NΊ. 13 - 21 de fevereiro / 2001
Edição especial dedicada ao carnaval
Num passe de mágica, pessoas simples e anônimas viram reis e rainhas no maior espetáculo da terra! (Jornal do Brasil)
Assim é. Como explicar este fenômeno tão popular e tão brasileiro que embeleza, transforma, diverte e ultrapassa os limites da compreensão?
Não há explicação. Mas convidamos você a desfilar por esta avenida cheia de surpresas e fantasias. Parece longa, mas não vai demorar mais de sessenta minutos de sonho. Afinal, para pisar outra vez nesta passarela vamos ter que espera um ano. Aproveite!
1. Você sabia? Novo!!!!!
2. Humor
3. A palavra do mês
4. Língua portuguesa e literatura brasileira (especial sobre enredo)
5. Música & Cia.
6. Uma novela Verde & Amarela
7. Viajando pelo Brasil (destaque)
8. Notícias
9. Como anda o seu português?
10. Links
Vocabulário (Ao final de cada matéria)
Vocabulário
Jegue: jumento, burro
Pelado: Bras. Fam. Nu, desnudo
Cesta básica: Cesta de consumo suficiente para o atendimento das necessidades mínimas de uma família típica.
Pente: Instrumento com dentes muito próximos, presos a uma barra, e que serve para alisar, desembaraçar, ajeitar ou limpar os cabelos
Gaita: Instrumento de sopro, com vários orifícios, e que se toca fazendo-o correr por entre os lábios, de uma extremidade a outra; gaita-de-boca, harmônica e (lus.)
Baile de carnaval
Um jovem casal compra entradas para o grande baile de carnaval. O marido vai com a sua tradicional fantasia de pirata e a esposa compra uma nova para a ocasião e não mostra ao marido. Momentos antes de se aprontarem, a esposa acaba tendo uma terrível dor de cabeça e fala para seu marido ir ao baile sozinho e aproveitar. Ele fala que não quer ir sozinho, mas ela diz que vai tomar uma aspirina e vai ficar em casa de cama, e que não há motivo para ele perder a festa. Ele pega sua fantasia e sai.
A esposa, após dormir por uma hora, acorda sem dor de cabeça, e como
ainda é cedo, decide ir ao baile. Como seu marido não sabe qual é sua fantasia, ela acha que vai ser uma boa oportunidade de assistir ao seu marido em ação quando ela não está por perto.
Ela chega na festa e logo vê o pirata lá na pista de dança, brincando com uma mulher muito bonita, pegando aqui e beijando ali. Ela logo fica ao seu lado, se insinuando e indicando que está disposta a iniciar algo "mais agitado" com ele.
Ela deixa-o ir até onde ele quer. Finalmente ele sussurra alguma coisa em seu ouvido e ela concorda; eles saem por alguns minutos para um lugar bem escurinho, escondidos de todos.
Logo em seguida ela o deixa e vai embora para casa, sem se revelar, e volta para a cama imaginando qual será a explicação que ele dará sobre seu comportamento na festa. Ela está lendo na cama quando ele chega, e ela pergunta o que ele fez. Ele diz:
-Ah, a mesma coisa de sempre. Você sabe que eu nunca me divirto quando
você não está.
Ela pergunta:
-É? Você dançou muito???
Ele responde:
Vou te contar uma coisa: Eu não dancei uma música. Quando cheguei ao baile de carnaval, encontrei o Zeca e o resto da moçada, então fomos para um salão
e jogamos pôquer a noite inteira. Mas vou te dizer uma coisa... o cara que pegou a minha fantasia emprestada disse que teve uma noite incrível!
Pela professora mineira Virgínia Bezerra
Oi gente, tudo bom? O carnaval está chegando, e como eu não quero ver ninguém boiando* por aí, achei legal colocar vocês em dia com algumas palavras típicas do nosso vocabulário carnavalesco. Vamos lá! *boiar: gíria brasileira que quer dizer não entender, ficar na mesma.
Trio elétrico
O que é: Caminhão provido de aparelhagem de som ou música ao vivo, alto-falantes, e que executa, em geral em alto som e em movimento, sambas*, frevos* , forrós*, etc. Como é: gente, o carnaval - estou falando do carnaval de verdade, aquele que é do povo, de rua - não existe se não há um trio elétrico tocando! Quem nunca foi atrás de um trio elétrico (ir atrás quer dizer seguir o caminhão, dançando e cantando, sozinho, com alguém ou com um grupo de amigos; é como se fosse um enorme palco ambulante) perdeu uma das mais loucas e apaixonantes experiências que a gente pode sentir nessa vida! Para falar a verdade, você tem que ter espírito (e muita energia) para seguir a multidão de doidos foliões* que canta, samba, pula e brinca* por horas a fio*, sem pensar em outra coisa que não seja se divertir! Como surgiu: Tudo começou com um calhambeque, um velho Ford T 1929, equipado com 2 alto-falantes. Seus donos eram Dodô e Osmar. Em 1950, eles saíam pelas ruas de Salvador tocando os frevos de Pernambuco no último volume (hoje a intensidade sonora dos trios elétricos chega a uma média de 108 decibéis, ou seja, pode ser ouvido a 1 km). O pessoal gostou da idéia e saiu dançando atrás. Nascia o primeiro trio elétrico. O sucesso foi tanto que atualmente é um símbolo do carnaval brasileiro. Vários conjuntos musicais e artistas de renome participam dos trios elétricos, como por exemplo Daniela Mercury, Ivete Zangalo, Elba Ramalho e grupos como É o Tcham e Terrasamba, entre outros. No entanto, se você tiver sorte, MUITA SORTE, pode ser que ao sair à rua, dê de cara* com o Caetano Veloso, ou com o Gilberto Gil. Não é maravilhoso? Eles levam para as ruas o rico e o pobre, o velho e o jovem, tudo numa grande reunião sem distinção de credo, nível social ou raça, nesta festa tão popular e tão nossa que é o carnaval. Onde você vai ver: O trio elétrico não é um privilégio dos baianos, não senhor! Nos últimos anos, ele marca presença em todo Brasil, seja em uma avenida famosa como a Avenida Afonso Pena, em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, como à beira-mar, numa estradinha de terra, em Itaoca, litoral do Espírito Santo. Eu já tive a oportunidade (e sobrevivi!) de ir atrás de um deles, na Bahia. Mas, para evitar problemas com o calor, tome muito líquido, coma comidas leves (a feijoada vai ter que ficar para depois) e use o mínimo indispensável de roupas. O calor, principalmente o calor HUMANO, pode chegar a provocar uma sensação térmica de 50°, sem exagerar! Vale aclarar que quando o trio elétrico é de artistas conhecidos, a prefeitura* prepara um esquema de atenção médica de urgência que acompanha o trio no seu percurso*. Para finalizar com chave de ouro, deixo vocês com o nosso querido Caetano Veloso, para ir preparando o esqueleto e sentindo aos poucos, o gostinho de festa...
ATRÁS DO TRIO ELÉTRICO
Caetano Veloso
Atrás do trio elétrico, só não vai quem já morreu
Quem já botou pra rachar
aprendeu, que é do outro lado,
do lado de lá, do lado que é lado, lado, de lá.
O Sol é seu, o som é meu
quero morrer, quero morrer já;
o som é seu, o som é meu,
quero viver, quero viver lá.
Nem quero saber se o diabo
nasceu, foi na Bahi - foi na Bahi-a
O trio elétrico o sol rompeu
no meio di no meio di-a.
Vocabulário
Samba - (substantivo masculino) A palavra é de uma língua africana chamada banto, falada em Angola. Deriva ou do termo "samba" (bater umbigo com umbigo), ou de "sam" (pagar) e de "ba" (receber). Nas antigas rodas de escravos se praticava a umbigada, dança em que dois participantes davam bordoadas* um no baixo-ventre do outro. Brasil- dança cantada, de origem africana, compasso binário e acompanhamento obrigatoriamente sincopado.
Frevo - (substantivo masculino). O nome vem da expressão "eu fervo"(ferver: Movimentar-se, agitar-se continuamente, lembrando um líquido em ebulição; divertir-se). Dança carnavalesca de rua e de salão, essencialmente rítmica, em compasso binário e andamento mais rápido que o da marchinha carioca, e na qual os dançarinos (passistas) executam coreografia individual, improvisada e frenética. Utilizam guizos* no seu vestuário muito colorido e têm como acessório uma sombrinha que faz com que os dançarinos se equilibrem melhor. É típica da Região Nordeste do Brasil.
Forró: (substantivo masculino) Sobre a origem deste nome existem duas versões. Uma delas é que se originaria de "forrobodó" (que significa confusão, bagunça). A outra versão é que durante a segunda Guerra os Estados Unidos instalaram uma base militar em Natal, e que ali havia lugares de baile conhecidos como "for all" (para todos, em inglês). A população, no entanto pronunciava "forrol", que virou "forró". Música originalmente apenas instrumental, e dança aparentada ao baião, porém com andamento mais acelerado; baile popular; arrasta-pé. Espero que tenham gostado!
Folião: Carnavalesco, pessoa que se diverte no carnaval.
Brincar: Divertir-se pelo carnaval, tomando parte nos folguedos carnavalescos
A fio: A eito; seguidamente
Dar de cara: avistar, divisar
Prefeitura: Prédio onde funcionam os órgãos da administração municipal.
Percurso: Espaço percorrido; trajeto
Bordoada: Pancada com bordão; cacetada, paulada
bordão : Pau grosso, de arrimo; cajado, báculo, bastão, vara, vara-pau
guizo: Pequena esfera oca de metal, com pequenas aberturas ou furos, que tem dentro um pedaço de metal ou bolinha(s), e que, ao ser agitada, produz som.
Tchau pessoal, que agora está passando o trio elétrico por aqui e lá vou eu...
Vir, ciberprofe
pela professora catarinense Maristela Müller
O enredo das escolas de samba
Oi gente boa! Hoje quebramos o protocolo e arrebentamos a boca do balão*. O carnaval vem aí! É festa! É folia*!! Por isso, neste número vamos dar uma folga* para a nossa literatura e falar sobre o enredo que dá origem a uma obra popular, criativa e cheia de poesia: o samba enredo das escolas de samba. Na verdade, as escolas de samba são submetidas a um julgamento durante o desfile. São exigidos e analisados vários requisitos - mais conhecidos como quesitos na linguagem carnavalesca. São eles: bateria, samba, harmonia, evolução, enredo, conjunto, alegorias e adereços, fantasias, comissãode frente, mestre-sala e porta-bandeira. Estes quesitos somarão pontos e decidirão qual escola será a campeã do carnaval. É uma grande e verdadeira competição, mas com muito luxo, beleza e diversão. Conheça agora a importância do enredo numa escola e torça* para a sua favorita: O que é ENREDO? ENREDO é o tema central do Carnaval que a Escola de Samba procura mostrar através do seu desfile. É a base de todo o trabalho da Escola, porque é a fonte de inspiração de todos os artistas da Agremiação. A partir dele, os compositores criarão o Samba de Enredo* e o carnavalesco e a sua equipe criarão as Alegorias* e Fantasias*. O próprio roteiro* do desfile, a disposição das Alas*, o posicionamento de Carros Alegóricos, Tripés e Destaques*, são realizados tendo em vista o Enredo, sua argumentação e o seu desenvolvimento. Os ENREDOS devem ser baseados em motivos e fatos reais ou imaginários da história, do folclore ou dos costumes brasileiros. Observada essa mínima exigência, o campo de escolha é muito amplo. No entanto, alguns tipos podem ser citados como os mais comuns: os históricos, que narram fatos da história nacional; os abstratos, que partem de ditos populares ou temas universais; os pessoais, que procuram exaltar grandes nomes da história da cultura nacional; e os satíricos, que procuram explorar acontecimentos momentâneos políticos, econômicos ou sociais. O ENREDO, em si, é apresentado por meio de um prospecto no qual deverá estar contida a exposição do mesmo e os aspectos que a Escola de Samba pretende explorar no seu desenvolvimento. O seu conteúdo pode variar desde a simples apresentação da idéia até uma completa descrição do desfile. JULGAMENTO Não se julga o ENREDO, propriamente dito, isto é, o tema escolhido. Julga-se a materialização do ENREDO. Portanto: a) não existem ENREDOS bons ou ruins, existem apenas enredos bem ou mal explorados; b) não existem ENREDOS batidos, esgotados ou que "cansaram". Inúmeras releituras podem ser feitas sobre um mesmo tema. O que importa é a originalidade com que o tema é desenvolvido. Também deve ser analisado o aproveitamento do ENREDO, levando-se em conta até que ponto ele está implícito ou explícito nas fantasias, alegorias, bem como, se a ordem dos desfiles proporcionou a devida clareza para entendimento do mesmo. Ainda, é importante lembrar que não se está julgando a alegoria, a fantasia, etc, mas a adequação destas ao ENREDO que devem estar em perfeita harmonia.
Parâmetros básicos para o julgamento do quesito* Enredo Os jurados verificam se a ordem das Alas corresponde à seqüência do ENREDO, permitindo uma compreensão adequada do mesmo. Argumentação: Procura-se observar se a idéia central do ENREDO e os aspectos de maior relevância no seu desenvolvimento foram claramente apresentados. Originalidade: analisa-se se o ENREDO foi explorado com originalidade e criatividade. Aproveitamento: observa-se se a proposta do ENREDO foi integralmente aproveitada durante o desfile. Neste caso, cabe também avaliar se o Carnaval apresentado explorou todo o potencial do ENREDO. Adequação: Neste último item, os jurados avaliam se as concepções das Alegorias e Fantasias estão corretamente relacionadas com o ENREDO. Se é possível ver nessas concepções os elementos presentes no ENREDO. Espero que você tenha entendido um pouquinho mais sobre o carnaval das escolas e como é determinada a escola campeã do carnaval. Fique agora com o samba enredo de uma das principais escolas de samba do Brasil para que você possa assistir ao carnaval cantando e sambando...
Mangueira
SAMBA-ENREDO
Enredo "A SEIVA DA VIDA"
Samba de Marcelo D'Aguiã Bizuca Gilson Bernini Clóvis Pê Intérprete Jamelão
NOS MARES DA POESIA, NAVEGUEI
CRUZANDO AS FRONTEIRAS DO TEMPO
EU APORTEI... NAS TERRAS DE CANAÃ
O POVO FENÍCIO ENCONTREI
DO CEDRO, CONSTRUÍAM AS EMBARCAÇÕES
BANHANDO COM SABEDORIA
OUTRAS CIVILIZAÇÕES
E A EXPANSÃO COMERCIAL
GEROU O INTERCÂMBIO CULTURAL
MISTÉRIO! A SEIVA DA VIDA
CHEGA AO PAÍS DO CARNAVAL
É PROMETIDA, ESTA TERRA!
ABENÇOADO NOSSO CHÃO
ONDE A SEMENTE DA PAZ É VERDE E ROSA
E BROTA NO SEU CORAÇÃO
DA ARTE ASSÍRIA, A INSPIRAÇÃO
O REI MANDOU CONSTRUIR
MONUMENTO AO AMOR
E À RAINHA NEGRA OFERTOU
TEM MASCATES, TROCA-TROCA, GRITARIA
A DANÇA DO VENTRE ATÉ HOJE CONTAGIA
VOU PRO SAARA COMPRAR, NO DIA-A-DIA
DESCENDO O MORRO
VOU VENDENDO ALEGRIA
EU SOU A ESSÊNCIA DO SAMBA
A MINHA RAIZ É DE BAMBA
SOU MANGUEIRA
O TRONCO FORTE QUE DÁ FRUTO
A VIDA INTEIRA
Vocabulário
Arrebentar a boca do balão: romper limites, extrapolar
Folia : Folgança ruidosa, pândega, brincadeira, divertimento, festa, folguedo
Folga: Interrupção de uma atividade ou trabalho; descanso, repouso
Torcer: Acompanhar a ação de outrem por simpatia e desejo de que ele se saia bem
Samba de Enredo: Samba composto especialmente para ser cantado durante os desfiles das escolas de samba por ocasião do carnaval
Alegoria: Ficção que representa uma coisa para dar idéia de outra
Carro alegórico: Carro muito enfeitado que em certos dias de festa, particularmente no carnaval, desfila exibindo grandes figuras alegóricas ou simbólicas.
Fantasia: Vestimenta us. no carnaval e em outros festejos e que imita a de palhaços, tipos populares, figuras mitológicas
Roteiro: Indicação metódica e minuciosa da situação e direção de caminhos
Ala: Cada um dos agrupamentos que em qualquer forma de associação tem particulares afinidades; Ex.:A ala das baianas da escola de samba da Portela
Destaque: Figura relevante.
Quesito: Requisito
pela professora paulista Silvana de Sousa
Chiquinha Gonzaga compôs a primeira música de Carnaval no Brasil
" na sua casa recebia todos com o maior carinho, sempre risonha e satisfeita.
Quando pedia-se para tocar um choro*, não se fazia de rogada, abria o piano e com seus dedos hábeis e admirados principiava com um choro composto por ela "
(PINTO, Alexandre Gonçalves O Choro. Rio de Janeiro:Funarte, 1978 MPB Reedições v.1)
O Carnaval ganhou no Brasil uma cara própria, original, apresentando uma enorme riqueza musical com ritmos que variam de região para região.
E quando se fala de Carnaval brasileiro, não se pode deixar de falar na grande compositora Chiquinha Gonzaga. Uma mulher que esteve à frente de seu tempo, produzindo músicas com ritmos brasileiros numa época em que se valorizava tudo que vinha da Europa.
A Rede Globo produziu recentemente um seriado que mostrou de maneira bastante autêntica a vida dessa grande brasileira, que no final do século passado enfrentou uma série de preconceitos, deixando fluir sua criatividade musical e vivendo intensamente suas paixões.
Francisca Edwiges nasceu no Rio de Janeiro em 17 de outubro de 1847, filha de Rosa Maria de Lima, uma mulher mestiça e pobre que passou um momento muito difícil, pois não sabia se o pai de Chiquinha, oriundo de uma família rica, iria assumir a paternidade. José Basileu, militar, enfrentou a família que era contra a sua união com Rosa e registrou a menina.
Chiquinha foi criada para ser uma dama. Aprendeu a ler, a escrever, fazer contas e, principalmente, tocar piano. Sua grande paixão passou então, a ser a música. Cresceu sempre escutando polcas*, maxixes*, valsas* e modinhas*, indo na contra-mão da tendência da época. Gostava de participar de festas domésticas e terminou compondo sua primeira canção em 1858.
Vivendo numa sociedade patriarcal, em 1863 Chiquinha atendeu às ordens de seu pai e casou-se aos 16 anos com um jovem de 24 anos, Jacinto Ribeiro do Amaral, de família muito rica e distinta.
Porém, Chiquinha Gonzaga se rebelou. Seu casamento estava em crise e ela resolveu separar-se, o que lhe custou muito caro, já que corria o século XIX e uma mulher separada era discriminada. A começar por seu pai que a expulsou de casa e a partir daí, renegou a sua paternidade.
Com um filho nos braços, ela foi acolhida por pessoas do meio artístico carioca. Aquele seria o momento ideal para ir atrás do sonho de ser uma compositora. A aproximação com os músicos foi fundamental para a sua futura formação.
Foi convidada pelo famoso músico Calado Jr para ser a pianista do conjunto Choro Carioca, tocando em bailes e teatros. Frequentando festas e reuniões de chorões, Chiquinha termina compondo uma polca intitulada Atraente, em 1877, que foi lançada na véspera de Carnaval e fez muito sucesso.
Chiquinha escreveu um libreto para o Teatro de revista e tentou musicá-lo. Era uma peça de costumes, Festa de São João, que manteve inédita. Apenas em 1855 conseguiu estrear como maestrina com a opereta em um ato A corte na Roça, fazendo parceria com Palhares Ribeiro.
Passou a participar de vários espetáculos como compositora e regente: A Filha de Guedes (1855); O Bilontra e a Mulher-Homem (1886); O maxixe na Cidade Nova (1866); O Zé Caipora (1877). Assim seu nome ficou conhecido no meio teatral carioca.
Ao mudar-se para o bairro do Andaraí por volta de 1899, Chiquinha teve contato com os cordões carnavalescos que faziam muito sucesso naquela época. Um dia, ao ouvir passar o cordão Rosa de Ouro, a compositora sentou-se ao piano e compôs uma marcha em homenagem ao grupo: Ô abre alas. Assim surgiu a primeira música de Carnaval no Brasil. Antes só existiam estribilhos populares sem uma melodia elaborada.
Através da peça de teatro Não Venhas Chiquinha divulgou a nova marcha, que teve uma grande aceitação por parte do público. A marcha tornou-se um grande sucesso e até hoje é tocada nos bailes e cantada pelos brasileiros.
Ô abre alas (1889)
Ô abre alas
Que eu quero passar
Ô abre alas
Que eu quero passar
Eu sou da Lira
Não posso negar
Eu sou da Lira
Não posso negar
Ô abre alas
Que eu quero passar
Ô abre alas
Que eu quero passar
Rosa de ouro
É que vai ganhar
Rosa de ouro
É que vai ganhar
"Eu sou da Lira" Significa pertencer à boemia, à farra, à cantoria. A cadência dessa música teria sido inspirada na cadência que os negros davam ao desfile de Carnaval. Foi gravada originalmente em 1971 por Linda e Dircinha Batista e lançada em LP. Até então, a música era apenas conhecida por trechos e enxertos* em outros discos. Eis algumas gravações conhecidas: Eduardo Neves, Mário Pinheiro e Nozinho (Enxerto, 1905), Banda da Casa Edison sob Santos Bocot (dobrado, 1911), Marlene, Blecaute e Nuno Roland (1968), Banda do Canecão (1973), Samba Livre (1979), Beth Carvalho (1984), Marília Pêra (1990), Banda da Rua (1995), Banda Gol (1998), e outras.
Chiquinha Gonzaga teve um papel importantíssimo na música brasileira, ao levar para o teatro, espaço antes apenas utilizado para composições clássicas, músicas populares e genuinamente brasileiras.
" Ô abre alas que eu quero passar "
Vocabulário
Choro: Música de caráter sentimental executada por tais conjuntos, vizinha da polca e da valsa, tendo porém marcação rítmica de maxixe, e que se desenvolve em modulações e improvisações // Conjunto de instrumentistas de categoria, essencialmente carioca, surgido em fins do séc. XIX com flauta, violão e cavaquinho (e, mais tarde, acrescido de clarinete, oficleide, bandolim, pistão, trombone), e que tocava em serenatas, bailes familiares e festas populares.
Polca: Dança da Boêmia [ v. boêmio (1) ] , em compasso binário e andamento alegro, muito em voga nos meados do séc. XIX.
Maxixe: Dança urbana, geralmente instrumental, de par unido, originária da cidade do Rio de Janeiro, onde apareceu entre 1870 e 1880, como resultado da fusão da habanera e da polca com uma adaptação do ritmo sincopado africano. Era em compasso binário simples, andamento rápido, e caracterizavam-na requebros de quadris, voltas, quedas e movimentos de rosca (parafusos), acompanhados de passos convencionados ou improvisados pelos dançarinos. Foi substituída pelo samba, na segunda década do séc. XX
Valsa: Dança de par, de salão, em compasso de 3 por 4, com acentuação no primeiro tempo e movimento variado (lento, alegreto, alegro).
Modinha: Da segunda metade do séc. XVIII até c. 1850, gênero de romança de salão, em vernáculo, e inspirada, quanto à forma, na ária de ópera italiana.
Enxertar: introduzir
Pelo professor carioca Igor Ravasco
Maurício foi levado para a cadeia, sem entender o que estava acontecendo. Jamais consumira drogas, nunca pensara em ganhar a vida como traficante, e agora estava preso como se fosse um. Telefonou para Lalá, pedindo socorro, pedindo que ela lhe conseguisse um advogado. Enquanto isso, Silvina continuava com seus telefonemas misteriosos... ela estava transtornada depois do tapa que dera em Dudu, aquilo não podia ter acontecido. Precisava desabafar, conversar com alguém, falar a verdade. Decidiu, então escrever para Franco. Escreveu um longo email para Franco, pedindo a ele que viesse do Brasil, que se encontrasse com ela. Ela precisava muito falar com alguém e sabia que essa pessoa era ele. Ela lhe escreveu que estava disposta a contar toda a verdade de sua vida. No mesmo momento em que Silvina digitava o email para Franco, Nuzzia encontrava a tia de Zé, que estava num asilo há anos. As duas conversaram por mais ou menos quarenta minutos e Nuzzia não parava de ficar assombrada com o passado do marido. Naquele momento ela entendeu o porquê das ameaças que ele estava recebendo, e temeu por sua vida. Enquanto Nuzzia conversava com a anciã, Gigi tentava falar com Zé, mas ele não atendia o telefone, e Gigi começou a ficar preocupada. De noite, Dudu chegou do trabalho e foi abrir seus email. Depois abriu os email de seu pseudônimo, Franco Carovas, personagem inventado para ganhar a confiança de Silvina. Havia um email de Silvina. Dudu ainda estava triste com o tapa que havia levado dela, mas resolveu abrir o email, afinal Silvina não sabia que ele e Franco eram a mesma pessoa. O email era um convite de Silvina para se encontrarem. Dudu por alguns instantes duvidou sobre o que fazer com aquela situação, mas decidiu ir ao encontro dela e acabar de vez com aquela farsa. Ligou para Ivan e disse que talvez fosse precisar de ajuda. Ivan disse que estava indo para o Maluco Beleza, pois era carnaval e ia haver uma festa lá. Dudu tinha se esquecido da festa de carnaval do Maluco, mas disse que se encontrariam lá. Quando Nuzzia chegou em casa, havia um bilhete do Zé, dizendo que iria para a festa de carnaval do Maluco Beleza. Nuzzia telefonou para Gigi, e disse para se encontrarem na entrada do bar brasileiro. Gigi quis se fazer de desentendida, mas Nuzzia disse que ela não precisava esconder mais nada, pois ela conhecia cada vírgula do passado sórdido dela e do marido. No Brasil, Maurício continuava preso. Lalá fora para lá, e estava tentando junto ao advogado Gustavo Chagas, a liberação do amigo, mas estava quase tudo parado, inclusive a justiça, por causa do carnaval. Na Argentina, Dudu telefonou para Nuzzia e disse que toda a turma se encontraria para o carnaval do Maluco Beleza. Ela disse que também ia e que se encontrariam no Maluco, para onde o Zé havia ido. O carnaval no Maluco Beleza estava muito animado. Por alguns instantes, todos se esqueceram de seus problemas e dançaram ao som de Tê-Tê, Tê-Tê-Rê-Tê (que muitos insistiam em cantar Pê-Pê...), e lamentaram o fato do carnaval não ser mais feriado na Argentina. Dudu, Ivan, Nuzzia e Gigi dançaram horas, e quase se esqueceram de que Silvina e Zé não haviam aparecido. Seria melhor se não tivessem esquecido. (Não perca o último capítulo desta novela verde e amarela)
Pela colaboradora "meio-brasileira, meio-argentina" Evélia Elizabeth Silva
Uma viagem ao "maior espetáculo da terra"
Uma vez perguntaram para Leonardo Boff* se existe algo ou alguém que sintetize o Brasil. Ele não duvidou nem um segundo e afirmou: "O carnaval; onde se vive o sonho de um mundo plural, reconciliado e feliz". Para Boff, o melhor exemplo made in Brazil é a organização extremamente meticulosa e criativa desta festa e a inventividade da música popular brasileira. Sem sombra de dúvidas, a escola de samba é a Mitsubishi do Brasil, e os ritmos da MPB influenciam a música mundial. Mas como assim? No Brasil tudo se comemora de um mesmo jeito? É tão fácil explicar, contar, descrever toda a grandeza de ser deste povo?
"O carnaval é o maior espetáculo da terra -disse Joãozinho Trinta*- e o Brasil é uma escola de samba", e por isso um país cujas características culturais são mais diversificadas, variadas e ricas. Para ele, muitos outros países já se sedimentaram, às vezes, com uma cultura que tem milênios de existência, enquanto no Brasil, a escola de samba está surgindo ainda e pedindo passagem. É só chegar ao Brasil e, apesar de todo mundo falar a mesma língua, é possível ver que neste pais de 170 milhões de habitantes ninguém se parece com ninguém.
A festa voltou, deixe a formalidade em casa, vista-se de sonho, fantasie-se e saia para as ruas, elas pertencem a você, folião. A maior festa popular do mundo é a alma do povo brasileiro. Brincar é o verbo. Você topa viajar e ver como isso acontece em algumas cidades?
Da Senzala ao morro, o samba desce à avenida
Rio... Cidade vitrine, capital da imagem brasileira, do papo de botequim, das rodas de samba, da praia tesuda, aplaudir o entardecer, ver gente bonita, sorrir. Rio que te quero riso, riso que te quero eterno, generalizado, plural. (Alex Xavier)
Como até a múmia de Ramsés II sabe, é o maior espetáculo da Terra. Mas o que fazer nesse meio-tempo? Ou entre um dia de desfile e outro? Quer um conselho bem simples? Olhe em volta! Em diversos bares nas esquinas da cidade você poderá encontrar um grupo de sambistas cantando o samba de enredo mais em voga (ou "batendo lata", conforme o caso), ou então um bloco todo fantasiado desfilando em alguma rua, quem sabe... até uma grande banda fazendo aquilo que -dizem os puristas e intelectuais- é o verdadeiro Carnaval: o Carnaval de Rua. A grande folia corre livre e solta: as bandas, blocos e cordões que acontecem no Carnaval se somam nesta folia onde as fantasias não são obrigatórias, mas muito bem-vindas, onde a paquera* e a azaração* convivem em paz com uma animação bem "família", no melhor estilo carioca de ser. Aproveite!.
Confira antes pelos jornais do dia e... divirta-se! Pode-se ir aos ensaios das escolas de samba. A "velha guarda"*, por exemplo, gosta muito mais de ir aos ensaios do que ao Sambódromo. A organização geralmente é "dez". Algumas escolas estão bastante próximas de você; como dizem os cariocas, basta atravessar o túnel e estamos a um ou dois passos da Tijuca e seu Salgueiro, de Vila Isabel e sua Unidos de Vila Isabel, do morro da Mangueira e sua Estação Primeira... Não perca!!!
Na Barra da Tijuca: Um sábado antes do Sábado de Carnaval é o desfile da Banda da Barra. A partir das 10:00h, sambam até Praça do Ó. A camiseta não é obrigatória; em alguns carnavais, ela é doada aos participantes; em outros, vendida - tanto na concentração como na tenda da banda. É a única representante oficial do bairro no calendário da cidade, e organizadíssima -tem até CD!- Promete um desfile pra lá de animado, com direito a carro-pipa* para aliviar o calor, carro de som e caminhão "enfeitado*" pelos monarcas da banda e sua corte, além de muita gente famosa. Ótima oportunidade para se divertir e ainda conhecer, em seu longo trajeto, a dourada juventude da Barra da Tijuca e seus ilustres "emergentes"*. Em Copacabana: Não dá para perder. Pode-se chegar a Copacabana de metrô, a estação Cardeal Arcoverde que, por si só, vale uma visita. É linda, toda escavada na pedra, conjugando o antigo e o moderno em perfeita sintonia. A Banda Sá Ferreira desfila sábado e domingo de Carnaval a partir das 15:00h, na Av. Atlântica, fazendo um trajeto variado, pelas principais ruas dos bairros Arpoador e Ipanema. É uma das mais tradicionais do bairro. Já o Bloco do bip-bip, desfila sábado e terça-feira de Carnaval. Chama-se assim porque se concentram no Bar Bip-Bip, famoso (e exíguo) reduto da boemia e do samba carioca, na Rua Almirante Gonçalves, 50-loja D. A camiseta vermelha e branca não é obrigatória, mas não deixa de ser uma bela lembrança do carnaval carioca, pois sempre é feita por um chargista* de renome, como Jaguar, Chico Caruso, Lan, entre outros. Custa R$ 10,00, e está à venda no próprio bar. O trajeto? Olhe, só sai do bar após os foliões estarem devidamente "calibrados*", entra na Rua Souza Lima e vai até a Av. Atlântica, fazendo o retorno depois pela Av. N. S. de Copacabana. Imperdível, é um dos mais recentes -e badalados* por quem entende de Carnaval- blocos de Copacabana. Sua banda é geralmente composta por músicos conhecidos e alguns até famosos que tocam marchinhas e músicas de antigos carnavais. Uma delícia! Em Ipanema: Dois sábados antes do Sábado de Carnaval, desfila a Banda de Ipanema. Se banda tem mãe, a de Ipanema é a mãe de todas as bandas do Rio; além de ter sido a primeira banda organizada, é hoje a maior - cerca de 10.000 foliões - e, talvez, a mais animada, sempre repleta de fantasias criativas e engraçadas. Vale tudo, literalmente! Curiosamente, a Banda de Ipanema "nasceu", em 1965, aproveitando a folia para protestar contra a ditadura militar, à época instalada no poder. Atualmente, é a Banda de Ipanema que decreta -extra-oficialmente- o início do "estado de Carnaval" na cidade. É um programa imperdível para quem veio ao Rio curtir o Carnaval.
A Banda de Carmem Miranda desfila no domingo anterior ao Domingo de Carnaval. Seguramente um dos momentos mais criativos do Carnaval do Rio de Janeiro. A Banda da Carmem Miranda -uma espécie de reunião internacional dos gays- é imperdível. Não há como não se divertir com as fantasias criativas e as brincadeiras das "caricatas". Assim, muitas das fantasias procuram recriar o estilo da "Pequena Notável", como Carmem era conhecida. A partir de determinado momento, ditado pelo impulso da multidão (ou seja, varia de ano para ano), a banda sai desfilando pelas ruas de Ipanema. A confusão é generalizada e o clima fica mais e mais liberal à medida que as horas passam. A camisinha é um acessório indispensável caso você tenha segundas intenções...Mais uma vez, vale o conselho: não deixe de ir! (Texto extraído, quase ipsis literis, do Guia do Carnaval no Rio de Janeiro, de Felipe Ferreira, ed. Altos da Glória, 1998.)
"Simpatia é Quase Amor" desfila no sábado anterior ao Carnaval e no Domingo de Carnaval a partir das 15:00h, na Praça General Osório. Pode conseguir sua camiseta por R$ 10,00, nas cores amarela e lilás, na hora do desfile ou no Bar Paz e Amor, na Rua Garcia D'Ávila, 173 (esq. com Rua Nascimento e Silva). Seus quase 10.000 foliões vestem a camiseta -fica bonito de se ver- e acompanham a evolução do bloco pelas ruas de Ipanema em um clima bastante familiar e organizado. Ou seja, pode levar as crianças, sem sustos. O grito de abertura do desfile sempre é: "Alô burguesia de Ipanema!" E refletindo o clima familiar, a madrinha do bloco é uma famosa senhora, Dona Zica da Mangueira, viúva do mais-que-famoso compositor Cartola, um dos mitos do samba carioca. No Jardim Botânico: "Suvaco de Cristo" desfila no domingo anterior ao domingo de Carnaval, concentrando-se a partir das 17:00h, no Bar Jóia (Rua Jardim Botânico, 594 - esq. com Rua Faro). A camiseta é obrigatória e está à venda a partir de janeiro do ano em questão, no Bar Jóia ou na hora do desfile. É hoje em dia um dos blocos mais concorridos e famosos da Zona Sul. Tanto, que alguns já o consideram como banda. Seu nome, original e gaiato*, vem da localização de sua quadra de ensaios, no sopé do morro do Corcovado, bem embaixo do braço direito do Cristo Redentor. A bateria é das maiores (cerca de 100 músicos) e garante o ritmo, sem "deixar cair" um momento sequer. São mais de 5.000 foliões! No centro: domingo, segunda e terça-feira de Carnaval desfila o Bloco Cacique de Ramos a partir das 18:00h, na esquina das avenidas Presidente Vargas com Rio Branco. É um dos mais tradicionais, inclusive na fantasia: todos os seus componentes desfilam sempre fantasiados de índio. Quando desfila com força total, parece mais uma ala de escola de samba. Sábado de carnaval desfila o Cordão de Bola Preta. Não tem, mas fantasias são muito bem-vindas, desde que sejam qualquer coisa em branco com bolas pretas (por que será?). Uma "instituição do Carnaval carioca". É a mais antiga das agremiações carnavalescas em atividade; digamos, o único remanescente dos inúmeros cordões que outrora desfilavam, sempre com espírito irônico e zombeteiro, pelas ruas da cidade. É muito comum os homens saírem travestidos de mulher, mas "tudo muito macho", por favor não vá se enganar e achar que está na Banda da Carmem Miranda... "Quem não chora não mama", motivando os foliões a pararem em quase todos os bares do trajeto, chorando para "mamar" -de preferência- um bom chopinho. Por isso mesmo, não tem hora para acabar, vai "até o último homem cair". O que, às vezes, demora um bocado...
ENSAIOS DAS ESCOLAS DE SAMBA No centro da cidade a tão conhecida Mangueira desfila, a partir de julho (sim, julho!), todos os domingos. É mesmo! (onde escutei isso de "no Brasil, todo o ano é carnaval"?) A partir das 14:00h, feijoada com pagode*. Logicamente, o ensaio vem depois. Já desde do 1Ί sábado de agosto os ensaios são todos os sábados, e a feijoada começa às 20 horas, assim, o pagode acaba só no dia seguinte...
Em geral, todas as escolas ensaiam todos os sábados a partir do mês de agosto ou setembro. É só conferir no jornal e se dispor para provar o gostinho do carnaval mesmo meio ano antes da sua chegada. As principais são Unidos da Tijuca, A Salgueiro, a Vila Isabel, A Imperatriz Leopoldinense, os Caprichosos, A União da Ilha na Ilha do Governador, A queridíssima Portela, nas quartas e sextas-feiras, A Tradição, a Grande Rio, A Beija-Flor, a Mocidade, a Viradouro... cansou? E só falei algumas! Nem dá tempo pra dormir, né? E muito menos se você assistir aos desfiles delas nos 650 metros do Sambódromo, perdido entre uma das 88.500 pessoas, no que é o mais grandioso espetáculo do Brasil. Não foi à toa que Chico Buarque disse "este nosso Rio, o modelo de carnaval para o mundo..."
Leonardo Boff - Teólogo e professor de teologia.
Joãozinho Trinta - Artista plástico, coreógrafo e carnavalesco reconhecido como o grande inovador dos desfiles das escolas de samba.
A Bahia... estação primeira do Brasil
-Você já foi à Bahia, nega?
-Não.
-então vá!
-Quem foi ao Bonfim, minha nega, nunca mais quer voltar
(...)
Tudo, tudo na Bahia faz a gente querer bem.
A Bahia tem um jeito que nenhuma terra tem
Dorival Caymmi
Se você está querendo experimentar um dos maiores eventos de rua do planeta, e pensou na Bahia, fez a escolha correta. Como é o carnaval de Salvador? Nossa! São mais de 19 Km de ruas bloqueadas durante os 6 dias de carnaval, para a passagem dos blocos* e das milhares de pessoas que vão atrás dos trios. No carnaval de 2001, 161 entidades vão desfilar, sendo blocos de trio, alternativos, blocos afro*, afoxés*, blocos de travestidos, infantis, de índio, de percussão... Há dois circuitos principais: o Circuito Dodô e o Circuito Osmar. No primeiro, os blocos concentram-se no Farol da Barra, onde se dá o início do desfile e percorrem a orla marítima de Salvador até o bairro de Ondina. Este percurso tem cerca de 4 Km de extensão. O percurso é todo à beira-mar, tornando o desfile agradável e tranqüilo. O Circuito Osmar ou Avenida é o trajeto mais antigo, conhecido também como circuito tradicional. A concentração é no Corredor da Vitória. O trio percorre toda a Avenida Sete, centro de Salvador e termina no Hotel da Bahia. Durante o percurso, de cerca de 6 Km, é possível ver diversos pontos históricos de Salvador. É realmente imperdível. O Carnaval é o maior evento da Bahia, onde o visitante tem muitas opções para conhecer a diversidade cultural do povo Brasileiro. No trajeto dos circuitos, cada bloco reflete uma porção do Brasil. Os Blocos Afro, por exemplo, são o resultado do processo de conscientização dos descendentes das etnias africanas. Constituídos na sua maioria por descendentes de negros, se apresentam com indumentárias, danças e ritmos inspirados nas culturas de seus ancestrais. Uma variante deles São os blocos Afoxés, consideradas as mais antigas entidades a participarem do desfile carnavalesco. A origem e a postura dos afoxés estão diretamente ligadas aos preceitos do candomblé, inclusive na utilização dos instrumentos musicais - atabaques, agogôs, xequerês etc. Seus componentes usam trajes de inspiração africana e apresentam-se cantando e dançando no ritmo "ijexá", sendo que as letras das músicas, geralmente em dialetos africanos, saúdam e louvam os orixá*s.
Assim, também existem Blocos de percussão, que são grupos carnavalescos que desfilam ao som de instrumentos de percussão e que remontam à década de 30, quando surgiram as primeiras batucadas e escolas de samba. Experimente, vai ecoar no seu peito. Algumas entidades, além da percussão, também se apresentam com instrumentos de sopro, constituindo uma segunda categoria denominada de blocos de percussão e sopro. Os Blocos Alternativos foram criados com a ampliação dos circuitos oficias do Carnaval e por oferecerem novos dias e horários para desfiles de entidades. Com associados bastante jovens, os alternativos desfilam no Carnaval de Salvador desde 1994. Aliás, existe uma categoria criada para absorver uma faixa etária que também gosta da festa e que não combina com o folião pipoca*: os Blocos Infantis. Estes blocos exigem o acompanhamento dos pais ou responsáveis em todo o percurso e desfilam geralmente pela manhã. São lindos!
E para o visitante brincalhão, nada melhor do que se somar a um dos Blocos de travestidos. Formado por homens travestidos que brincam "atacando" os homens pelas ruas. Normalmente escolhem um tema para suas fantasias (fada*, babá*, etc). Alguns são acompanhados por Trios e outros por Percussão. Não deu vontade de correr pelo seu abadá? O abadá é a fantasia que possibilita a identificação dos associados do bloco. Na verdade, cada associado tem direito a um Kit Fantasia, composto pelo abadá (camisa larga estampada e com o símbolo de segurança do bloco), short e adereços diversos. Mas fique de olho, pois tudo é caprichosamente organizado: cada associado recebe um abadá para cada dia, sendo este diferenciado pela estampa ou cor e tendo o dia de uso especificado. Aliás, como o abadá é o que dá acesso ao bloco, ele é rigorosamente inspecionado pela equipe de segurança, para evitar a entrada de não-sócios. Deve-se ter cuidado ao cortá-lo para fazer outro modelo. Deve ser mantido o símbolo de segurança do bloco (a marca destacada), conforme é informado na entrega de fantasia e em folhetos constantes no kit. As pessoas que estiverem sem o símbolo de segurança ou adulterado não poderão permanecer no bloco. Nossa!
Não deixe de visitar o Bairro do Pelourinho. A festa é comandada pelo projeto Pelourinho Dia & Noite, da Secretaria de Estado da Cultura e Turismo, e é aberta na noite de sexta-feira (19 horas). A programação inclui bandinhas, bailes de máscaras, fantasias, etc. É o Carnaval à moda antiga e reúne pessoas de todas as idades. O terceiro circuito da festa é o Batatinha, que ocupa parte do Centro Histórico da cidade e inclui a participação de blocos de pequeno e médio portes. Nele, acontecem os concursos de entidades carnavalescas em diversas categorias, concurso gay de fantasias, entre outras. É para cair na folia mesmo. Uma outra opção é o Espaço Infantil, inteiramente gratuito e voltado às crianças, montado no Passeio Público. Mas estando na Bahia todas as esquinas estão vestidas de carnaval. Muitos bairros da cidade -Liberdade, Periperi, Cajazeiras e Itapuã, por exemplo- também contam com programação de shows de sábado a terça-feira. Além disso, o Palco do Rock, montado na praia de Piatã, oferece programação completamente diferenciada durante a folia, também entre sábado e terça-feira. Já no sul da Bahia, em Porto Seguro, o negócio é o axé. Você gosta do Axé? Ótimo. Lá tem o dia inteiro. Nas grandes barracas montadas à beira-mar, e na Passarela do Álcool, a rua do agito no centro, o ritmo baiano comanda a animação dos cerca de 120 mil foliões. Além disso, professores de dança ensinam e inventam coreografias para as músicas baianas e também dão aulas de "lamba-aeróbica", debaixo de muito sol. É bom para malhar* enquanto curte o carnaval. Bandas como Araketu, Ásia de Águia, É o Tchan e Cheiro de Amor marcam presença na cidade, durante o Carnaval, praticamente todos os anos. A programação dos blocos para o "Pós-Carnaval 2001" terá a apresentação do Bloco Axé Moi, Banda Eva, Jammil e Uma Noites, o Bloco Coco Maluco, Araketu, e também a galera vai curtir o Bloco É Tchan - É Tchan. Na pequena cidade de Arraial dAjuda, vilarejo a quatro quilômetros de Porto Seguro, a bagunça é menor, mas muito boa. As duas cidades estão entre as mais baratas do Brasil para se passar o Carnaval, e geralmente, há muitas vagas e excursões para esses lugares. Vocabulário Bloco Os blocos de carnaval são compostos por um trio elétrico e um carro de apoio e têm seu espaço delimitado por uma grande corda. Cada bloco tem cerca de 3000 associados/integrantes, que são identificados pelo uso do abadá, e contam com um esquema de segurança, envolvendo mais de 1000 homens. Os artistas cantam e animam o bloco o tempo inteiro e a multidão pula, dança, paquera e se diverte. Trio elétrico O trio elétrico como já explicou a Virgínia, vocês lembram? - é um grande caminhão equipado com modernos sistemas de som, além de instrumentos utilizados pela banda e um palco na parte superior, onde ficam o artista e a banda. A velocidade média do trio é de 2 Km/h, e ele ainda faz muitas paradas. Desta forma, completa o percurso de 6 Km, no circuito da avenida, em 7 ou 8 horas. Folião Pipoca Os foliões pipoca são pessoas que participam do carnaval do lado de fora das cordas dos blocos. Eles podem acompanhar os blocos e suas atrações musicais sem pagar, misturando-se aos ambulantes, que vendem desde cerveja até queijo coalho na brasa. Deve-se tomar cuidado, pois a quantidade de pessoas aglomeradas é muito grande!
Cores, alegria sem fim, simpatia e cortesia
Vou que vou, que nem maluco
Quero muito, quero mais
Recife, Olinda, Pernambuco
Dos eternos carnavais
Moraes Moreira
Curta* o carnaval. Pegue as suas roupas mais leves e os seus sapatos mais confortáveis e participe da folia no meio da multidão, que quando tudo acabar, vai se sentir renovado como se estivesse vivendo num novo milênio...
Vocabulário
Paquera: Tentar aproximação com alguém, buscando namoro ou aventura amorosa; azarar.
Azaração: o mesmo que paquera
Velha-guarda: Os de mais idade, ou mais velhos, de determinado grupo de pessoas.
Enfeitado: Ornado de enfeites; adornado
Carro-pipa: Caminhão equipado com reservatório fechado para transporte de água.
Emergente:Que emerge, - refere-se geralmente à ascenso de indivíduo de uma classe social à outra.
Chargista: Pessoa que faz charges (representação pictórica, de caráter burlesco e caricatural, em que se satiriza um fato específico, em geral de caráter político e que é do conhecimento público).
Estar calibrado: ter consumido bebida alcoólica em excesso.
Badalado: Muito falado; comentadíssimo.
Camisinha: preservativo
Gaiato: Engraçado, cômico, malicioso
Pagode: Reunião em que se toca, canta e dança pagode e outros ritmos populares, principalmente samba, com acompanhamento de percussão, cavaquinho, violão, etc.
Afoxé: Cortejo de natureza semi-religiosa e que, no carnaval, desfila cantando e dançando, mas sem se mesclar com as outras manifestações carnavalescas.
Afro: africano, afro-brasileiro.
Orixá: Entre os iorubas e nos ritos religiosos afro-brasileiros, como o candomblé, a umbanda, etc., personificação ou deificação das forças da natureza ou ancestral divinizado que, em vida, obteve controle sobre essas forças; guia, encantado.
Fada: Entidade fantástica, representada por mulher, bela, dotada de poderes sobrenaturais.
Babá: ama-seca, ama-de-leite, aquela que cuida de crianças.
Maracatu: Cortejo carnavalesco que baila ao som de instrumentos de percussão, acompanhando uma mulher que conduz uma bonequinha ricamente enfeitada, a calunga, na extremidade de um bastão.
Curtir: Gozar, desfrutar, deleitar-se.
Quando ainda faltavam mais de 40 dias para o início do Carnaval, grande parte dos hotéis de Salvador já confirmavam ocupação completa dos apartamentos para o período de 22 a 28 de fevereiro. Os empreendimentos situados próximos ao circuito da folia (centro da cidade) e os grandes hotéis localizados ao longo da orla marítima registraram maior demanda. A expectativa da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH-BA) é de que o segmento alcance, em Salvador, uma ocupação de 100% dos leitos durante os festejos. O preço dos hotéis com localização privilegiada, dentro do circuito por onde desfilam os blocos e trios elétricos, variam. Pacotes no local foram comercializados pelo preço de R$ 3,6 mil em apartamento standard, simples ou duplo, enquanto o triplo custou R$ 4,8 mil, em um dos hotéis. Os valores incluem cinco diárias, café da manhã e acesso à festa interna promovida pelo hotel. Outro hotel estava cobrando os pacotes para o Carnaval, incluindo seis noites de hospedagem com café da manhã, ao custo de R$ 2,9 mil para o apartamento standard e R$ 3,7 mil para o luxo, ambos para solteiro ou duas pessoas. O hotel vai disponibilizar um espaço de onde os hóspedes poderão assistir à festa e ter acesso a bares próprios.
Blocos de rua esquentam o Rio uma semana antes do Carnaval
RIO DE JANEIRO (Reuters) - Mais de uma semana antes de milhares de turistas arrumarem as suas malas para curtir o Carnaval no Rio de Janeiro, a cidade maravilhosa já começa a entrar no ritmo com os blocos de rua.
Eles estão balançando os quadris* nos últimos ensaios dos blocos que atraem milhares de fãs com o seu samba e a sua tradição de décadas de carnaval de rua.
Esses blocos andam meio esquecidos com o crescimento da popularidade dos desfiles das escolas de samba, transmitidos pela TV.
"O Carnaval verdadeiro está nas ruas, e é isso que atraiu todas essas pessoas", disse Vânia Mezzonato, de 42 anos, uma das organizadoras do bloco "Imprensa Que Eu Gamo", que foi criado por um grupo de jornalistas cariocas em 1996.
Será dada a largada oficial do Carnaval no Rio oficialmente em 23 de fevereiro, mas os blocos de rua, como em todos os anos, já estão esquentando as baterias antes da entrada em cena dos grandes desfiles das escolas de samba no Sambódromo.
Há atualmente cerca de 15 blocos no Rio, incluindo o Monobloco, que fez a sua estréia este ano com uma mistura de samba e funk; o irreverente bloco Carmen Miranda, de travestis vestidos nos modelitos do símbolo dos anos 40, e um dos mais populares, o Simpatia É Quase Amor é famoso entre a elite carioca que invade a orla em Ipanema para dar uma sambada.
Operação Carnaval em Pernambuco custará R$ 1,8 milhão
RECIFE - O secretário de Defesa Civil Social de Pernambuco, Iran Pereira, informou hoje como será a operação Carnaval 2001 no estado.
Segundo ele, um helicóptero e 200 novas viaturas monitoradas por satélite darão suporte ao esquema de segurança durante os dias de festa, na capital pernambucana e no interior do estado.
Cerca de 20 mil homens das polícias Civil e Militar e do Corpo de Bombeiros estarão nas ruas. A operação vai custar R$ 1,8 milhão.
Bloco Gigantes da Lira une circo e carnaval
Sábado, 17/02, aconteceu a concentração do bloco pré-carnavalesco mirim do Grêmio Recreativo Gigantes da Lira, também conhecido como Palhaço Giramundo, criado em 1999. O bloco antecipou o carnaval, sendo um ótimo programa para toda a família cair na folia. A farra, organizada pela atriz Yeda Dantas, inspirou-se em espetáculos circenses para dar um caráter infantil e lúdico ao bloco, fazendo a criançada se divertir para valer com a presença de palhaços, equilibristas em pernas de pau, malabaristas e saltadores.
Um pequena orquestra, totalmente acústica, tocava marchinhas tradicionais como Mamãe, Eu Quero; Ôabre Alas; Jardineira e Cabeleira do Zezé.
Lançada campanha de prevenção à aids no carnaval
Já está lançada a campanha de prevenção à aids para o carnaval. Estrelada por um anjinho e um diabinho, consitirá em filmes veiculados pela televisão, cartazes e leques com mensagens bem humoradas, além da distribuição de 22 milhões de preservativos. A aids, estigmatizada nos anos 80 como doença de homossexuais, hoje cresce, principalmente entre mulheres casadas e, sobretudo, nos países pobres.
Gisele Bundchen pula Carnaval pela 1a. vez na vida no Rio
SÃO PAULO (Reuters) - A top model internacional Gisele Bundchen vai pular Carnaval pela primeira vez no Rio de Janeiro com suas quatro irmãs e dois de seus melhores amigos, disse a modelo brasileira numa coletiva de imprensa em São Paulo para o lançamento de uma campanha publicitária de um grande magazine.
"Meu pai nunca deixou a gente pular Carnaval", disse ela, que foi convidada para comparecer ao camarote da Brahma na Sapucaí" e vai levar as irmãs Raquel, Graziela, Patrícia e Gabriela ao sambódromo. "Vou tentar dar uma sambadinha", afirmou.
Bunchen confirmou finalmente que é namorada do astro Leonardo Di Caprio, mas recusou-se a falar do relacionamento e a dizer se ele a acompanhará ao Rio. "Não vou falar da minha vida particular", afirmou. Ela acrescentou, porém, que não quer se casar no momento "nem com ele, nem com ninguém, porque sou muito nova", disse a modelo de 20 anos.
Bunchen disse que aceitação das modelos brasileiras no exterior, ao contrário do que andariam dizendo especialistas da moda, não acabou. "Não vão ser belgas ou italianas que vão tirar você do seu lugar se você confia no que faz", argumentou.
Vocabulário
Quadril: Cada uma de duas regiões, uma de cada lado da pelve, em que se situa cada articulação de fêmur com ilíaco
Pela professora gaúcha Isabel Höltz
Oi Pessoal, como todos neste boletim resolveram vestir suas fantasias de carnaval, tomar uma cervejinha, descontrair e cair na gandaia* por que eu também não vou fazer a mesma coisa? Eu sou gaúcha, não sei sambar muito bem, mas afinal sou brasileira e, como brasileira, tenho o samba e o carnaval correndo nas minhas veias, certo?
Agora, como falar de verbos que soa tão chato e tão sério - durante o carnaval! Uma sugestão: pare tudo! Vá até a sua geladeira, busque uma cerveja estupidamente gelada, coloque um Cd de música brasileira e mãos à obra (não tem cerveja? Então vá comprar e deixe uns minutos no freezer)! (.....tic-tac, tic-tac, tic-tac ............ ) Já gelou? Podemos começar com os verbos?
Ótimo. Vamos começar pelo mais fácil: Verbos regulares de 1° conjugação (os terminados em "ar", como sambar, desfilar, brincar, pular, festejar, aproveitar, dançar).
Todo verbo que mantém o radical inalterado durante a conjugação e suas desinências são iguais às do verbo paradigma (modelo) é verbo regular.
Para facilitar seu aprendizado, vamos dividir os pronomes pessoais de acordo com a tabela abaixo. Para você continuar conjugando verbos regulares de primeira conjugação basta orientar-se por essa tabela, pois a desinência será sempre a mesma.
Eu Am o
radical desinência
Lembre:
Modo indicativo
Presente
Eu amo
_______________________________
você
ele
ela
o senhor ama
a senhora
a gente
_______________________________
Nós amamos
Pretérito perfeito
Eu amei
_________________________________
você
ele
ela
o senhor amou
a senhora
a gente
______________________________
Nós amamos
______________________________
vocês
eles
elas amaram
os senhores
as senhoras
Pretérito Imperfeito
Eu amava
_________________________________
você
ele
ela
o senhor amava
a senhora
a gente
______________________________
Nós amávamos
______________________________
vocês
eles
elas amavam
os senhores
as senhoras
Eu amei
_________________________________
você
ele
ela
o senhor amou
a senhora
a gente
______________________________
Nós amamos
______________________________
vocês
eles
elas amaram
os senhores
as senhoras
Futuro do Presente
Eu amarei
_________________________________
você
ele
ela
o senhor amará
a senhora
a gente
______________________________
Nós amaremos
______________________________
vocês
eles
elas amarão
os senhores
as senhoras
Futuro do pretérito
Eu amaria
_________________________________
você
ele
ela
o senhor amaria
a senhora
a gente
______________________________
Nós amaríamos
______________________________
vocês
eles
elas amariam
os senhores
as senhoras
Terminou a cervejinha? Estava gostosa? Então agora complete o exercício. Aproveitando o "enredo" do boletim, em cada exercício aparecerá o nome de uma escola de samba. Esclareço que é só um exercício simulado e que "qualquer semelhança com a realidade será mera coincidência" afinal ainda não estou adivinhando o futuro!!
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Leandro Araujo direção
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