Nº. 10 - 30 de novembro / 2000
Recados de secretária eletronica II
Aí vão algumas mensagens interessantes para secretárias eletrônicas, se alguém tiver mais alguma interessante...:
para quem não sabe:
Verbete: secretária eletrônica
Aparelho eletrônico acoplado ao telefone,
e que se destina a gravar e transmitir mensagens
quando o destinatário do telefone está ausente
ou impedido de atender.
Alô, aqui do centro do universo. Deus falando.
Se você deixar seu nome, telefone e prece depois do bip, Eu te telefonarei de volta assim que puder.
Eu respondo todas as preces, mas algumas vezes a resposta é NÃO.
Felicitações, você está em contato com a Sexto Sentido Detetives Associados.
Nós sabemos quem você é e de onde você fala. Entao, depois do bip, queira desligar.
Eu não posso atender agora porque estou com amnésia e me sinto ridículo conversando com alguém que eu não me lembro o nome.
Você poderia me ajudar dizendo o meu nome e alguma coisa sobre mim.
Obrigado.
Você está ficando cansado. Suas pálpepras estao ficando pesadas...
Você está perdendo gradualmente seu auto-controle e sua capacidade de resistir à sugestão.
Quando você escutar o bip sonoro você sentirá uma vontade irresistível de dizer seu nome, telefone e uma mensagem...
Alô, aqui é a tostadeira do João.
A secretária eletrônica dele está no conserto.
Deixe uma mensagem depois que a torrada estiver pronta. (barulho de torrada pulando)
Alô, aqui é o micro-ondas do João.
A secretária eletrônica dele fugiu com o aparelho de som.
Então eu estou pegando as mensagens.
Se você quiser cozinhar algo enquanto deixa uma mensagem, é só colocar na frente do fone.
Alô, você está falando com uma máquina.
Meus donos não estão precisando de uma enciclopédia, de uma nova janela ou de uma banheira.
O carpete da sala está limpo e eles já fizeram doações de caridade este ano. E les também não precisam tirar fotos para um álbum.
Se você ainda está comigo, queira deixar seu nome e telefone e eles te telefonaram assim que possível.
Alô, aqui é o João.
Se você está tentando falar comigo, você errou o número.
Mas se você está tentando contactar o Jorge, a Marta ou a Cristina, por favor deixe seu nome e número após o bip.
Não garanto que um deles irá retornar o telefonema, só garanto que eu não vou...
Alô, você está falando com a secretária eletrônica de João e Maria. Eles não estão em casa agora... Pelo menos eu penso que eles não estão.. ( a voz se afasta do fone)
João??? Maria??? ( a voz retorna) Não, eles não estão. Após o bip queira deixar sua mensagem.
(som de música alta ao fundo) Alô??? Espera um minuto enquanto eu desligo o som... ( som de passos se afastando do telefone, o som é desligado. Passos retornando ao telefone)
Oi, desculpa... Quem está falando... bem... quer dizer... sendo sincero, você está falando com uma máquina!
Então queira deixar uma mensagem após o bip sonoro.
Estou escrevendo a tese definitiva.
Gostaria que você dissesse como você se sente em relação às máquinas.
Seja honesto. É para a posteridade.
Você tem 5 segundos para encontrar qualquer coisa para dizer após o bip...
Mooooo, a vaca.
AuAuAuAuAu, o cachorro.
Miau, Miau Miau, o gato.
Cocoricó, o galo.
Oinc, oinc, oinco, o porco.
Agora é sua vez...
Alô, você chamou você sabe quem.
Eu não estou você sabe onde.
Deixe uma mensagem depois do você sabe o que.
Boa Noite, Bom dia.
Durante minha ausência eu procuro mensagens engraçadas para minha secretária eletrônica.
Deixe a sua após o bip sonoro.
Você ligou para o número que acabou de discar.
Alô, você sabe o resto.
Você ligou para o número certo, a pessoa certa, o lugar certo, mas na hora errada, deixe uma mensagem após o bip.
(Missão impossível ao fundo)... você ligou para (o nº do telefone, é óbvio) e no momento é impossível falar com você.
Por favor, deixe seu recado porque senão será impossível saber que você ligou.
Esta mensagem se auto-destruirá em 3 segundos...
Alô? Pera aí. Mãe, pode deixar que eu já atendi. Mãe, desliga essa extensão, eu já atendi.
Ih, me lembrei, a minha mãe não está.
Aliás, eu também não estou.
Mas se você realmente quiser falar comigo, deixe o seu recado...
Só um minutinho..........(espera uns 15 segundos).......
agora você pode deixar um recado, tinha ido ao banheiro, vida de secretária não é mole não!!!!!
Pela professora Virginia Bezerra Neves
Gente! Ei*, você aí da poltrona, quer saber de uma coisa? A palavra dessa semana veio do jeitinho (da forma, da maneira) de que a gente gosta...
Uma das características do povo brasileiro é que ele sempre dá um jeitinho para tudo. É muito difícil escutar um brasileiro dizer "é impossível" ou "não pode". Nós, brasileiros, geralmente encontramos uma saída ou uma forma rápida e simples de solucionar os nossos problemas, ou seja, sempre damos um jeitinho para tudo. Como por exemplo:
Pagar menos, ou seja, pechinchar*: "dá para fazer mais barato? Nããão??? Não tem jeito? Então não levo, puxa vida!"
De resolver problemas burocráticos:
" - O senhor poderia dar um jeitinho de carimbar* este documento agora? Necessito levá-lo ao banco ainda hoje!"
De resolver "outros probleminhas burocráticos":
" - Seu guarda, dê um jeitinho, por favor, eu não posso ficar sem minha carteira de motorista! Prometo que da próxima vez eu não entro na contra mão! Dá para dar um jeitinho? (mas nem sempre consegue).
– "Não, vá direto para a delegacia!!!!"
E outros probleminhas mais: (na alfândega*):
"- Meu senhor, eu só estou levando presentes para a minha mulher! Não é minha culpa que ela goste de 50 perfumes diferentes! Vamos lá, dê um jeitinho, por favor!"
No local de trabalho:
"- Dona Maria, a senhora poderia ficar até mais tarde hoje? Estamos com uma reunião importante...
Está bem, Dr. Jorge, eu dou um jeito. Mas amanhã o senhor dê um jeitinho de me deixar sair mais cedo, está bem?"
A palavra jeito, além do significado que vimos anteriormente (solucionar, resolver problemas), tem ainda outras acepções. Quer saber quais são? Bem, então vou dar um jeito.
A mãe com o filho às 5 da madrugada:
- Isso são horas de chegar em casa Carlos Alberto? Tome jeito menino! Você não tem jeito mesmo! (nesse caso, tem o sentido de "fazer com que se comporte convenientemente; submeter à disciplina").
O professor de arquitetura para o aluno:
Realmente, Gesumiro, você não leva jeito para o desenho! Quem sabe se você tentar Direito...?! (nesse caso, tem o sentido de "ter jeito, aptidão, queda para alguma coisa")
O patrão com o empregado:
Seu Joca, dê um jeito nesta máquina! Ela está pifada* desde anteontem! (nesse caso, tem o sentido de consertar, arrumar, remediar - ou até mesmo de solucionar)
O namorado ciumento para o transeunte:
Ô meu*! Isso é jeito de olhar para minha namorada? Está pensando o quê? (nesse caso tem o sentido de forma, maneira, modo
Duas garotas fofocando num bar:
- Olha só o jeito daquela sirigaita* que acabou de entrar! Que sem-vergonha! (nesse caso tem o sentido de disposição de espírito; índole, caráter, feição, feitio).
O médico para a paciente:
- A senhora deu um jeito no pé! Vai ter de usar muletas por uns dias.
(nesse caso tem o sentido de torcedura, torção).
A dona-de-casa com a empregada:
Gertrudes, você deixou a cozinha daquele jeito!!
(nesse caso, esta é uma expressão com que se traduzem numerosas idéias, em geral pejorativas. Exemplos: Saiu e deixou o quarto daquele jeito (em desordem); Você bem sabe que Paulo trabalha daquele jeito (mal, sem vontade, ou pouco); Portou-se daquele jeito (mal, de modo inconveniente).
O filho para o pai:
Desculpe o mau jeito, papai, mas o carro que você me emprestou ontem está no ferro-velho*. Consegui guardar o volante, tome.
(nesse caso é uma expressão muitas vezes irônica (usada em geral no imperativo), com que se inicia uma crítica, uma restrição, ou se pede desculpa de incômodo que se vai causar a outrem: Desculpe o mau jeito, mas acho que você não agiu certo; Pedi-lhe que desculpasse o mau jeito, mas eu tinha de lhe desarrumar os papéis).
Queridos leitores, como vocês já notaram, nós somos assim, não tem jeito!
E quem quiser mudar o nosso jeito de ver as coisas que se cuide!
Nós gostamos desse nosso jeito, não queremos mudar nada não!
De qualquer jeito, eu fico sem jeito (acanhada*, embaraçada*) de falar assim. Afinal, cada um tem seu jeito e não sou eu quem vai dar um jeito nessa situação!!!!
ISABEL!!! Socorro!!!
Dê um jeitinho nessa situação!!!!
Ajuda! Ajuda!
Vir, profejeitosa
Vocabulário
Ei: Para chamar a atenção.
pechinchar: Regatear
alfãndega: aduana
carimbar: Marcar com carimbo.
carimbo: Instrumento de metal, madeira ou borracha, etc., com que se marcam à tinta papéis de uso oficial ou particular; sinete, selo.
pifada: Verbete: pifar: Sofrer avaria; deixar de funcionar; quebrar, avariar-se
sirigaita:Mulher pretensiosa e muito saracoteadora; Mulher espevitada, ladina, que tem resposta para tudo.
Ô meu - para chamar alguém, para conciliar-lhe atenção, para invocar.
ferro-velho: Estabelecimento que negocia com sucata
sucata: Estrutura, objeto ou peça metálica inutilizada pelo uso ou pela oxidação, e que pode ser refundida para utilização posterior. Qualquer obra metálica inutilizada.
acanhada: Verbete: acanhar: Embaraçar, tolher, intimidar.
embaraçada: Verbete: embaraçar: Perturbar, confundir, enlear, enredar:
pela professora Maristela Müller
Olá, pessoal!
Neste número do nosso boletim, continuaremos falando sobre a literatura portuguesa no Brasil. Como já sabemos, o estilo literário que segue o BARROCO (1601-1768) é o ARCADISMO (1768-1836), inaugurado com a publicação de Obras Poéticas de Cláudio Manuel da Costa. Seguido por nomes como: Basílio da Gama, quem escreveu o poema épico O Uruguai (narra a luta entre os índios dos Sete Povos das Missões); Frei José de Santa Rita Durão, cuja obra mais importante foi Caramuru (poema sobre o descobrimento da Bahia); e, Tomás Antônio Gonzaga, o apaixonado Dirceu. Mas, antes de falar mais sobre este último, é importante analisarmos um pouquinho o contexto histórico do Brasil nesta época.
O século XVIII, é considerado como o século do ouro, graças à intensa atividade de extração mineral e à descoberta do diamante. O eixo econômico se desloca para Minas Gerais (centro de extração do minério) e Rio de Janeiro (nova capital do país desde 1763).
Portugal, por sua vez, explorava ao máximo sua colônia americana e os impostos cobrados sobre extração dos minérios aumentavam sempre mais, originando uma insatisfação generalizada.
Além disso, a independência dos Estados Unidos e as idéias liberais trazidas por estudandes brasileiros que passavam pela Europa culminaram na Inconfidência Mineira (movimento que se destinava a libertar o Brasil do regime colonial português), preparada por um pequeno grupo de letrados, muitos deles ex-estudantes da Universidade de Coimbra, entre eles Tomás Antônio Gonzaga (1744- 1810).
Gonzaga, filho de pai brasileiro e de mãe portuguesa, nasceu na cidade do Porto (Portugal). Estudou Direito em Coimbra. Voltou para o Brasil em 1782 e exerceu o cargo de juiz em Vila Rica (atual Ouro Preto, Minas Gerais) antes de ser preso junto com os outros inconfidentes. Foi condenado a 10 anos de exílio em Moçambique, onde se casou com uma viúva.
O poeta adotou o pseudônimo de "Dirceu", e "Marília" foi o pseudônimo que inventou para Maria Joaquina de Seixas, sua musa, uma jovem de 16 anos por quem se apaixonou e para quem escreveu as conhecidas Liras. Em Marília de Dirceu, obra composta por liras*, Dirceu nos mostra toda sua paixão por Marília. Confira abaixo um pequeno trecho:
Lira XXI
Não sei, Marília, que tenho
Depois que vi o teu rosto;
Pois quanto não é Marília
Já não posso ver com gosto.
Noutra idade me alegrava,
Até quando conversava
Com o mais rude vaqueiro.
Hoje, ó bela, me aborrece
Inda o trato lisonjeiro
Do mais discreto pastor.
Que efeitos são os que sinto!
Serão efeitos de Amor?
Saio da minha cabana
Sem reparar no que faço;
Busco o sítio aonde moras,
Suspendo defronte o passo.
Fito os olhos na janela
Aonde, Marília bela,
Tu chegas ao fim do dia;
Se alguém passa, e te saúda,
Bem que seja cortesia,
Se acende na face a cor.
Que efeitos são os que sinto!
Serão efeitos de Amor?
...
Ando já com o juízo,
Marília, tão perturbado,
Que no mesmo aberto sulco
Meto de novo o arado.
Aqui no centeio pego,
Noutra parte em vão o sego:
Se alguém comigo conversa,
Ou não respondo, ou respondo
Noutra coisa tão diversa,
Que nexo não tem menor.
Que efeitos são os que sinto!
Serão efeitos de Amor?
Bem, por hoje é só, até o próximo boletim onde falaremos sobre o Romantismo no Brasil. Um abração, Profª. Maristela.
Vocabulário
lira: composição poética em que se repete, a cada estrofe, um estribilho. Seu emprego foi muito comum no Arcadismo brasileiro.
pela professora Silvana de Sousa
O ARA CHEGOU
A banda Ara Ketu, que foi trazida pelo Maluco Beleza, balançou a cidade de Buenos Aires no último dia 9 de novembro. O show foi realizado no Museum, em SanTelmo e juntou centenas de pessoas que sacudiam freneticamente seus corpos e cantavam todas as músicas. O show parecia ser no Brasil.
Foi criada em 8 de agosto de 1989, estando ligada* diretamente ao Bloco Ara Ketu (Agremiação Carnavalesca fundada em 8 de março de 1980), sendo que no seu início fazia uma música eminentemente percussiva, levando já nessa época, a música da Bahia para vários lugares do mundo.
O trabalho do Ara Ketu começou a partir de pesquisas da música africana tradicional, adaptada à realidade brasileira.
Em 1990, ocorreu uma substancial mudança em seu estilo, quando a empresária da banda e diretora do Bloco Ara Ketu participou na criação do Memorial da Ilha de Goré Almadie, no Senegal, trazendo idéias da música moderna africana, que misturava à música tribalística de ritmos percussivos, sintetizadores, samples e instrumentos eletrônicos.
Nessa época, o Ara Ketu já tinha a admiração de figuras como David Byrne e Quincy Jones. E foi só juntar a percussão da banda original, da qual já fazia parte Tatau (atual vocalista), com o instrumental eletrônico e o naipe de sopros.
A banda fez uma boa mistura, sem nunca deixar de incorporar em sua música, os ritmos brasileiros: samba, música nordestina e toques de camdomblé. Aliás, a percussão, sempre foi sua marca registrada.
Pode-se afirmar que o Ara Ketu foi o primeiro grupo baiano a misturar música eletrônica com ritmos percussivos.
Em 1992, gravou seu primeiro disco pelo selo independente inglês Seven Gates: Ara Ketu. Esse disco teve o lançamento restringido à Europa. Nessa época, o reconhecimento vinha do público estrangeiro.
Nesse mesmo ano, participou do Jazztronauta na Suíça, tocando com Tom Zé, Paulo Moura e Os Cariocas; Festival de Música de Imst na Áustria, com Jorge Ben Jor, Chick Corea e B.B. King; Viva Brasil em Bruxelas na Bélgica, dividindo a noite basileira com Jorge Ben Jor, Kaoma, Marisa Monte Rita Lee; Festival de Música de Tünbingen, na Alemanha, com Gilberto Gil e Marisa Monte; Montreux Jazz Festival na Suíça, com Rita Lee, Simone e Zizi Possi. Além de uma turnê pela Itália, com apresentações em cidades como Milão, Torino e Veneza.
Em 1993, o sucesso internacional continuou. O Ara Ketu foi uma das principais atrações do Kwanza Festival, em Nova Iorque, nos Estados Unidos, tradicional festival de música afro-americana, além de ter sido o único representante do Brasil; foi também o único representante brasileiro no Festival de Música de Nice, na França, um dos mais seletivos da Europa; dividiu o palco com a cantora Chaca Khan no Pori Jazz Festival na Finlândia, sendo mais uma vez, o único representante brasileiro; participou do Ljubljana Festival na Eslovênia; Festival de Tarcento, na Itália, dividindo o palco com os artistas brasileiros Djavan e João Bosco e no Festival de Música de Udini, na Itália , foi a única atração brasileira.
Depois dessa bem sucedida turnê européia e a ausência no Carnaval de 1993, retornou ao Brasil e assinou um contrato com a gravadora EMI-Odeon, gravando o disco Ara Ketu de Periperi. Mas o sucesso nacional veio em 1994, com o disco Ara Ketu Bom Demais, dessa vez pela gravadora Sony Music. Nesse mesmo ano, ganhou o troféu Caymmi (Premiação Baiana), como "Melhor Banda" e o "Disco de Ouro", garantindo 120 apresentações pelo Brasil todo. Além disso, com a música Ara Ketu Bom Demais, o grupo recebeu os prêmios Bahia Folia e Troféu Dodô e Osmar e o vocalista Tatau recebeu as mesmas menções como "Cantor Revelação".
O ano de 1994 foi realmente muito importante para a banda que realizou ainda, as seguintes apresentações internacionais: Sonoria Festival, em Milão, na Itália, com Peter Gabriel, Bob Dylan, Sepultura, Aerosmith, Blind Mellon, Helmet e jeff Haley Band; Montreux Jazz Festival, na Suíça, com Chiclete com Banana, Toots Thielemans e convidados e Simone Moreno; Viva Brasil, em Amsterdã, na Holanda, com Jorge Ben Jor e Marisa Monte; Viva Brasil, em Bruxelas, na Bélgica, Idem; Festival de Música de Tünbingen, na Alemanha, com Gilberto Gil, Gal Costa, Chiclete com Banana e Simone Moreno; Umbria Jazz , com B.B. King e Chick Corea, na Itália e shows pelas cidades de Torino e Valença, também na Itália; além* do The Magic of Brazil, em Londres, com Os Novos Bárbaros.
Em 1995, o disco Ara Ketu dez vendeu mais de 450 mil cópias, dando ao grupo disco de ouro e platina e terminou o ano com mais de 200 apresentações no país todo. Além disso, nesse mesmo ano o bloco ganhou o Troféu Bahia Folia de "Melhor Bloco Tradicional "Melhor Fantasia . Nesse mesmo ano, participou novamente do Kwanza Festival, em Nova Iorque.
Em 1996, o Ara Ketu participou do The Brazilian Music Festival, no Central Park, e o disco Dividindo Alegria lhes rendeu novamente disco de ouro e platina.
O disco de ouro veio mais uma vez em 1997 com o disco Para Lá de Bom. Participou no Summer Stage, em Nova Iorque.
Em 1998 participou no The Carnival, realizado em Miami e o disco Ara Ketu ao vivo atingiu 2.000.000 de cópias vendidas, concedendo à banda Disco de Ouro, Platina Dupla e Diamante.
Em 1999 participou Do Viva Afro Brasil 99 em Täbingen, na Alemanha com Margareth Menezes e Elba Ramalho; no El Cubanito Music Shop, em Zürich, na Suíça e no 8º Festival Latino Americano, em Milão. Com 300.000 cópias vendidas, o disco Ara Ketu e o Povo ao Vivo de Novo, a banda recebeu Disco de Platina.
O ano de 2000 tem sido marcado por muitos shows pelo Brasil e no exterior. E o grupo tem um CD quentinho vindo por aí.
A banda e o bloco do Ara realizam um trabalho sócio-cultural no bairro de Periperi, no subúrbio Ferroviário de Salvador, atendendo atualmente 602 crianças e adolescentes em oficinas de percussão, teatro, adereços, dança, capoeira regional, capoeira de Angola, serigrafia e corte e confecção.
A partir do segundo semestre, realiza ensaios todas as quintas-feiras até a semana que antecede o carnaval. Conta sempre com uma banda convidada, além da banda Ara Ketu e outros artistas convidados.
A música feita pelo Ara Ketu é chamada de afro-pop, trazendo como característica marcante o forte e contagiante batuque* dos timbais aliado à música eletrônica e sopros . É impossível ficar parado com tanta alegria. Isso ficou provado no show que o Ara Ketu fez no último dia 9 em Buenos Aires. O clima era de festa e alegria e a confraternização entre brasileiros e argentinos foi a principal marca da noite.
"…O Ara Ketu, o Ara Ketu quando toca
Deixa todo mundo pulando que nem pipoca*…"
Se você quiser adquirir a fantasia do Ara e desfilar no Carnaval de 2001, entre na página:
www.e-net.com.br/araketu
Se quiser colaborar com o trabalho social do Ara Ketu, entre em contato pelo
e-mail: oficina@araketu-bahia.com.br
vocabulário
ligada: Que tem alguma relação; relacionada
além: Ademais de
batuque: Designação comum a certas danças afro-brasileiras acompanhadas de cantigas e de instrumentos de percussão:
pipoca: O grão de milho rebentado ao calor do fogo. [Espanhol: pochoclo]
pelo professor Igor Ravasco
Silvina chegou em casa, e depois de conferir que seus negócios marchavam bem, começou a escrever para Franco Carovas. O email escrito por Silvina dizia mais ou menos assim (facarovas@uol.com.ar): "Querido poeta, me chamo Silvina, moro em Buenos Aires, sou amiga, ou melhor, colega de curso de português de um fã seu, o Dudu. Ele me contou que lhe havia escrito pedindo que você fizesse um soneto para mim. Devo confessar que foi a coisa mais linda que recebi na vida. O soneto me tocou fundo de verdade, e queria muito agradecê-lo por isso. Sabe, Franco, tive uma vida muito difícil e seu poema é como uma gota de água no meio de um inferno em chamas".
Obrigada pela sua sensibilidade,
Silvina.
No dia seguinte, cedo, pela manhã, Franco Carovas, poeta, lia e começava a responder este email... A grande novidade da semana tinha sido a entrevista de trabalho que Maurício teve. Ele estava super feliz, mas um pouco preocupado também. Já havia conversado com Lalá, que tinha dito que aquilo tudo era bobagem da cabeça dele. Mas Maurício não podia deixar de pensar no escritório da empresa, um lugar sombrio, estranho. A oferta de salário era ótima, e a possibilidade de ter que fazer viagens ao Brasil, tentadora, mas alguma coisa estava estranha naquela história. Maurício sabia que seu português não era excelente ao ponto de fazer viagens de negócios ao Brasil. Alguma coisa não se encaixava, mas Lalá estava fazendo muita pressão para que ele aceitasse. Dizia que era uma oportunidade de ouro, que ele seria burro se não aceitasse. A resposta teria que ser dada em menos de uma semana, e Maurício ainda não sabia o que dizer. Em outro ponto da cidade Zé já estava em casa com Nuzzia, sua mulher. Ela não perguntou onde ele esteve. Já tinha jogado fora a boneca amordaçada, para preservar o marido de qualquer aborrecimento. Zé tomou uns calmantes, não foi trabalhar, dormiria o dia todo, e Nuzzia poderia então agir por conta própria, para entender o que estava acontecendo com o marido. Depois do almoço Silvina abriu seus email, e a primeira coisa que viu na tela do computador foi o nome de Franco Carovas. Com o coração batendo acelerado, abriu o email...
(continua)
Por Evelia Elizabeth Silva
Grandeza histórica
Domingos Fernandez e seu genro Cristóvão Dinis, seguindo a tradição dos Bandeirantes desbravadores do sertão, chegaram ao Porto de Araraytaguaba, percorrendo o Rio Tietê. Ali estabeleceram-se e organizaram as famosas monções* sonhando com o amarelo das entranhas da terra. Compostas por dezenas e até centenas de batelões, estas expedições levavam cerca de 5 meses para chegar a seu destino, navegando aproximadamente 3.500 quilômetros de rotas fluviais. O porto passou a ser chamado de Feliz, talvez por aqueles que voltavam a salvo dos perigos da selva e das febres. Dessas viagens, um cantinho na rota mais conhecida dos bandeirantes iniciou sua formação urbana em 1610 com a construção da Igreja de Nossa Senhora da Candelária, recebendo o nome de Santana de Parnaíba. Rapidamente, em 1657, o povoado que atendia às necessidades dos aventureiros foi elevado à categoria de Vila, e ganhou o nome Itu, que vem da palavra indígena "outu" e significa Salto Grande, por causa das quedas do rio Tietê. Um cenário maravilhoso: o rio atravessa lentamente a cidade lembrando-se, talvez, de seu passado de glória, quando se chamava Anhemby e em seu leito corria o sangue dos bravos que partiam daquele Porto Feliz. Veremos que Itu é conhecida como a cidade em que tudo é grande, mas poucos sabem que a verdadeira grandeza de Itu está em sua história. Suas casas de pau-a-pique*, receberam os grandes nomes da política e da economia latifundiária para a realização da Convenção Republicana em abril de 1873, onde foram discutidos os então novos princípios políticos, econômicos e sociais que lançaram as bases da Proclamação da República em 15 de novembro de 1889. Com patrimônio histórico e cultural de inegável valor, a cidade confirma sua vocação acolhedora passando à Estância Turística a partir de 1979.
VAMOS VER
Se você realmente deseja experimentar uma décima parte das peripécias dos Bandeirantes, não pode deixar de lado o turismo rural que oferecem as estâncias do Berço da República. História, natureza, animais exóticos como mini-vacas ou alpacas, convidam o turista a se sentir seguro e longe da metrópole, apesar de se encontrar a só 92 km de São Paulo. As cavalgadas e as trilhas são o cartão de visita para observar uma paisagem fantástica que a cada hora exibe-se como um quadro diferente: de dia é bom apreciar a rara formação rochosa e as maravilhosas cascatas. Já no pôr-do-sol, os sons da mata atlântica têm um cenário espantosamente índigo, atuando como o prelúdio perfeito para andar a cavalo à luz da lua cheia e logo, simplesmente, relaxar...
Itu é uma cidade privilegiada, a natureza que abraça a cidade por todos os lados é o local perfeito para a prática de esportes como caminhadas ou rappel. A região conta com mais de 5 parques, a maioria deles com quadras de esportes, pistas para cooper e bosques. O Parque do Varvito é o mais importante. Foi tombado pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo) devido a sua importância científica. A laje* de Itu foi bastante utilizada no calçamento e pavimentação das ruas e casas da cidade, fazendo parte da história do município. São imperdíveis a Praça do Eco, a Cascata do Antanho, o Lago dos Fósseis, a Gruta Lágrima do Tempo, o Bosque dos Matacões, o Lago Jurássico e o anfiteatro ao ar livre. Para chegar às estâncias é preciso pegar a Estrada Parque, antiga Estrada dos Romeiros, que marginando o Rio Tietê, guarda em cada curva do seu sinuoso trajeto a heróica vegetação nativa. Trafegar por ela é retornar ao passado sem perder as comodidades do presente. A vegetação encobre alguns tesouros históricos, como a Fazenda da Serra e restaurantes, além de campings, spa e outros atrativos. É um dos passeios prediletos.
ROTEIRO CULTURAL
Itu sofreu forte influência religiosa que deixou como herança os belos templos que estão espalhados pela cidade. São quatro igrejas e uma capela que representam verdadeiras obras da arte sacra. A mais antiga, a Igreja Bom Jesus, foi construída no local da fundação da cidade, em 1763, mas logo sofreu reformas em estilo neoclássico, guardando painéis de incrível beleza. A Igreja Matriz de Nossa Senhora da Candelária foi inaugurada em 1780 e possui paredes feitas de terra e pedregulho pilado; com seus altares dourados, é indiscutivelmente o maior monumento arquitetônico do barroco paulista. Cada uma têm elementos de destaque. A Igreja de Santa Rita, do ano 1726, conserva a arquitetura colonial e os monumentos religiosos mais antigos da cidade; por outro lado, destacam-se os altares esculpidos em madeira da Igreja da Nossa Senhora do Patrocínio. A riqueza e arquitetura ituanas representam três épocas: colônia, império e república, pelo qual é indiscutível o valor do acervo da Pinacoteca e dos museus de Arte Sacra e da Energia, sendo este último um exemplo da arquitetura do século XIX, revestido com azulejos portugueses. Da mesma época é o Museu Republicano, local que abrigou os ideais que marcaram o destino do Brasil, passeio obrigatório, devido a sua biblioteca vastísima, para aqueles interessados na vida política, cultural e social do período da história brasileira conhecido como "República Velha".
Apenas poucos prédios foram erguidos no centro histórico. Passear por suas ruas estreitas é uma lição de brasilidade. Os comerciantes, que ocupam algumas das antigas residências tombadas pelo Patrimônio Histórico, fazem sua parte e mantém as casas restauradas. No meio do centro, a Praça D. Pedro I exibe orgulhosa no meio do ajardinado, a Casa Imperial que abrigou a família do Imperador nas suas visitas à região. Itu esconde seus encantos em ruas e becos, que guardam no traçado original da cidade vários antiquários com peças únicas à venda para os amantes da decoração.
Respire fundo, muito ar puro, relaxe, olhe a beleza da naturez... mas, o que é aquilo no meio da praça? Um orelhão* gigante? Olha o semáforo grandão... funciona de verdade! Que surpresa que o visitante leva, afinal ele está na "cidade dos exageros" e pode comprar nas várias lojas de "lembranções", objetos como lápis, borracha, pente, caneta, sorvete, martelo, prendedores e todos bem maiores que o tamanho normal! A história começou na década de 60, quando um comediante (Simplício), divulgava em suas piadas a sua cidade natal, Itu, onde "tudo é grande" no programa "A Praça da Alegria" da TV Record. Assim, o bordão* tornou-se marca registrada da cidade e a prefeitura junto com a companhia telefônica instalaram o primeiro dos monumentos ao exagero.
VAMOS PROVAR
Tanta caminhada dá fome. Fique tranqüilo e deixe as dietas em casa, porque Itu oferece restaurantes com a famosa comida típica caipira que tira qualquer um do sério: "vaca atolada", nada mais que costelas de vaca com mandioca, frango com milho, polenta, arroz, batatas... tudo como se fosse preparado pela vovó. De sobremesa, uma deliciosa canjica* e lá fora uma fogueira que reúne as pessoas para ouvir o violeiro. Para levar? Os mais gostosos doces caseiros e chocolates, mel, tortas, bolos e bolachas de fabricação própria. Mas durante as férias, nada melhor que descer do cavalo e degustar um maravilhoso café colonial... ou um bom vinho caseiro, ou licor... mmm!!! E sendo a cidade dos exageros, o Restaurante do Alemão há 50 anos atrai o turismo por sua excelente cozinha e... pelo tamanho dos pratos! Até existe o sorvetão de Itu que faz a alegria da criançada (e de muitos adultos também!!) Confira!
VAMOS POUPAR
Não se discute: é fácil (ônibus desde a rodoviária de São Paulo, cerca de R$ 10) e é perto!! (passagem aérea até São Paulo, U$S 230,00 Transbrasil + impostos)
monção: Bras. Qualquer das expedições que desciam e subiam rios das capitanias de SP e MT, nos sécs. XVIII e XIX, pondo-as em comunicação.
pau-a-pique: Bras. e Afro-lusit. Parede feita de ripas ou varas entrecruzadas e barro; taipa. [No Brasil tb. se diz parede de pau a pique.]
laje: Pedra de superfície plana geralmente quadrada ou retangular; lousa.
orelhão: Bras. Pop. Tipo de cabina de telefone público, instalada ao ar livre, que consiste numa peça concoidal em cujo interior está o aparelho.
bordão: Palavra ou frase que se repete a cada passo na conversa ou na escrita.
canjica: Bras. Papa de consistência cremosa, feita com milho verde ralado, a que se acrescenta açúcar, leite de vaca ou de coco, e polvilha com canela; jimbelê. [Sin.: em SP, MT e GO, curau; em MG e RJ, coral e papa de milho; no Rio, canjiquinha.]
Há sempre alguém querendo entrar no Guiness Book, o livro dos recordes... Na India, um gari conseguiu o que queria, ao equilibrar e mover quatro velas em seu bigode. E no Brasil, Na cidade de Itu
Brasil tenta entrar no Guiness com árvore de Natal gigante
22/11/2000
Itu - A cidade de Itu, a 92 km de São Paulo, conhecida por objectos de tamanhos fora do comum, erguerá este fim de ano uma árvore de Natal de 74 metros de altura, equivalente a um prédio de 25 andares.
O enfeite está num shopping center e deve ser inaugurado este sábado. O feito deve entrar para o Guiness Book, o livro dos recordes, como a maior árvore de Natal artificial do mundo.
Com 6.500 lâmpadas e 96 bolas de 80 centímetros de circunferência, a árvore poderá ser vista a 25 km de distância. A árvore, montada com uma armação de ferro de dois metros de diâmetro na base, irá pesar 28 toneladas e terá 2 mil metros de cabos de segurança.
Segundo o livro dos recordes, a árvore de Natal mais alta foi registada em Seattle. Tinha 67,4 metros de altura, foi erguida em 1950 e era natural.
pela professora Isabel Höltz
Você *lembra da festa de casamento do Boletim anterior? Nããooo?? Já sei, você bebeu muito e *esqueceu tudo, né? Bem, então que tal dar uma olhadinha no Boletim número 9 e refrescar sua memória!
Na seção de hoje a estrela do espetáculo ainda continua sendo a preposição e vamos mostrar o seu "casamento" com um outro "pretendente": o pronome demonstrativo.
O Verde & Amarelo orgulhosamente apresenta: os Pronomes Demonstrativos (este, estes, esta, estas, isto, esse, esses, essa, essas, isso, aquele, aqueles, aquela, aquelas, aquilo)
Os pronomes demonstrativos são os que indicam o lugar, a posição, ou a identidade dos seres, relativamente às pessoas do discurso.
Exemplos:
Compro este carro aqui.
(O pronome este indica que o carro está perto da pessoa que fala)
Compro esse carro (aí).
(O pronome esse indica que o carro está perto da pessoa com quem falo, ou afastado da pessoa que fala).
Compro aquele carro lá.
O pronome aquele diz que o carro está afastado da pessoa que fala e daquela com quem falo.
| Pronomes Emprego |
este, esta, (s) isto | esse, essa, (s) isso | aquele, aquela, (s) aquilo | Preposições |
||
| a | de | em | ||||
| Pessoas Gramaticais 1ª - O emissor (quem fala) – eu, a gente, nós | X | àquele, àquela (s) àquilo | deste, desta, desse, dessa, daquele, daquela (s) disto, disso, daquilo | neste, nesta, nesse, nessa, (s) nisso, nisto | ||
| 2ª - O receptor (com quem se fala) – você, *tu, vocês |
|
X |
|
|
|
|
| 3ª - O assunto (de que ou de quem se fala) ele – eles | X | |||||
| Advérbios de Lugar Aqui | X |
|
|
|
|
|
| Aí | X | |||||
| Ali, lá | X | |||||
| Tempo do Discurso futuro (o que será dito, citado) | X | |||||
| Passado (o que já foi dito, citado) | X | |||||
| Passado (o que já foi dito, citado há muito) | X | |||||
| Tempo Cronológico Presente. | X | |||||
| Passado e futuro (próximos) | X | |||||
| Passado e futuro – (distantes) | X | |||||
Observações: 1) O "tu" é utilizado em Portugal e em algumas partes do Brasil. O "você" é mais comum em todo o Brasil. 2) (s) - significa que também pode ser plural.
Agora que você já sabe tudo sobre este tema, complete o exercício com os pronomes demonstrativos e/ou suas contrações.
1. ____________ livro que tenho nas mãos é ótimo.
2. Acabo de receber ___________ mercadorias aqui.
3. Foram ___________ mercadorias aí que recebemos?
4. Um país como _______ aqui não poderia nunca passar por tantas crises, né?
5. Não sei se ________ guaraná que estou tomando é nacional ou importado.
6. Luis, __________ país em que você mora agora é bom ou ruim?
7. Eu não gosto _________ praia aqui, prefiro ____________ lá.
8. _____________ vida nada se leva, por isso vivamos!
9. Estou viajando ________ avião pela primeira vez.
10. Ele se referiu ___________ livro.
11. Minha família nasceu _____________ casa lá.
12. ______________ época não conheciam celular nem computador.
13. Vou trabalhar amanhã ___________ escritório.
14. Prefiro isso _____________.
15. Não reconheci __________ pessoas que saíram de lá.
Respostas em:
Responsável pelo Boletim Verde & Amarelo
Leandro Araujo – direção
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