, para que germinem
Semente: Estrutura dos fanerógamos que conduz o embrião. Provém do óvulo fecundado e está incluída no fruto. Quase sempre é envolvida por um tegumento, a testa; pode sê-lo, ainda, por um segundo tegumento, o tegme, ou ser nua, o que é raro. Por dentro dos tegumentos há só o embrião, ou este se acompanha de endosperma
De siso: Sensatamente
Mister: Precisão, necessidade; urgência
 

6. Música & Cia.

pela professora paulista Silvana de Sousa
 
 
Luiz Gonzaga – O Rei do Baião
 
“Quando olhei a terra ardendo
Qual fogueira de São João
Eu perguntei a Deus do céu, ai
Por que tamanha judiação ...”
Esse trecho, que faz parte de um clássico da música brasileira: “Asa Branca”, foi interpretado pela primeira vez pelo grande Luiz Gonzaga, conhecido como rei do baião e apelidado carinhosamente de Lua.
Vindo do sertão nordestino, onde a vida é dura e a terra é seca, mas as pessoas transformam tudo em música e alegria, Gonzagão nos trouxe  muito ritmo, muita alegria sem nunca deixar de falar das mazelas que sempre assolaram sua terrinha natal.
Nascido em 1912 em Exu, estado de Pernambuco, perto da divisa com os estados do Ceará e Piauí, Luiz Gonzaga cresceu trabalhando na roça com seu pai, seu Januário, que nas horas vagas também consertava e tocava sanfona. O menino Luiz observava com interesse e ainda criança aprendeu a tocar o instrumento.
Conta-se que certo dia, um senhor pediu ao pai que deixasse o pequeno Gonzaga tocar em um baile. Seu Januário respondeu que o mesmo pedisse à mãe do menino, Santana, que não gostava nada da idéia. Como a mãe deixou a decisão para os homens, Luiz Gonzaga tocou. Lá pelas tantas, ficou com tanto sono que acabou obrigando o pessoal a armar uma rede para o garoto poder dormir. Dizem que, enquanto dormia, de tão pequeno que era, acabou fazendo xixi. Terminou fugindo para casa, morto de vergonha.
A partir daí, Luiz Gonzaga passou a acompanhar seu pai em todos os forrós. A princípio, a mãe do menino não queria que seu filho fosse sanfoneiro, mas acabou se calando quando viu que, ao revezar-se com o pai na sanfona, chegava a ganhar dois mil réis.
Quando adolescente, Luiz Gonzaga apaixonou-se por uma moça, mas o pai da mesma não aceitou o namoro. Revoltado, Gonzaga ameaçou de morte o pai da jovem. Terminou foi levando uma bela surra do seu pai. Resolveu fugir de casa e entrou para o Exército. Durante 9 anos viajou como soldado por vários Estados brasileiros, até que em 1939 resolveu dar baixa do Exército no Rio de Janeiro e dedicar-se exclusivamente à música.
A princípio, tocava na zona do meretrício e se apresentava em programas de calouros com músicas estrangeiras, sem nenhum  sucesso. Foi quando um dia, apresentou-se no programa de Ary Barroso, tendo sido muito aplaudido com a música regional “Vira e Mexe”. Foi então, contratado pela Rádio Nacional.
Luiz Gonzaga registrou mais de cinqüenta temas instrumentais, antes de cantar suas músicas com letras. Miguel Lima foi o primeiro que colocou letra na música “Chamego”.
Mas foi  em parceria com o cearense Humberto Teixeira que Luiz Gonzaga introduziu no Brasil o baião, gênero musical com ritmo e estilo próprios e constituído de temas tipicamente nordestinos.
Com a música “Baião”, a primeira desse gênero e posteriormente gravada em todo o mundo, Humberto e Luiz causaram uma verdadeira revolução na música brasileira, que até então, ficava entre o samba-canção e os ritmos importados. Com uma batida uniforme do princípio ao fim, a nova música trazia o acordeão, o triângulo e a zabumba, em substituição aos instrumentos originais da música nordestina, que eram: viola, pandeiro, botijão e rebeca. A nova música tinha um ritmo contagiante, alegre e gostoso. Feita realmente para dançar. O baião tinha uma melodia singela, com versos simples e sempre retratando a vida do povo nordestino.
Dentre as 19 músicas que fizeram juntos de 1945 a 1950, podemos destacar: “Baião”, “Asa Branca”, “Juazeiro”, “Assum Preto”, “Paraíba”, “Respeita Januário” e “ Baião de Dois”.
Com o pernambucano José Dantas, Luiz Gonzaga iniciou uma parceria em 1949, trazendo uma marca politizada ao abordar problemas sociais da região do Nordeste. São frutos dessa fase: “A Volta da Asa Branca”, “Algodão”,”Vozes da Seca” e “Paulo Afonso”. A dupla também fez: “Vem morena”, “Cintura Fina”, “O Xote das Meninas”, “ABC do Sertão” e “Riacho do Navio”. Juntos, compuseram um total de 43 canções.
Em 1945, Luiz Gonzaga teve um caso com uma moça que havia dado à luz a um menino. Supostamente, a jovem já estava grávida quando se conheceram . Mesmo assim, o músico assumiu a criança e lhe pôs o nome de  Luiz Gonzaga do Nascimento Júnior. Gonzaguinha, que posteriormente se converteria em um músico famoso, foi criado pelos padrinhos e teve a ajuda financeira de seu pai, o Gonzagão.
De 1945 a 55, viveu-se a época dourada do baião. Luiz Gonzaga tornou-se popular tanto na zona rural quanto nos grandes centros urbanos, principalmente pelo sucesso da já mencionada música “Asa Branca”. Ele viajou pelos quatro rincões do país, divulgando seu trabalho.
Em 1953, resolveu mudar seu look ao inspirar-se no sanfoneiro catarinense Pedro Raimundo, que se vestia de gaúcho para tocar as músicas típicas de sua região. Gonzaga, por sua vez, passou a vestir-se de vaqueiro nordestino, com chapéu ao estilo do cangaceiro Lampião. Essa ficou sendo a marca registrada de seu visual, além de sua inseparável sanfona branca.
Porém, a partir da segunda metade dos anos 50, Luiz Gonzaga caiu no esquecimento nas grandes cidades. Continuou sempre a se apresentar no interior.
Somente em meados dos anos 60, esse quadro mudou. Novos nomes da música brasileira da época, começaram a resgatar seu acervo. Como Geraldo Vandré, Gal Costa, Caetano Veloso e Gilberto Gil, reverenciando-o e mostrando de novo ao Brasil a rica música do “Lua”.
No ano de 1971, gravou “O Canto Jovem de Luiz Gonzaga”, reunindo canções de jovens músicos que o tinham redescoberto. Nesse mesmo ano, participou de um festival hippie de Guarapari, no Espirito Santo. Em 1972, fez um show no teatro Teresa Raquel, em Ipanema, no Rio de Janeiro, que se chamava “Luiz Gonzaga volta pra curtir” .
Em 1980, Gonzagão uniu-se com seu filho, Gonzaguinha, e juntos fizeram a bem sucedida turnê “A Vida do Viajante”. Viajaram por todo o Brasil e Luiz Gonzaga pôde firmar a sua volta ao cenário musical, depois de ter estado vários anos totalmente retirado. O show estendeu-se ao ano seguinte, quando foi gravado e transformado em um álbum duplo.
Nos anos que se seguiram recebeu inumeráveis homenagens e prêmios, como  no Festival MPB Shell, de 1984, tendo feito duas viagens para apresentações na França, em 1982 e 1986.
Nessa época, separou-se da esposa, Helena Cavalcanti, e foi viver com Edelzuita Rabelo, um antigo amor.
Em junho de 1989, participou de um show, no Recife, estando bastante velho e com problemas de saúde. Nessa oportunidade declarou: “Quero ser lembrado como o sanfoneiro que amou e cantou muito o seu povo, o sertão, as aves, os animais, os cangaceiros, os retirantes, os valentes, os covardes, o amor.”
Morria dois meses depois, com um câncer na próstata, deixando uma obra de 312 canções registradas e, aproximadamente, 210 discos gravados.
Luiz Gonzaga retratou, de forma autêntica, a beleza e a simplicidade de sua terra, sem deixar de mostrar o outro lado: as dificuldades que enfrentava, e até hoje enfrenta, o povo nordestino. Conseguiu retratar, como poucos, o universo sertanejo.
 
VIVA LUIZ GONZAGA ! O REI DO BAIÃO !!
 
Baião
Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira
 
Eu vou mostrá pra vocês
Como se dança um baião
E quem quiser aprender
É favor prestar atenção
Morena chegue pra cá
Bem junto ao meu coração
Agora é só me seguir
Pois eu vou dançar o baião
 
Eu já dancei balanceio
Chamego, samba e xerém
Mas o baião tem um quê
Que as outras danças não têm
Quem quiser é só dizer
Pois eu com satisfação
Vou dançar cantando o baião
 
Eu já dancei no Pará
Toquei sanfona em Belém
Cantei lá no Ceará
E sei o que me convém
Por isso eu quero afirmar
Com toda convicção
Que sou louco pelo baião
 
Viva as Festas Juninas !    Viva o Boletim do Verde e Amarelo !
Que continuemos com essa linda harmonia !  Um grande  abraço a todos os que fazem e aos que lêem nosso boletim !!!!!!!!!!!

 

7. Viajando pelo Brasil

pela professora gaúcha Isabel Höltz

  Oi pessoal
Este é um mês de muita festa, alegria e emoção. Parabéns a todos nós por essa força, esse carinho grande que nos une e manda para frente o nosso trabalho!!  Obrigada a todos que nos motivam sempre!!!
E como tudo é festa, antes de irmos ao Maluco Beleza comemorar nosso aniversário, que tal darmos uma ensaiadinha para brincar na quadrilha sem medo de ser feliz????
Então, aperte o cinto e segure-se porque vamos voar.........
Passe a mão no chapéu de palha, prepare seu bom humor e vamos lá que a noite é uma criança e eu quero mais é me divertiiiiirrrrrr!!!
De Porto Alegre, lá do sul, vamos dar um salto enorme e cair onde????
“... a noite é tão linda e a festa é tão boa...”
Bem-vindos a Campina Grande, cidade da festa, da alegria, das cores e das quadrilhas... Oba, oba!!!
É aqui mesmo, onde acontece "O Maior São João do Mundo"!!!
As tradicionais festas juninas são o principal evento turístico da cidade e é parte do Calendário Turístico Nacional da Embratur. Durante o mês de junho, cerca de 300 quadrilhas se apresentam pelas ruas da cidade. É uma alegria danada* ver tanta gente sorrindo, dançando, festejando. Dá uma vontade enorme de que esse mês não termine nunca!
O "Parque do Povo" concentra centenas de barracas que comercializam comidas típicas e artesanato enquanto músicos da região se encarregam de animar o povo e dar mais alegria às ruas nos três palcos montados no parque. A festa atrai milhares de turistas de todo o país. Todos ficam  ansiosos esperando que chegue o momento de poder admirar a cidade toda enfeitada com bandeirinhas coloridas. Nossa! É de dar inveja a muito gaúcho!!
Mas onde fica, afinal?
O município de Campina Grande possui uma área de 970 km2. A cidade situa-se a aproximadamente 550 metros acima do nível do mar, na região oriental do Planalto da Borborema, a 130 km de João Pessoa, capital do Estado da Paraíba.
Por sua altitude e por situar-se no agreste paraibano, entre o litoral e o sertão*, usufrui de um clima menos árido daquele que predomina no interior do Estado. Por estar localizada também em uma região alta, beneficia-se com temperaturas mais baixas e com uma ótima ventilação, o que proporciona um clima ameno e agradável em todos os meses do ano. A temperatura média anual oscila em torno dos 22 graus centígrados, podendo atingir 30°C nos dias mais quentes e 15°C nas noites mais frias do ano. A umidade relativa do ar, na área urbana, varia entre 75 a 83%. Isso deixa qualquer “portenho” com água na boca!!!
 
Nossa!! É muito diferente daquilo que estamos acostumados a ver lá pelo sul!!!
 A cidade situa-se na fronteira entre microrregiões de clima e vegetação diferentes. Ao nordeste, a paisagem é verde e arborizada, típica do brejo* presente nas partes mais altas do planalto. Ao sudeste, encontra-se uma paisagem típica do agreste, com árvores e pastagens. As regiões oeste e sul do município são dominadas pelo clima e vegetação do Cariri*, com vastas áreas de vegetação rasteira, a caatinga*, e clima seco.
Por isso, dance muito! Salte a fogueira que o clima favorece!!
 
E depois nos perguntam de onde vem tanta alegria????
Esse povo adora festa....
A cidade conta com diversos equipamentos de lazer e cultura como teatros, museus, bibliotecas, centro de convenções, centro cultural, cinemas, rádios, televisões, clubes sociais, ginásios de esportes, estádios de futebol, bares, restaurantes, danceterias e casas de show. Isso garante um leque* de opções de lazer, diurnas e noturnas, aos seus habitantes e visitantes. Há vários eventos culturais que compõem o calendário turístico do município, com destaque para a Micarande (carnaval fora de época que ocorre durante o mês de abril. É um dos mais populares carnavais deste tipo no Brasil), o Festival de Inverno (um evento tradicional da cultura brasileira que ocorre há mais de duas décadas durante o mês de julho e reúne grupos de dança, teatro amador* e profissional, apresentações de música clássica e popular e mostra de cinema e vídeo), Semana do Folclore e Artesanato (arte popular, violeiros*, feira de couros e vaquejada* durante uma semana, no mês de agosto) e as Vaquejadas (tradicional rodeio que se realiza todos os anos no mês de outubro, com premiações, shows e muito forró), além é claro, da "Maior Festa de São João do Mundo".
 
....mas também trabalha muito. Veja só!!!
A cidade de 350 mil habitantes é Pólo Industrial e Tecnológico do Estado com influência em toda a região. A Feira de Tecnologia de Campina Grande é uma exposição anual de ciência e tecnologia com produtos, invenções e pesquisas desenvolvidas na cidade e em outras partes do país e faz parte do calendário de eventos do Itamaraty. No setor de tecnologia de ponta, conta com programas de incubação de empresas, através do Parque Tecnológico da Paraíba, que visa a favorecer o potencial acumulado nas universidades e transformá-los em produtos e empresas. Também está instalado um dos 13 núcleos do programa nacional Softex2000. Campina Grande é um dos núcleos mais produtivos do programa e tem se destacado como um dos maiores exportadores de software do país.
As principais atividades econômicas do município são: extração mineral, culturas agrícolas, pecuária, indústrias de transformação, de beneficiamento e de software, comércio varejista, atacadista e serviços.
A cidade possui três distritos industriais, ocupando uma área total de 235 hectares, todos aparelhados com a infra-estrutura necessária à instalação de indústrias de médio e grande porte. As maiores indústrias são do ramo de calçados, têxtil, mineração, alimentação e metalurgia. Há 10 novas indústrias em instalação, totalizando investimentos de mais de R$360 milhões e gerando cerca de 3700 empregos diretos.
 
Mas essa conversa toda me deu uma fome.....
O pessoal brinca, dança, trabalha e cozinha..
E que cozinha!
Veja quantas delícias podemos experimentar nesta cidade, sem culpa......   de ser feliz!
HHUUUUUUMMMMMM!!!!
Filhoses, Bolo de Coco, Arroz-doce, Doce de Abóbora com Coco, 
Bolo de Tapioca, Vatapá, Pudim de Banana, Bolo de Amendoim,
Bom Bocado de Fubá, Tapioca (ou beiju), Creme de milho com coco, Curau de milho verde, Bolo de Macaxeira, Cocada, Doce de Batata Doce...
 
E você gostaria de poder preparar algumas destas gostosuras???
Deixo você na cozinha e vou correndo para o Maluco Beleza, continuar esta festa...
                                            Viva São João!!!!
É só botar a mão na massa.....
Receitas
Vatapá
Ingredientes:
1 peixe de 2,5kg cortado em postas
1 cebola grande cortada em rodelas
4 tomates, sem casca, em rodelas
5 colheres de coentro picado
4 colheres sopa de azeite de dendê
200g de camarão seco defumado, torrado e descascado
1 xícara de castanha de caju
1 xícara de amendoim torrado e descascado
1 pedaço de 7cm de gengibre
2 pães de forma sem casca
2 xícaras de leite de coco
4 xícaras de água
sal e pimenta do reino a gosto
Modo de Preparar:
Tempere o peixe com sal e pimenta. Arrume as postas numa panela fazendo camadas alternadas de cebola, tomate e coentro. Molhe com suco de limão. Acrescente o azeite de dendê por cima. Tampe a panela e leve ao fogo. Cozinhe até que o peixe esteja macio. Retire o peixe dos temperos do caldo. Tire as espinhas e reserve-o. Passe os temperos de cozimento do peixe pelo liqüidificador junto com o caldo, o camarão seco, a castanha de caju, o amendoim e o gengibre. Reserve.
Numa vasilha grande, coloque todas as fatias de pão, junte o leite de coco e amasse bem. Acrescente a água e mexa. Junte os temperos moídos e coloque tudo numa panela. Acrescente ½ xícara de azeite de dendê e leve ao fogo para cozinhar, mexendo com uma colher de pau. Deixe ferver por 15 minutos, mexendo até obter um creme brilhante. Acrescente os pedaços de peixe reservados e misture. Sirva quente. Dá para 12 porções.
 
Bolo de Coco
Ingredientes:
3 xícaras de farinha de trigo
1 colher de fermento em pó
1 colher (café) de canela em pó
1 colher (café) de sal
100g de manteiga
¾ de xícara de açúcar
1/3 de xícara de mel
4 ovos
300 ml de leite
200g de coco ralado
Modo de Preparar:
Misture a farinha com o fermento, a canela e o sal. Á parte, bata a manteiga com o coco ralado, o açúcar e o mel. Junte os ovos, um a um, e adicione o leite aos poucos. Junte a mistura de farinha e despeje numa forma redonda, untada com manteiga e polvilhada com farinha. Leve ao forno por 30 minutos. Desenforme e deixe esfriar sobre um prato raso. Em seguida, pincele o bolo com a geléia aquecida em banho-maria e salpique-o com o coco ralado.
 
Arroz-doce
Ingredientes:
1 xícara de arroz lavado e escorrido
4 xícaras de leite
1 xícara de açúcar
2 colheres de sopa de água de rosas ou flor de laranjeira
1 colher de sopa de canela em pó
Modo de Preparar:
Coloque numa panela o arroz e o leite, misture. Leve ao fogo alto e deixe ferver. Reduza o fogo para brando e cozinhe, mexendo sempre com uma colher de pau para a mistura não grudar no fundo da panela, por cerca de 50 minutos ou até o arroz ficar macio. Acrescente o açúcar e a água de rosas ou flor de laranjeira. Misture bem e retire do fogo. Coloque o arroz-doce numa travessa, polvilhe com canela e sirva.
 
Doce de Abóbora com Coco
Ingredientes:
2 kg de abóbora cortada em pedaços
1 kg de açúcar
2 canelas em pau
10 cravos
1 coco ralado
Modo de Preparar:
Coloque a abóbora numa panela, tampe e cozinhe (sem água), em fogo baixo até que fique macia. Acrescente o açúcar, a canela e o cravo. Volte ao fogo, mexendo até soltar do fundo da panela e o doce ficar brilhante. Retire do fogo, adicione o coco ralado e cozinhe, mexendo sempre até ferver. Dá para 20 porções.
Os: se abóbora não soltar água enquanto cozinhar, acrescente 1 xícara de água.
 
Vocabulário
Danado: Incrível, pasmoso, extraordinário
Sertão: Região agreste, distante das povoações ou das terras cultivadas
Brejo: Terreno onde os rios se conservam mais ou menos permanentes, e em geral fértil em virtude dos transbordamentos anuais, por ocasião das chuvas.
Cariri: Variedade de caatinga com vegetação pouco áspera
Caatinga: Tipo de vegetação característico do Nordeste brasileiro, mas que alcança o N. de MG e o MA, formado por pequenas árvores, comumente espinhosas, que perdem as folhas no curso da longa estação seca
Leque: Espécie de abano com varetas cobertas por uma faixa de papel ou pano especial e articuladas por um eixo comum na extremidade inferior, de modo que se pode abrir e fechar com facilidade, para agitar o ar; abanico
Amador: Diz-se daquele que se dedica a uma arte ou ofício por prazer, sem fazer destes um meio de vida
Violeiros: Tocador de viola
Vaquejada: Rodeio e reunião do gado de uma fazenda nos últimos meses de inverno; costeio
 


8. Como anda seu português?

Pelo professor carioca Igor Ravasco

Dando prosseguimento ao assunto do Boletim passado, estaremos vendo neste número mais três verbos que também podem ser empregados como auxiliares.
São os verbos: ir, vir e andar.
1.      O verbo ir, como auxiliar, é empregado nos seguintes casos:
 
a)      com o gerúndio do verbo principal, para indicar:
-         ação duradoura: O ladrão ia abrindo a porta com cuidado (= pouco a pouco).
-         ação em etapas sucessivas: Os soldados iam chegando a pé e em tanques.
-         ação que se desenrola em direção oposta à época ou ao lugar em que nos encontramos: As crianças brincando e correndo, iam desaparecendo na curva do caminho.
 
b)      no presente do indicativo mais o infinitivo impessoal do verbo principal, para indicar firme intenção de executar uma ação ou a certeza de que esta será realizada no futuro próximo ou imediato:
·        Vou prestar atenção para não errar.
·        Corra! O trem vai partir!
 
2.      O verbo vir, como auxiliar, é empregado nos seguintes casos:
 
a)      com o gerúndio do verbo principal, para indicar:
-         ação que se desenvolve gradualmente: Venho tentando fazer isso há tempo.
-         ação duradoura que se desenrola em direção à época ou ao lugar em que nos encontramos: Os soldados vinham atravessando o campo, aproximando-se da vila, quando abrimos fogo.
 
b)      com o infinitivo impessoal do verbo principal, antecedido da preposição a, para indicar resultado final da ação: Viemos a saber disso tarde demais.
 
3.      O verbo andar, como auxiliar, aparece seguido do gerúndio do verbo principal e é uma das locuções preferidas no Brasil: Ando desenhando Natureza Morta.
                           
 
Vamos ver agora as suas conjugações?
 
Verbo Ir
Modo indicativo
Presente
Eu                          vou
_____________________________
você
ele
ela
o senhor                 vai    
a senhora
a gente
______________________________
Nós                            vamos
______________________________
vocês
eles
elas                           vão           
os senhores
as senhoras
 
Pretérito perfeito
Eu                                fui
_________________________________
você
ele
ela
o senhor                      foi    
a senhora
a gente
______________________________
Nós                             fomos
______________________________
vocês
eles
elas                            foram          
os senhores
as senhoras
 
Pretérito Imperfeito
Eu                              ia
_________________________________
você
ele
ela
o senhor                     ia    
a senhora
a gente
______________________________
Nós                          íamos
______________________________
vocês
eles
elas                         iam           
os senhores
as senhoras
 
Futuro do Presente
Eu                            irei
_________________________________
você
ele
ela
o senhor                  irá    
a senhora
a gente
______________________________
Nós                         iremos
______________________________
vocês
eles
elas                        irão           
os senhores
as senhoras
 
Futuro do pretérito
Eu                           iria
_________________________________
você
ele
ela
o senhor                   iria    
a senhora
a gente
______________________________
Nós                        iríamos
______________________________
vocês
eles
elas                       iriam          
os senhores
as senhoras
 
Verbo Vir
Modo indicativo
Presente
Eu                          venho
_______________________________
você
ele
ela
o senhor                 vem    
a senhora
a gente
______________________________
Nós                            vimos
______________________________
vocês
eles
elas                           vêm           
os senhores
as senhoras
 
Pretérito perfeito
Eu                                vim
_________________________________
você
ele
ela
o senhor                      veio    
a senhora
a gente
______________________________
Nós                             viemos
______________________________
vocês
eles
elas                            vieram          
os senhores
as senhoras
 
 
Pretérito Imperfeito
Eu                              vinha
_________________________________
você
ele
ela
o senhor                     vinha    
a senhora
a gente
______________________________
Nós                          vínhamos
______________________________
vocês
eles
elas                         vinham           
os senhores
as senhoras
 
Futuro do Presente
Eu                            virei
_________________________________
você
ele
ela
o senhor                  virá    
a senhora
a gente
______________________________
Nós                         viremos
______________________________
vocês
eles
elas                        virão           
os senhores
as senhoras
 
Futuro do pretérito
Eu                           viria
_________________________________
você
ele
ela
o senhor                   viria    
a senhora
a gente
______________________________
Nós                        viríamos
______________________________
vocês
eles
elas                       viriam          
os senhores
as senhoras
 
O verbo “andar” é regular. Veja sua conjugação no Boletim número 13.
 
Complete com os verbos indicados:
 
a)      No dia 6 de julho _______________ participar da festa do Verde & Amarelo (ir/presente).
b)      Os convidados ______________ chegando aos poucos. (ir/pretérito imperfeito).
c)      _______________ tentando conseguir uma roupa para a festa. (vir/presente)
d)      A festa terminou quando ______________ rompendo a manhã. (vir/pret. imperf.)
e)      Nós _____________ a saber da festa um pouco tarde. (vir/presente)
f)        Todos ________________ procurando o endereço do Maluco Beleza. (andar/presente)
g)      Eu _____________ treinando em casa para dançar bonito na festa. (andar/pretérito perfeito)
h)      O aniversário do Verde & Amarelo ____________ ser o acontecimento do mês de julho em Buenos Aires. (ir/presente)
i)        Ela __________ dançar a noite toda. (vir/pretérito perfeito).
j)        Todo o mundo ____________ pensando em estudar português no Verde & Amarelo. (andar/presente)
 

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