Nº. 14 - 29 de março / 2001 –
1. Você sabia?
2. Humor
3. A palavra do mês
4. Língua portuguesa e literatura brasileira
5. Música & Cia.
6. Uma novela Verde & Amarela (último capítulo)
7. Viajando pelo Brasil
8. Como anda o seu português?
Vocabulário (Ao final de cada matéria)
Você sabia? fonte: Guia dos Curiosos
Seu Lunga na Marinha
Seu Lunga colocou na cabeça que queria servir à marinha. E então foi até lá.
Chegando, foi falar com o responsável, que lhe perguntou:
- O senhor sabe nadar?
Seu Lunga disse:
- Não sei, não senhor!
E o militar:
- Mas como? O senhor quer servir à marinha e não sabe nadar?
Seu Lunga, já irritado respondeu:
- Quer dizer que se eu fosse servir na aeronáutica tinha que saber voar??
Dentista flexível
O dentista diz ao paciente:
- Procure relaxar. Arranco o dente que está doendo em cinco minutos.
E o paciente:
- Quanto vai custar?
- Cem dólares.
- Tudo isso só por um trabalho de cinco minutos??
- Bom, se preferir, posso arrancá-lo bem devagar...
Papo de barbearia
Conversa em uma barbearia:
- Eu tinha uma barba igual à sua, mas como era feia, raspei.
E o outro responde:
- É? Pois eu tinha a cara igual à sua, mas como era feia, deixei a barba crescer.
Antes só que...
Faço trabalho voluntário distraindo doentes. Certo dia, fui a um hospital levando meu teclado portátil. Contei piadas e cantei canções cômicas à cabeceira de um paciente. Ao me despedir, disse:
- Espero que você melhore logo...
E o homem respondeu:
- Espero que você também melhore!
Pela professora mineira Virgínia Bezerra
E aí, pessoal? Tudubein*?? As férias terminaram, as aulas começaram, o carnaval já passou (snif,snif!)... Vamos lá! Bola pra frente*!!! Vocês estão achando que podem continuar com essa cara de quem comeu e não gostou*? Nada disso!!! Vamos deixar a preguiça de lado e aprender mais uma palavrinha?? Não? Como que não?? AAAhhhhhhhhhhh!!!!!!! Vamos aprender sim senhor! Estique um pouco os braços, acomode-se bem na cadeira e preste muita atenção no que eu trouxe para vocês... A palavra de hoje é:
Querem tentar adivinhar primeiro? Hummm... Vejamos algumas dicas: - Vocês fizeram muita bagunça no carnaval, nas férias, na praia.... - Todo mundo conhece algum bagunceiro (bagunceiro: indivíduo que faz bagunça)! -Ser bagunceiro provoca muitas variações de humor nas pessoas à sua volta.
-Bagunça é um substantivo feminino, mas os homens também fazem bagunça! E muita!! -Antigamente a bagunça estava somente no âmbito familiar, mas agora ela cresceu, emancipou-se e participa de vários setores da sociedade, principalmente do político! - Existe muito aluno bagunceiro, mas a professora o deixa de castigo (sem tomar o cafezinho do recreio, por exemplo!! Alguém se identificou??) -Quem alguma vez não escutou: Meu filho, vá já para o quarto arrumar aquela bagunça! Ou ainda: -Filha, como você pode encontrar alguma coisa no meio dessa bagunça?
Depois de alguns anos de "bagunça incorporada" pode acontecer:
1-Se você é mulher: quando é casada, nunca mais pode desfrutar da sua bagunça nem da bagunça dos seus filhos e muito menos a do marido. Ela, a bagunça, transforma-se em uma inimiga mortal, responsável por brigas intermináveis, sensação de fracasso e constantes reproches ao bagunceiro/a. 2-Se você é homem e casado: A bagunça adquire força, alimentada constantemente por suas meias fedorentas* jogadas pelo chão*, toalhas de banho molhadas em cima da cama, a pia* do banheiro suja com espuma de barbear, roupas atiradas por cima das cadeiras*, mesas ou qualquer lugar possível, menos no lugar correspondente: no cesto* de roupa suja*. 3- Se você é homem e solteiro: você e a bagunça convivem em harmonia, numa relação de infinito prazer. Ela também está feliz ao seu lado porque "cresce" um pouco mais a cada dia, não se sente ignorada e tem a absoluta certeza de que você não a deixará por uma ordenada* qualquer.
Já adivinharam? CLARO!!!
Bagunça (substantivo feminino): desordem, confusão, baderna.
Bagunceiro/a: Diz-se do indivíduo dado à bagunça; desordeiro, baderneiro.
Bagunçado: (adjetivo, gíria*): 1-Desordenado, confuso, anarquizado.
Ex.: quarto bagunçado, escritório bagunçado. 2-Diz-se de pessoa mal vestida, descuidada. Bagunçar (verbo): Promover bagunça ou desordem. Ex.: Eu baguncei todo o escritório procurando um documento perdido.
Vocabulário
Tudubein: esta é uma palavra que eu (Vir,ciberprofe) inventei, juntando as duas palavras "tudo" e "bem" e escrevendo exatamente como se fala. Eu sempre faço essas coisas porque acho divertido. Mas vocês, meus queridos leitores, devem entender que é só para uso particular. Não devem sair por aí escrevendo dessa maneira. Ou seja: faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço!!
Bola pra frente: Expressão que usamos no Brasil que significa "ir para frente", num sentido de deixar as coisas ruins que aconteceram no passado e começar de novo. Esta expressão veio do futebol, querendo dizer: avançar, ir para adiante.
Cara de quem comeu e não gostou: Aquela que indica má vontade, irritação.
Fedorenta (adjetivo): Que fede, fétido, que exala mau cheiro, malcheiroso.
Ordenada (feminino de ordenado): posto em ordem, arrumado, que tem ordem, metódico.
Chão: Plano, liso
Pia: Lavabo, lavatório
Cadeira: Peça de mobiliário que consiste num assento com costas, e, às vezes, com braços, dobrável ou não, para uma pessoa
Cesto: Receptáculo algo semelhante a uma cesta (1), que pode ser de madeira, metal, matéria plástica, etc., sem tampa, e destinado a outros fins.
Sujo: Falto de limpeza; cheio de sujidade(s); emporcalhado, porco, imundo, sórdido qualquer. Gíria: Linguagem que, nascida num determinado grupo social, termina estendendo-se, por sua expressividade, à linguagem familiar de todas as camadas sociais.
Muito bem, gente!!!! Espero que vocês tenham entendido e gostado da minha BAGUNÇA. Quero esclarecer que a minha querida amiga, colega e diretora do Verde & Amarelo (e portanto também minha chefe), Isabel, sempre faz a revisão do meu texto. Gostaria de publicamente agradecer-lhe, não só por esta grande ajuda, mas também pela sua constante boa vontade que me incentiva e me alenta a melhorar sempre! Nossa*, serei muito PUXA-SACO??!! Para quem não entendeu, não se preocupe. No próximo boletim eu explico! Tchau
Vir,ciberprofe
pela professora catarinense Maristela Müller
Oi, gente! Prontos para ouvir (ou melhor, ler) sobre mais um dos nossos românticos brasileiros? Então, vamos lá! Hoje é a vez de um dos mais populares poetas do nosso Romantismo: Casimiro de Abreu. Seu nome completo era Casimiro José Marques de Abreu. Ele nasceu e morreu em Barra do São João, no estado do Rio de Janeiro. Sua mãe, viúva do primeiro casamento, passou a viver com um ex-sócio do marido, José M. de Abreu, pai de Casimiro. Imigrante enriquecido à custa de comércio, José Abreu logo quis encaminhar o filho para o mesmo ramo. Decisão tomada, conflito criado: Casimiro queria ser poeta, não comerciante. Assim mesmo, trabalhou como caixeiro* e, aos 14 anos, foi enviado para Portugal a fim de estudar comércio. Em Lisboa entrou em contato com o meio intelectual. Muitos de seus poemas, cujo tema é a saudade* da terra natal, foram escritos nesse período. Voltando ao Brasil, seguiu para o Rio, para trabalhar... no comércio. Escreveu para alguns jornais e nesse trabalho conheceu Machado de Assis, que tinha a sua idade. Infelizmente não chegou a se casar com a noiva, Joaquina: uma tuberculose galopante o matou no dia 18 de outubro de 1860, quando tinha apenas 21 anos. Suas obras: Poesia: Primaveras (1859). Teatro: Camões e o jau (1856). A seguir, uma parte de um dos mais conhecidos poemas de Casimiro de Abreu:
Meus oito anos Oh! que saudades que tenho Da aurora da minha vida, Da minha infância querida Que os anos não trazem mais! Que amor, que sonhos, que flores, Naquelas tardes fagueiras À sombra das bananeiras, Debaixo dos laranjais! Como são belos os dias Do despontar da existência! – Respira a alma inocência Como perfumes a flor; O mar é – lago sereno, O céu – um manto azulado, O mundo – um sonho dourado, A vida – um hino d’amor! Que auroras, que sol, que vida, Que noites de melodia Naquela doce alegria, Naquele ingênuo folgar! O céu bordado d’estrelas, A terra de aromas cheia, As ondas beijando a areia E a lua beijando o mar! Oh! dias da minha infância! Oh! meu céu de primavera! Que doce a vida não era Nessa risonha manhã! Em vez das mágoas de agora, Eu tinha nessas delícias De minha mãe as carícias E beijos de minha irmã! ...
Em homenagem a todos os nossos leitores que, como eu, não moram no Brasil e morrem de saudade da pátria amada e idolatrada, deixo "Saudades" escrito por Casimiro de Abreu quando estudava em Portugal.
Saudades
Nas horas mortas da noite
Como é doce meditar
Quando as estrelas cintilam
Nas ondas quietas do mar;
Quando a lua majestosa
Surgindo linda e formosa,
Como donzela vaidosa
Nas águas se vai mirar!
Nessas horas de silêncio,
De tristezas e de amor,
Eu gosto de ouvir ao longe,
Cheio de mágoa* e de dor,
O sino* do campanário,
Que fala tão solitário
Com esse tom mortuário,
Que nos enche de pavor.
Então – proscrito e sozinho –
Eu solto aos ecos da serra
Suspiros dessa saudade
Que no meu peito se encerra.
Esses prantos de amargores
São prantos cheios de dores:
- Saudades – dos meus amores,
- Saudades – da minha terra!
Vocabulário
Caixeiro: Empregado em casa de comércio que vende ao balcão; balconista
Balcão: Móvel, da altura de uma mesa ou pouco mais alto, empregado em lojas,
Lojas: Estabelecimento comercial
Saudade: Lembrança nostálgica e, ao mesmo tempo, suave, de pessoas ou coisas distantes ou extintas, acompanhada do desejo de tornar a vê-las ou possuí-las; nostalgia
Mágoa: Desgosto, amargura, pesar, tristeza, lástima, pena.
Sino: Instrumento, em geral de bronze, obcônico, que tem uma sonoridade rica, mais ou menos aguda, de acordo com o tamanho e a espessura, e pode ser percutido na superfície interna por um badalo, ou na externa por um martelo; bronze
pela professora paulista Silvana de Sousa
Tom Jobim e as Águas de Março
"É pau, é pedra, é o fim do caminho, é um resto de toco*, é pouco sozinho…"
Esse trecho da música Águas de Março, de Tom Jobim, deixa-nos pensando: no que se haveria inspirado o grande maestro* brasileiro quando compôs aquela que seria considerada posteriormente uma das músicas mais bonitas do mundo? Tom Jobim escreveu essa obra prima da música brasileira numa situação absolutamente cotidiana: durante a construção de uma casa num mês de março quando chovia muito. É só prestar atenção na letra, e até mesmo no ritmo da música, que podemos imaginar esse brilhante músico em meio a uma situação comum, sentado ao piano, transformando todo esse movimento a sua volta, em música. Antonio Carlos Jobim nasceu em 25 de janeiro de 1927 na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Em 1931 a família mudou-se para Ipanema, onde nasceu sua única irmã: Helena. Em 1941 iniciou seus estudos de piano com o maestro Hans Joachim Koellreuter e em 1946 entrou para a Faculdade de Arquitetura, mas percebeu que ali não era seu lugar. Abandonou o curso no mesmo ano. Tom e Thereza Hermanny, com a qual havia se casado em 1949, alugaram o apartamento 201 da Rua Nascimento Silva, 107, em Ipanema, o que foi futuramente transformado em música de grande sucesso. Em 1953 teve a gravação de sua primeira música, Incerteza, em parceria* com Newton Mendonça e interpretada por Mauricy Moura, disco em 78 rotações. A partir daí, várias gravações se sucederam. Tom teve ao largo de sua vida várias parcerias. Mas seu grande parceiro, com o qual participou do seio do movimento da Bossa Nova, foi Vinícius de Moraes. Tom conheceu Vinícius em 1954, tendo iniciado o trabalho conjunto em 1956 no bar Villarino, no Rio de Janeiro. Nesse encontro, Vinícius convidou Tom para musicar sua peça Orfeu da Conceição, estreada no Teatro Municipal do Rio de Janeiro em 25 de setembro de 1956. Nesse mesmo ano lançou com Vinícius de Moraes o LP Orfeu da Conceição. Em 1958, compôs a trilha* sonora para o filme Pista de Grama, de Haroldo Costa. A música Eu não existo sem você foi cantada no filme por Elizete Cardoso, com acompanhamento de João Gilberto no violão e Tom ao piano. Em 1958, lançou o LP Canção do Amor Demais, em parceria com Vinícius, interpretação de Elizete Cardoso e João Gilberto ao violão. Nesse mesmo ano, João Gilberto gravou em 78 rotações Desafinado e Chega de Saudade e em 59 foi lançado o LP Chega de Saudade, com a interpretação de João Gilberto e direção musical de Antonio Carlos Jobim. Em abril desse mesmo ano, o LP Por toda a minha vida era lançado com canções de Tom e Vinícius e interpretação da soprano Lenita Bruno. Em 1962, sentados num bar de Ipanema, Tom e Vinícius compõem a célebre Garota de Ipanema. Em seguida, Tom viajou pela primeira vez aos Estados Unidos para apresentar-se no show de Bossa Nova no Carnegle Hall. A partir daí, começou a trilhar* um caminho que o projetaria também no exterior. Em 1964 Tom foi para Los Angeles, trabalhando com Ray Gilbert em versões de suas músicas para inglês e em 30 de janeiro de 1967 iniciou a gravação do primeiro disco com Frank Sinatra: Frank Albert Sinatra & Antonio Carlos Jobim. Em 1968, em parceria com Chico Buarque, tirou o primeiro lugar no III Festival Internacional da canção, Rio de Janeiro, com a música Sabiá. Frank Sinatra gravou o LP Sinatra & cia no ano de 1971, com cinco músicas de Tom e arranjos de Eumir Deodato. Em 1974 gravou com a cantora Elis Regina o histórico LP "Elis & Tom". Tom conheceu em 1976 a fotógrafa Ana Beatriz Lontra, então com 19 anos, com quem passou a viver. Os dois se casariam oficialmente apenas dez anos depois. Em 1981 compôs a trilha sonora para o filme Eu te amo de Arnaldo Jabor e em 1984 para o filme O tempo e o vento, baseado no romance de Érico Veríssimo. Criou ainda em 84, a Nova Banda com Paulo Jobim (violão), Danilo Caymmi (flauta e voz), Jacques Morelenbaum (violoncelo), Tião Neto (baixo), Paulo Braga (bateria) e coro formado por Ana Jobim, Elizabeth Jobim, Paula Morelenbaum, Maúcha Adnet e Simone Caymmi. Apresentou-se com a Nova Banda no Carnegie Hall, em Nova Iorque em 29 e 30 de março de 1985 e em julho desse mesmo ano, apresentaram-se junto com João Gilberto na abertura do Festival de Montreux, na Suíça. Em 1994 Tom gravou o CD Antonio Brasileiro e tocou no Carnigie Hall, com Pat Metheny e Herbie Hancock. Em maio desse mesmo ano, viajou para Paris com Gilda Matoso e alguns dias depois apresentou-se com sua banda em Jerusalém. No dia 8 de dezembro de 94 Tom faleceu, aos 67 anos de idade, no Hospital Mount Sinai, em Nova Iorque. Depois de sua morte, muitas homenagens foram feitas a esse grande músico brasileiro, como o lançamento de sua biografia Um homem iluminado de Helena Jobim (1986), o livro Antonio Carlos Jobim - uma biografia, de Sérgio Cabral (1997), Coleção de livros com partituras de músicas de Tom, fotos e biografia: Cancioneiro Jobim (primeiro volume/2000). E os CDs: Tom Jobim Inédito (2 CDs/1995), Meus primeiros passos e compassos (1997), Canção do amor demais, original de 1958 (1998), Raros compassos (3 CDs/2000), Tom canta Vinícius (2000). Em janeiro de 2001 mostraram pela primeira vez ao público uma canção de Tom sobre São Paulo em um comercial de TV do Morumbi Shopping. Gravada em 1992, a música Te amo São Paulo já estava nos planos de Tom para ser vendida a uma publicidade. A canção tinha sido guardada por uma produtora com a intenção de ser exibida em 25 de janeiro de 2001, dia em que Tom completaria 74 anos, e aniversário do 447º aniversário da cidade de São Paulo. É difícil expressar o tamanho e a qualidade da obra de Tom que retratou, como poucos, o cotidiano, os sentimentos e os romances. Ele tinha a sensibilidade de cantar a muitas mulheres, de transformar conversas de mesa de bar em músicas maravilhosas e de transformar em música, as belezas naturais do Brasil. Deixamos a definição de Chico Buarque: "O maior orgulho que podemos ter é nosso maestro soberano, Antônio Brasileiro"
Aguas de março
Tom Jobim É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol
É a noite, é a morte, é um laço, é o anzol
É peroba do campo, é o nó da madeira
Caingá, candeia, é o Matita Pereira.
É madeira de vento, tombo da ribanceira
É o mistério profundo, é o queira ou não queira
É o vento ventando, é o fim da ladeira
É a viga, é o vão, festa da cumeeira
É a chuva chovendo, é conversa ribeira
Das águas de março, é o fim da canseira
É o pé, é o chão, é a marcha estradeira
Passarinho na mão, pedra de atiradeira.
É uma ave no céu, é uma ave no chão
É um regato, é uma fonte, é um pedaço de pão
É o fundo do poço, é o fim do caminho
No rosto o desgosto, é um pouco sozinho.
É um estrepe, é um prego, é uma conta, é um conto
É uma ponta, é um ponto, é um pingo pingando
É um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando
É a luz da manhã, é o tijolo chegando
É a lenha, é o dia, é o fim da picada
É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada
É o projeto da casa, é o corpo na cama
É o carro enguiçado, é a lama, é a lama.
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um resto de mato, na luz da manhã
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração. É uma cobra, é um pau, é João, é José
É um espinho na mão, é um corte no pé
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um belo horizonte, é uma febre terçã
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração.
Vocabulário
Toco: Parte do tronco vegetal que permanece ligada à terra depois de cortada a árvore.
Maestro: Compositor musical.
Trilha: Fita magnética sobre a qual se grava o som de um filme.
Trilhar: Abrir caminho por; andar por
Parceria: Reunião de pessoas para um fim de interesse comum; sociedade, companhia
Pelo professor carioca Igor Ravasco
Depois de passarem parte da noite dançando, Ivan resolveu ir ao banheiro, pois a cerveja estava começando a fazer efeito. Dudu disse que também iria. Eles já nem pensavam na falta do Zé e da Silvina. Estavam no banheiro, já tornando a fechar o zíper* quando escutaram um barulho, como se fosse um corpo caindo no chão. Foram até o lugar do banheiro onde tinham escutado o barulho e descobriram uma coisa inacreditável. Caído no chão de uma das cabines do banheiro estava o Zé. Zé estava morto, fora apunhalado, e seu cadáver estava amordaçado. Depois que o corpo foi levado, Dudu resolveu contar a verdade sobre o segredo que tão bem soubera guardar. Ele contou a história do seu envolvimento virtual com Silvina, tendo inventado o poeta Franco Carovas, e falou sobre o último email que recebera dela. Estava com o email impresso e leu-o para os demais e para a polícia.
"Querido Franco, preciso contar isso para alguém e acho que você é a pessoa ideal, pois tem um coração bom, e poderá me entender. Primeiro quero dizer que meu nome é Sílvia, não Silvina. Quando eu era pequena, perdi meus pais num acidente aéreo. Fui entregue a meus tios, Zé e Gigi, que estavam mais interessados em minha herança que em mim. Tanto era assim, que sempre me amordaçavam quando eu chorava, ou me davam uma surra* sempre que eu fazia algo errado. Eram cruéis comigo. Um dia, numa viagem ao Brasil, me deixaram num orfanato. Fui abandonada por eles, e dada como morta, assim puderam ficar com o dinheiro que era meu por direito. Agora chegou a hora de eles pagarem. Além de me roubarem, me separaram de meus irmãos Dudu e Maurício, com quem quase não convivi. Eles também não sabem que são irmãos, mas não importa, eles também vão sofrer. Chegou a hora da minha vingança. Quero que meus irmãos sofram, e quero que Zé e Gigi morram. Principalmente o Dudu, que não foi capaz de me reconhecer e até se apaixonou por mim. A Nuzzia e a Lalá são duas pobres coitadas, não têm nada a ver com a história. Conto a você, Franco, pois sei que vai me entender. Vou matar o Zé, e vou para o Brasil. Vou me esconder no Arraial do Cabo, e depois volto para matar a Gigi." Estava tudo ali naquelas linhas, estava tudo explicado. Todos entenderam tudo, inclusive o bom nível de português que Silvina tinha. Foram com a polícia à casa dela, mas já era tarde, já tinha fugido. Ninguém conhecia o Arraial do Cabo, mas Dudu foi para o Brasil, para ajudar a soltar o irmão que não sabia que tinha. Depois da quarta-feira de cinzas, o advogado Gustavo Chagas conseguiu soltar Maurício. Gustavo achou a história uma verdadeira coisa de novela, mas disse que o final seria feliz. Ele era do Arraial do Cabo, e conhecia quase todos por lá. Gustavo levou Dudu e Maurício ao Arraial, e dois dias depois Silvina estava presa. O encontro dos três irmãos foi frio. Ela queria saber como eles ficaram sabendo, e sofreu muito ao saber que seu poeta era seu irmão. A vida continuou para todos. Era tudo diferente, não era nem melhor, nem pior, apenas diferente. Maurício, que foi o primeiro personagem desta história, estava feliz porque ela havia chegado ao seu final.
Fim.
Zíper: Fecho muito usado em roupas, artefatos de couro, etc., e no qual dois cadarços, que alinham numa de suas bordas dentes plásticos ou metálicos, podem ser unidos ou separados, engatando-se ou desengatando-se os dentes por meio de um cursor
Pela colaboradora "meio-brasileira, meio-argentina" Evélia Elizabeth Silva
"Viajamos porque dentro de nós há infinitas estradas."
Ivan Santana
Doce destino Desde os primeiros tempos, como em todo o resto do Brasil, os primeiros habitantes do Rio Grande do Sul foram os índios. Durante vários anos, colonizadores portugueses e espanhóis brigaram pelas terras do Rio Grande do Sul; embora* os registros históricos da Região das Hortênsias sejam de 1860, quando o comércio era de gado e de suínos, e seus derivados eram conduzidos por animais de tração sob o comando de famílias de fazendeiros e imigrantes. O povoado constituía-se, etnicamente, de alemães, de italianos e de serranos - mistura de índios e portugueses. A maioria, descendentes dos tropeiros*, que conduziam os rebanhos para o litoral cruzando terras repletas de frondosas caneleiras* que ofereciam sombra para os seus repousos. Emancipada politicamente em 1944, as flores desabrocham em todos os lugares. Dona de muitos cartões-postais da Serra Gaúcha por sua natureza exuberante, já vinha recebendo turistas desde 1915. O fluxo iniciou-se numa queda de água de 131 m, chamada Cachoeira do Caracol, onde as renomadas famílias do estado passavam suas férias de verão. A cada inverno, o lugar vai ganhando ares ainda mais europeus, devido à baixa temperatura que às vezes presenteia neve e também pela histórica culinária destas famílias. Canela,um nome mais do que sugestivo... A história de uma cidade que hoje é encantada, cantada e decantada em todo o país, e até mesmo no exterior, nem sempre foi assim... O fator turístico já estava presente por outros motivos. Ali localizava-se um importante cassino, um dos cinco brasileiros com carta de autorização e único do Estado. O local atraía importantes hóspedes que vinham em grupos brincar* com a sorte mais do que admirar a paisagem. Seu número aumentava constantemente, sobretudo, logo depois da inauguração da estação "Canella" como ponto final da estrada de ferro em 1924. Alguns fatores marcaram o início da revolução da vida de Canela: a proibição dos cassinos no Brasil em 1946 fez lacrar as portas do estímulo turístico. Sem perspectiva de futuro, os cidadãos procuraram outros rumos e, além disso, várias décadas depois, a cidade percebeu as conseqüências do desmatamento sem reposição das regiões exclusivas de madeira de araucária. A partir dessa época, a cidade viu-se obrigada a rever sua vocação. Assim, visando a seus objetivos e integrada à sua natureza e às suas condições, Canela se tornou um importante pólo de visitação turística. Hoje em dia, é um dos lugares mais visitados do Estado. Assegura ao visitante que escolher o seu destino é conhecer um mundo à parte, um mundo verde. 270 km2 de ar puro A natureza e seus pontos de atração são responsáveis pelo crescimento da cidade. Situada na Serra Gaúcha, a 830 metros acima do nível do mar e apenas a 120 km de Porto Alegre, Canela é lindíssima. Rodeada de pinheiros*, matas e parques, tornou o turismo uma tendência natural. Soma-se, ainda, a esse cenário, o espetáculo da neve, que atrai pessoas dos mais diversos lugares do Brasil tropical e dos países vizinhos. Em plena Serra Gaúcha, um oásis de clima agradável e paisagens inesquecíveis. O símbolo maior da cidade é a Cascata do Caracol, localizada no parque que leva seu nome. Ela encanta seus visitantes por suas rochas basálticas, formando um conjunto paisagístico de rara beleza. O Parque está situado a 7 km de Canela, com moderna infra-estrutura, contando com um mirante, áreas de lazer*, feira de artesanato, churrasqueiras e muita natureza. É tão emocionante quanto cansativo subir a escada ecológica de 927 degraus que conduz à base da cascata. Mas quem gosta de esporte ecológico não pode se conformar só com isso, pois opções não faltam. Por todo o parque, trilhas* ecológicas auto-interpretativas levam a desvendar os mistérios que envolvem a imponente geografia de Canela, como o pinheiro grosso, por exemplo. No coração da mata nativa, uma araucária de aproximadamente 700 anos e 42 metros de altura ergue-se imponente desafiando o visitante a abraçá-la... junto com outras sete pessoas! Este pinheiro multissecular é um dos mais antigos em todo o sul do país (para não perder a tradição brasileira de ser o maior do mundo...) e ainda produz pinhas... De frente para a Cascata do Caracol, um teleférico leva a um mirante com vista para a Cascata e para o Vale da Lageana. Com extensão de 405 metros, o parque da Floresta Encantada contempla esportes radicais como trekking, muntain bike e canyoning. Canela não descansa quando se trata de beleza... No parque da Ferradura, próximo ao Parque do Caracol, existe um cânion de 400 metros de profundidade, decorado pela bela paisagem do Rio Caí – é de perder o fôlego*... Mas, se você quiser emoções mais fortes, pode optar pelo alpinismo nos vários paredões de rocha, próximos ao Mirante. Já para os amantes do rafting (descidas de corredeiras em botes infláveis), o Parque das Corredeiras é a escolha certa, onde o Rio Paranhana (conhecido também por Rio Santa Maria) atrai só os mais valentes. No Parque das Sequóias existe uma das maiores coleções de coníferas do mundo, onde destacam-se as sequóias e a ginkgo biloba, a espécie viva de árvore mais antiga do planeta. Deste parque saem roteiros de trekking, mountain bike, canyoning e hipoturismo. Mas o passeio romântico por excelência é a caminhada no Parque Laje de Pedra. Suas ruas arborizadas e seus belos jardins são mesmo um convite à contemplação. Chegando ao Vale do Quilombo, uma das mais belas paisagens da região, é possível observar um horizonte de montanhas e vales. Não esqueça a máquina fotográfica e, por via das dúvidas, um filme extra, pois ainda não viu tudo. A Floresta Nacional do Ibama dispõe de trilhas de longa distância para trekking e atividades de lazer. O Parque do Sesi a 2 km do centro, privilegiado pela natureza, é um dos mais belos recantos de Canela. Tem 17 hectares com a melhor infra-estrutura para o lazer: churrasqueiras, trilhas, cascatinha, pracinha, salão de festas, ginásio, bolão, cabanas e área de camping... Não perca o cartão postal do Morro Pelado, que proporciona uma das paisagens mais espetaculares da região. Com uma visão de 180°, é possível observar uma paisagem ímpar de horizontes longínquos e descansar depois da prática de esportes radicais. No coração da cidade, são imperdíveis as visitas à Catedral Nossa Senhora de Lourdes, mais conhecida como Catedral de Pedra. Sua beleza é grandiosa e imponente. Construída em estilo gótico inglês, possui uma torre de 65 metros de altura e um carrilhão de doze sinos. Visitar a Catedral é envolver-se na mística de sua construção e em seus vitrais. Mas falando em viajar no Tempo, ninguém resiste a estes convites: No "Mundo a Vapor" você pode voltar ao tempo em que o mundo era movido a vapor, onde miniaturas de máquinas em funcionamento ensinam e divertem tanto crianças quanto adultos sobre a Revolução Industrial. No sítio da Mamãe Noel, pode-se viajar ao mundo de natal* - um lugar inesquecível decorado com motivos natalinos desde 1916... Poucas cidades são tão saborosas Depois de tanto esforço, nada melhor que repor as energias no Castelo do Caracol. É uma volta ao passado. Uma autêntica construção em estilo alemão toda feita de madeira das araucárias da serra. Móveis e utensílios, levam você à verdadeira Alemanha e sem poder resistir ao apfestrudel (torta de maçã) da família Franzem, dona do castelo que funciona como casa de chá. Mas... qual é o fator de sedução de Canela? As baixas temperaturas estimulam a que as lareiras e fogões* a lenha das casas permaneçam acesos, impregnando o ar com aromas diversos de madeira, lenhas de pinho, eucalipto e a própria canela... A cidade oferece ao turista os melhores hotéis com os sabores variados dos restaurantes e churrascarias. Mas a estrela gastronômica do lugar é, sem dúvida, o famoso café colonial: uma diversidade de biscoitos, waffles, schmiers, apfelstrudell, tortas, pães caseiros, vinhos, sucos, chás, chocolate quente, cafés, doces, queijos, presuntos e licores, cobrem a mesa (e os olhos) deixando o turista sem saber por onde começar... Talvez esta herança européia seja o seu diferencial no cenário turístico-cultural do Brasil. A associação do olfato com a gustação é imediata. Não dá para deixar de visitar uma cidade que ecoa sabores de doces da infância, carregando em seu nome o fascínio e a distinção de uma das mais famosas e apreciadas especiarias de toda a história. De fato, dá para fazer a festa em se tratando de Canela. Como resistir à fartura de tanta variedade? Contudo, não é só pela boca que o visitante travará contato com Canela, mas principalmente pelos olhos. Confira isto assistindo a Chocofest. Sim! A festa do chocolate agita* a Serra em abril. Quem não gosta de guloseimas e de mergulhar no mundo encantado? Brinquedos, caixinhas de música e circo de marionetes prometem fazer sucesso junto ao público que ainda poderá entrar numa baleia... de chocolate!! Mmmmm!!! Esta feira, no último evento, vendeu 41,5 toneladas de chocolates e demais gostosuras. De 30 de março a 15 de abril de 2001, os sonhos têm gosto de chocolate, pois o talento de verdadeiros artistas recria cada ano cenários e personagens que povoaram a infância de todos nós, e que continuam cativando milhões de crianças e adultos. E como se não bastasse, voltará com muitas sugestões para fazer a Páscoa mais gostosa. A festa se completa com desfiles que acontecem nos finais de semana, com bandas e carros alegóricos... (Informação do jornal Correio do Povo, 7/3/01)
Canela é uma comunidade que desejou preservar a sua historia, desde os índios e os primeiros tropeiros que por lá passaram aos portugueses que se encantaram com suas belezas. Depois com os alemães e os italianos que foram chegando. Percebe-se o resultado dessa miscigenação no rosto resplandecente dos seus cidadãos. Próximos eventos - Semana Santa de Canela - É encenada a Via-Sacra pelas ruas da cidade, com dezenas de atores e figurantes. - Encontro Sul-Americano de Motociclistas (abril) - Provas que testam a perícia de motociclistas de diversos países do continente.
Festival Internacional de Teatro de Bonecos (maio) - Principal evento brasileiro do setor, que costuma reunir os mais importantes artesãos do país e do exterior.
Vocabulário:
Canela: árvore da família das lauráceas, originária de Sri Lanka (Cinnamomum Caneleira: Canela zeylanicum), cuja casca, odorífera, se usa como especiaria; caneleira, caneleiro, pau-canela.
Embora: espanhol "aunque"
Tropeiros: Condutor de tropa, arrieiro, bruaqueiro
Brincar: Divertir-se, recrear-se, entreter-se, distrair-se, folgar
Pinheiros: Designação de várias árvores do gênero Pinus, da família das pináceas e próprias dos climas temperados do Velho Mundo. Fornecem madeira para construção e para fabricar polpa celulósica
Lazer: Ócio, descanso, folga, vagar
Trilha: Pista, vestígio, rasto
Fôlego: Espaço de tempo para refazer as forças perdidas; folga
Natal: espanhol: "Navidad"
Fogão: Caixa de ferro ou de alvenaria, com fornalha e chaminé, para cozinhar
Dica: Informação ou indicação nova ou pouco conhecida.
Presente: Aquilo que se oferece com o intento de agradar, retribuir ou fazer-se lembrado; brinde, dádiva, lembrança, mimo, regalo.
Cuca: Bolo de origem alemã, feito com ovos, farinha de trigo, manteiga, fermento, e coberto com açúcar; cuque.
Pela professora gaúcha Isabel Höltz
Oi Pessoal
Como o mês de março chegou e muitas águas podem rolar daqui para frente, fique atento! Março tem gosto de ressaca, de dúvidas, de incertezas; mas tem também gosto de projetos novos, de construção, de esperança e, principalmente, de início. Nesse caso, o ideal seria começar conjugando bem o ano letivo (ou não letivo)!
Com o feriadão da páscoa batendo à porta e o cheirinho de ovos de chocolate no ar, não se pode pensar em outra coisa: é hora de arrancar, de dar partida, de pôr o motor em funcionamento.... Então, vamos estudar um pouco!
Dando continuidade aos boletins anteriores, vamos trabalhar desta vez com verbos regulares de 2° conjugação (os terminados em "er", como escrever, beber, comer, conhecer, perceber, viver, etc) Cuidado que os verbos de 2° conjugação são mais rebeldes que os de 1° e apresentam muitas irregularidades. Assim sendo, não devem ser conjugados com a terminação dos regulares. Estamos falando de verbos como "dizer", "fazer", "ter", "saber", "poder", "querer", "trazer", "ser", "ler", etc. Mas isso é "papo*" para outro dia, para pensar em outro momento.
Hoje, vamos às terminações de verbos mais comportados: os regulares.
Todo verbo que mantém o radical inalterado durante a conjugação e suas desinências são iguais às do verbo paradigma (modelo) é verbo regular.
Para facilitar seu aprendizado, vamos dividir os pronomes pessoais de acordo com a tabela abaixo. Para você continuar conjugando verbos regulares de segunda conjugação basta orientar-se por essa tabela, pois a desinência será sempre a mesma.
Eu Escrev o
radical desinência
Modo indicativo
Presente
Eu escrevo
_______________________________
você
ele
ela
o senhor escreve
a senhora
a gente
______________________________
Nós escrevemos
_______________________________Pretérito perfeito
Eu escrevi
_________________________________
você
ele
ela
o senhor escreveu
a senhora
a gente
______________________________
Nós escrevemos
______________________________
vocês
eles
elas escreveram
os senhores
as senhoras
Pretérito Imperfeito
Eu escrevia
_________________________________
você
ele
ela
o senhor escrevia
a senhora
a gente
______________________________
Nós escrevíamos
______________________________
vocês
eles
elas escreviam
os senhores
as senhoras
Preste atenção que os verbos no futuro do presente e no futuro do pretérito ficam inteirinhos no infinitivo. É só acrescentar no final a desinência correspondente.
Futuro do Presente
Eu escreverei
_________________________________
você
ele
ela
o senhor escreverá
a senhora
a gente
______________________________
Nós escreveremos
______________________________
vocês
eles
elas escreverão
os senhores
as senhoras
Futuro do pretérito
Eu escreveria
_________________________________
você
ele
ela
o senhor escreveria
a senhora
a gente
______________________________
Nós escreveríamos
______________________________
vocês
eles
elas escreveriam
os senhores
as senhoras
É fácil? Vamos aos exercícios?
Flexione os verbos corretamente.
Responsável pelo Boletim Verde & Amarelo
Leandro Araujo – direção
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