Nº. 04, 11 de agosto / 2000
1. Humor
2. A palavra da quinzena (Novo!)
3. A lingua portuguesa (Novo!)
4. Música & Cia. (20 anos sem Vinícius)
5. Uma novela Verde & Amarela
6. Viajando pelo Brasil
7. Notícias
8. Como anda o seu português? (Dicas de gramática e exercícios)
9. Sites Legais
10. Vocabulário
Do: Presidente
Ao: Superintendente
Pedimos comunicar aos nossos empregados o seguinte.
Às dezessete horas da próxima sexta-feira o Cometa de Halley, cujo nome é uma homenagem ao cientista que o descobriu, passará por esta região. Esse fenômeno celeste ocorre somente a cada 78 anos. Dessa forma, pedimos que faça reunir todos os nossos empregados no pátio da fábrica quando explicarei o fenômeno para eles. Todos deverão usar capacete* de segurança. Se, por acaso, estiver chovendo nessa hora não poderemos apreciar esse belo espetáculo a olho nu*. Se isto ocorrer, todos deverão se dirigir ao refeitório* onde será exibido um filme documentário sobre o Cometa de Halley.
Atenciosamente,
Presidente
Do: Superintendente
Ao: Chefe do Departamento
De ordem do Senhor Presidente, na próxima sexta-feira às 17 horas, o Cometa de Halley vai aparecer sobre o pátio da fábrica. Se chover, por favor reuna os funcionários todos de capacete de segurança e os encaminhe ao refeitório, onde o raro fenômeno terá lugar, o que acontece a cada 78 anos a olho nu. Todos os empregados devem comparecer.
Atenciosamente,
Superintendente
Do: Chefe do Departamento
Ao: Chefe da Divisão
A convite do nosso estimado Presidente, o grande cientista Halley, de 78 anos, vai aparecer nu no refeitório da fábrica, usando capacete, pois vai ser apresentado um filme sobre os problemas da segurança durante a chuva às cinco da tarde de sexta-feira. Se não chover, o mesmo levará a demonstração para o pátio da fábrica. É obrigação de todos irem.
Atenciosamente,
Chefe do Departamento
Na sexta-feira, às cinco horas, o presidente, pela primeira vez em 78 anos, vai aparecer no refeitório da fábrica para filmar o famoso cientista Halley Nu e sua equipe. Todo mundo deve estar lá de capacete, pois vai ser apresentado um show sobre a segurança na chuva. O presidente levará a banda para o pátio da fábrica se não chover, por obrigação.
Atenciosamente,
Chefe da Divisão
Todo mundo nu, sem exceção, deve estar com a segurança no pátio da fábrica na próxima sexta-feira, às cinco horas, pois o manda-chuva (Presidente) e o famoso guitarrista Halley estarão lá para mostrar o filme "Dançando na chuva", coisa rara. Caso comece a chover, é para ir pro refeitório na mesma hora. O Show será lá, o que acontece a cada 78 anos.
Supervisor
Olhaí, peãozada:
Na sexta-feira, o presidente vai fazer 78 anos e liberou geral para a festa, às 5 horas, no refeitório. O manda-chuva contratou Bill Halley e seus Cometas. Todo mundo deve ir nu, de capacete, porque a banda é muito louca e o rock vai rolar solto até no pátio, mesmo com chuva.
Todo mundo lá.
Queridos alunos, a cada número nosso boletim vai crescendo. Vamos acrescentando novos ingredientes para melhorar o sabor do nosso variado cardápio*. Agora você vai poder conhecer palavras estranhas, da gíria*, ou expressões idiomáticas utilizadas diariamente no Brasil.
Aproveite!
O que significa vira-lata?
Danilo da Silva, 10 anos, São Bernardo
Vira-lata é uma espécie de apelido dado aos cães sem uma raça definida, como poodle ou pinscher, por exemplo, que tem características próprias. O cão sem raça é filho de pais de raças diferentes ou mesmo de outros vira-latas. Ninguém sabe direito a origem do vira-lata, porque é impossível descobrir de qual raça ele se originou, uma vez que é resultado de vários cruzamentos.
O nome vira-lata apareceu porque a maioria dos cães abandonados nas ruas recorre a uma lata de lixo para encontrar comida. A expressão é antiga, tem mais de 30 anos, da época em que o lixo era depositado em latões na rua. Hoje, esses cães iriam receber o nome de vira-sacos ou fura-sacos, em função da quantidade de sacos de lixo à espera do caminhão que os recolhe.
Embora o cãozinho vira-lata seja chamado assim, o veterinário não usa esse nome para identificá-lo. Usa SRD (Sem Raça Definida), mesmo que o animal seja resultado do cruzamento de cães com pedigree, mas de raças diferentes, como um pai dálmata e uma mãe pastor-alemão, por exemplo. Vira-lata é uma definição popular, que continua até hoje.
Muita gente diz que o vira-lata é mais companheiro e resistente às doenças do que os cães de raça. Nem sempre é assim. O comportamento do animal depende da forma como ele é tratado pelo dono. Se receber carinho e atenção, ele vai se tornar um cão amoroso; mas se for maltratado, pode se transformar num cão bravo. Quanto ao fato de ser mais resistente, alguns estudos comprovam que os cães de raças muito puras (sem nenhum parente de outra raça) têm maior risco de pegar doenças.
Lisboa - Se portugueses e brasileiros quisessem, por algum motivo, pôr termo à harmonia reinante, teriam hoje à sua disposição argumentos válidos, do ponto de vista lingüístico, para sustentar que falam línguas diferentes. A opinião é de Ivo Castro, professor catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
Salvaguardando que o fato de isso não acontecer constitui um «imenso bem». O acadêmico sustenta que entre algumas línguas da Escandinávia, por exemplo, existem menos diferenças do que entre o português de Portugal e do Brasil. As variedades da língua portuguesa que se falam na Europa, na África e no Brasil estão se afastando entre si, num movimento lento que lembra o das placas continentais. Mas a História das línguas faz-se de revoluções suaves, e os sinais de mudança são vagamente perceptíveis no tempo de vida de uma geração.
«Caminha-se para um afastamento», reiterou o lingüista. No caso de Portugal e do Brasil, as diferenças são já hoje evidentes no domínio das regras gramaticais - nomeadamente nos verbos e nas orações subordinadas. «Bastava que ficássemos por aí. Para já não entrar no domínio do vocabulário e da fonética», observou o acadêmico. À luz dos dados atuais, «dizer que o português falado nos dois países é uma só língua é olhar para o problema de muito longe», prosseguiu.
A dinâmica das línguas não se compadece com vontades políticas que, na sua lógica própria, tentam manter a visão triunfalista de um idioma uno. Para Ivo Castro, é inevitável que uma língua falada em continentes diferentes dê origem a «variedades» cada vez mais marcadas, que refletem contextos geográficos, sociais e culturais específicos.
Relativamente à situação na África, o lingüista considera duas variedades do Português enraizadas, em Angola e Moçambique, países onde «os mais de vinte anos de descolonização permitiram que a língua se desenvolvesse, sem nenhuma imposição».
Do ponto de vista científico, a existência de variedades é um fenômeno natural e interessante. Numa perspectiva política, é um bem que se mantenha a consciência de um idioma originalmente comum. Os dois enquadramentos são compatíveis e, juntos, podem contribuir para a defesa de uma língua que, segundo Ivo Castro, «não está recuando em parte nenhuma».
A presença do idioma de Camões no mundo oferece inúmeros tópicos de debate. É nessa perspectiva que a Fundação Calouste Gulbenkian convidou escritores e acadêmicos dos países lusófonos* a participarem, em Lisboa, duma Conferência Internacional subordinada ao tema «A Língua Portuguesa no Virar do Milênio».
O encontro, que pretende ser também uma homenagem a José Saramago, Prêmio Nobel da Literatura em 1998, conta nomeadamente com as intervenções de Mia Couto (Moçambique), José Eduardo Agualusa (Angola), Teolinda Gersão (Portugal), João Ubaldo Ribeiro (Brasil), Abdulai Sila (Guiné-Bissau), Germano de Almeida (Cabo Verde) e Albertino Bragança (S. Tomé e Príncipe).
Em análise vão estar questões como «O Português de Angola: Língua Nacional, Transnacional e de Pacificação», «Uma Língua em Moçambique ou uma Língua de Moçambique?» e «As Literaturas Africanas de Língua Portuguesa», ou «Escrever/Ler Hoje em Português».
Maria Lúcia Lepecki, professora do Departamento de Literatura da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, encontra-se entre os participantes. Numa exposição intitulada em forma de interrogação – «As Línguas Viram Milênios?» - irá apresentar a língua como «objeto de cuidado». «É uma pequena reflexão sobre os problemas da língua portuguesa em Portugal», disse. O objetivo é valorizar, chamar a atenção para o papel da educação, da criatividade, da comunicação social e dos escritores na partilha desse cuidado que a língua deve ter «para não degenerar, para não perder a elegância».
Amsterdã - No discurso que fez no dia 9 de Maio em Haia, a secretária de Estado holandesa, Karel Adelmunt, anunciou que as escolas do ensino secundário na Holanda serão autorizadas a organizar a disciplina de Português como língua estrangeira. Oito anos após a assinatura do protocolo entre Portugal e a Holanda vai ser finalmente possível aprender Português (PLE) nas escolas holandesas.
O estatuto do Português não será no entanto, para já, idêntico ao do Inglês, Francês e Alemão, nem mesmo ao que já têm o Espanhol e o Italiano, o que não está de acordo com a legislação Européia. Em 1995 o Conselho da Europa, na reunião dos quinze ministros da educação, acordou que os países membros deveriam diversificar as línguas da União Européia lecionadas nos seus sistemas de ensino. A estas línguas devia também ser dado um estatuto idêntico. Como o Português não é mencionado na Legislação Holandesa e esta ainda não foi alterada, o Português só poderá ser organizado pelas escolas mediante uma autorização da secretária de Estado e que será concedida caso por caso.
Neste momento o centro ABC/POC em Amsterdã, que coordenou o projecto responsável pelo método Bem-Vindo vai contatar com algumas escolas que possam estar interessadas em organizar já no próximo ano a disciplina de Português. Finalmente estão criadas as condições indispensáveis para promover e implementar na Holanda o ensino de Português (PLE), uma das línguas mais importantes da União Européia.
pela professora Silvana de Sousa
Vinícius da Cruz de Mello Moraes nasceu em 1913 no Rio de Janeiro. Formou-se em Direito em 1933, tendo frequentado a Universidade de Oxford, em 1938, como bolsista* . Com a eclosão da segunda guerra mundial, voltou ao Brasil. Permaneceu algum tempo em São Paulo onde conheceu o poeta modernista Mario de Andrade, com quem travou uma grande amizade. Já em 1941 dedicou-se ao jornalismo, como crítico de cinema. Participou na fundação da Revista Filme, em 1947 e manteve contatos com Orson Welles, Walt Disney e Gregg Toland. Em 1943 publicou Cinco Elegias. No mesmo ano ingressou na carreira diplomática, partindo em 1946 para Los Angeles como vice-cônsul.
Foi à Europa em 1952 com o objetivo de estudar a organização dos festivais de Cannes, Berlim, Locarno e Veneza, tendo em vista a realização do festival de cinema em São Paulo. No mesmo ano fixou-se em Paris, ocupando o cargo de segundo secretário da Embaixada Brasileira. Sua peça teatral Orfeu da Conceição (premiada em 1954, no IV Centenário da Cidade de S.Paulo) serviu de base para a realização de um filme que em 1959 conquistou o 1º prêmio no Festival de Cannes. Ainda em 1957 passou a fazer parte da delegação do Brasil na UNESCO. No mesmo ano publicou o Livro de Sonetos . Um ano depois foi editado o disco Canção do Amor Demais, em 1959, novo êxito com Por Toda a Minha Vida. Em 1962, publicou um livro de crônicas e poemas: Para Viver um Grande Amor. Entre 1963 e 1964 morou novamente em Paris e ao voltar ao Brasil passou a escrever para o semanário Fatos e Fotos.
Efetivamente, foi sua carreira de poeta que mais o marcou, além da projeção adquirida ao lado de Tom Jobim e o cantor João Gilberto, tendo um papel importante no movimento de renovação da música brasileira, que recebeu o nome de Bossa Nova.
Suas primeiras poesias foram marcadas de impregnação religiosa, com poemas longos, de acentos bíblicos, abandonando, porém, pouco a pouco a favor de uma tendência natural: a poesia intimista, pessoal, voltada para o amor físico com uma linguagem realista, coloquial e lírica.
Além da já citada e consagrada Garota de Ipanema, de parceria com Tom, podemos citar outras parcerias musicais: Baden Powell: Samba em prelúdio, Carlos Lyra:Minha namorada, Ary Barroso: Rancho das namoradas, Chico Buarque Valsinha, e o seu inseparável amigo Toquinho , com quem Vinícius declarava ter uma excelente relação, na qual "só não existia sexo". Com ele, Vinícius compôs diversas canções, como Nilzete, Tonga da Milonga do Kabuletê, Tarde em Itapoã, Samba da Rosa, entre outras.
Teve nove mulheres, cinco filhos, gravou mais de trinta discos, publicou vários livros, teve muitas parcerias e, principalmente, muitas amizades.
A banheira de sua casa era onde gostava de dar algumas entrevistas quando estava com muita preguiça* e sempre com um copo de uísque, bebida que considerava o melhor companheiro do homem, segundo suas próprias palavras: "um cacorro engarrafado".
Foi nessa mesma banheira onde Vinícius morreu no dia 9 de julho de 1980.
O poeta brasileiro nos deixou há vinte anos …
Muitas homenagens estão sendo realizadas em razão dos 20 anos de sua morte. Um livro de correspondência organizado por Rui Guerra, um CD de nome Tom canta Vinícius , registro de um show de Tom Jobim, uma caixa com 34 CDs, com toda a discografia de Vinícius. Além disso, vários shows foram realizados no mês de julho por artistas e amigos do poeta, entre eles: Maria Creusa, o Quarteto em CY, o MPB4, Claudinha Telles. O quarteto formado por Carlinhos Lyra, Sebastião Tapajós, Miúcha (irmã de Chico Buarque) e Georgina de Moraes (filha de Vinícius) apresentou-se em vários países da América do Sul, inclusive em Buenos Aires.
Adeus Vinícius !
"… que não seja imortal, posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure."
pelo professor Igor Ravasco
Maurício não esperou muito para conhecer as conseqüências do que tinha dito. No dia seguinte foi demitido*. Olhava para o chefe, como quem pede perdão, como quem suplica por uma nova oportunidade. Mas já sabia que nada daria resultado. Estava sem trabalho. Agora fazia parte das estatísticas.
Saiu do ex-escritório sem direção, sem rumo definido. Via as pessoas caminhando na rua, passava por elas, mas era como se não tivesse ninguém ao seu redor. Não sabia o que fazer. Enquanto caminhava por Corrientes viu algumas pessoas fazendo uma fila para uma entrevista de trabalho. Não sabia para que era, mas teve vontade de permanecer ali. Seguiu adiante. Pensou em se entregar ao vício do álcool, em se jogar nas linhas do metrô, vivia aquilo de maneira muito dramática. Precisava entender o que tinha acontecido. Estava tão preocupado com o seu pesadelo, que nem olhava para as mulheres em suas mini-saias, caminhando em frente a ele. Sentia-se frágil, mas era necessário reagir.
Comprou um jornal e entrou numa cafeteria. Pediu um ‘cortado’ com duas ‘medias lunas’. Agarrou a seção dos classificados e ia começar a procurar um novo emprego, quando percebeu que havia um grupo de brasileiros sentado ao seu lado. Aquilo foi como um estalo em sua cabeça. Era isso! O problema tinha sido com o idioma... Que idiota tinha sido em pensar que seu portunhol resolveria tudo. Se não tinha conseguido sair com uma menina no Brasil, como teria conseguido fazer negócios... Que ingênuo tinha sido... Imediatamente procurou alguma propaganda de Institutos de Português. Havia várias.
Depois que terminou o ‘cortado’ foi para um posto telefônico, não queria gastar dinheiro com celular. Ligou para alguns institutos. Estava fazendo suas comparações quando ligou para o último instituto. Foi atendido por uma voz muito simpática, alto-astral, divertida, que atendia pelo nome de Lili. Aquilo bastou para Maurício. Perguntou tudo o que pôde sobre o curso e em cinco minutos já estava pisando o Verde e Amarelo pela primeira vez. Na mesma hora conheceu as salas do Instituto, tomou mais um cafezinho e se inscreveu. Tinha chegado a hora de aprender a Língua Portuguesa.
A aula era naquela mesma noite, e Maurício acabou chegando atrasado. Entrou no Instituto meio envergonhado, meio tímido. Lili, a secretária mais simpática de Buenos Aires, o recebeu e levou-o até a sala, onde a aula já tinha começado. Maurício entrou e foi apresentado ao professor, um cara magro, de óculos, barba por fazer, com um nome pouco brasileiro... Ivan.
Maurício sentou-se timidamente e foi apresentado aos seus colegas: Gigi, Lalá, Dudu, Zé e Paulinha. Ivan perguntou como ele se chamava... Maurício Rodríguez foi a resposta.
Antes de que Ivan pudesse retomar a aula, Maurício perguntou em seu portunhol onde poderia pendurar seu ‘saco’. Foi uma risada geral. Maurício ficou sem graça, não sabia onde se esconder... Duas vezes em dois dias era muito!
A aula prosseguiu...
pela professora Maristela Müller
Você conhece São Luis do Maranhão?
Confira neste Viajando pelo Brasil algumas informações sobre esta cidade que atrai e encanta todos que a conhecem com suas praias de areias brancas e seu clima sempre agradável. A culinária composta por apetitosos pratos tradicionais da Amazônia e do nordeste brasileiro, além da alegria e do alto-astral de suas festas e folclore.São Luis é a capital do estado do Maranhão, com uma população de mais de 800.000 habitantes. Declarada Patrimônio da Humanidade, a Cidade dos Azulejos também é chamada de Ilha do Amor. Localizada a 2 graus ao sul da linha do Equador, entre as regiões Norte e Nordeste do Brasil, sua temperatura média anual é de 26ºC. O clima é do tipo tropical, quente e semi-úmido da Zona Equatorial, com duas estações bastante distintas: O verão que se estende de julho a dezembro e caracteriza-se pela constância dos ventos frescos, vindos do nordeste, que amenizam o forte sol equinocial, propiciando a freqüência às praias e a prática de esportes de vela. E o Inverno que se estende de janeiro a junho, também conhecida como estação chuvosa. É o tempo dos grandes e gostosos camarões, do peixe-pedra, da enchova e de outros peixes de sabor inconfundível.
Suas principais atrações são: a cidade histórica com sua arquitetura colonial, as belas praias, o bumba-meu-boi e o reggae.
O lugar que melhor representa São Luis é a Praia Grande. Situada exatamente entre as embocaduras dos rios Anil e Bacanga, na parte baixa da cidade, essa foi a área preferida dos abastados comerciantes para construírem suas residências e, no andar térreo, instalarem seus armazéns de secos & molhados durante os séculos 18 e 19 e início do século 20.
Na Praia Grande, os sobrados chamam muito a atenção de quem visita a cidade. Muitos deles são revestidos por raros azulejos portugueses ou lisboetas*, com misteriosos e altaneiros mirantes. Hoje, restaurados e mantidos, constituem o maior conjunto da arquitetura colonial civil de São Luis. Em belos sobrados estão instalados Museus de Arte, o Arquivo Público, o Centro de Criatividade, o Cinema de Praia Grande, o Centro de Cultura Popular, a Câmara Municipal de São Luís, várias Secretarias de Estado, além de bares, restaurantes, lanchonetes e tradicionais casas comerciais. No centro da Praia Grande está a Feira da Praia Grande. Através do seu portão armoriado penetra-se num fantástico e exótico mundo. Ali deve ser experimentada a Tiquira - forte, porém doce e azulada aguardente de mandioca, exclusiva do Maranhão.
O povo de São Luis é alegre e festeiro. No mês de junho, São Luís se transforma num imenso arraial. Em todos os bairros e nas vilas dos arredores, armam-se barracas nos largos e nas praças enfeitadas de coloridas bandeirinhas. Muitos deles têm sua própria quadrilha ou seu próprio cordão de bumba-meu-boi. Nesses lugares o povo canta, dança, bebe, come iguarias de milho, mingau, cocada, pé-de-moleque, pastilhas e variados pratos da culinária maranhense.
Bumba-meu-boi
O bumba-meu-boi é o "auto* dramatizado, com uma constante temática conhecida, mas que se enriquece cada ano de novos elementos". Com grande poder de comunicação, conta o drama campesino ligado ao ciclo do gado.
Existem, em São Luis, quase 100 grupos de bumba-meu-boi, que guardam e reproduzem as características básicas desse auto popular oriundo de Portugal, aqui impregnado, de modo sincrético*, de valores culturais africanos e indígenas.
A música que se houve pelas ruas de São Luis é o reggae, o que confere à cidade mais uma denominação, a de "Jamaica Brasileira". Como todos já sabem, o reggae nasceu na Jamaica e se consagrou nos anos 70 com Bob Marley, Jimmy Cliff, Peter Tosh, entre outros. Hoje esse mesmo som quase não se ouve nas ruas de Kingston. Em compensação, é só o que rola em São Luis. Uma verdadeira febre que tomou conta da cidade há mais de 20 anos. O reggae caiu no gosto do povo e, de um jeito bem original, virou uma mania que se dança agarradinho. O reggae maranhense se transformou num lazer popular, barato e muito divertido.
Bem, pessoal, espero que vocês tenham gostado de saber um pouquinho mais sobre esse lugar paradisíaco que é São Luis. Um abração e até o nosso próximo boletim.
Rio de Janeiro - A Petrobras pagou 40 milhões de reais, referentes à multa aplicada pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP) devido ao acidente que provocou o vazamento de 4 milhões de litros de óleo, no dia 16 de Julho, na Refinaria Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, Paraná.
A companhia também recebeu uma multa de 168 milhões de reais do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A documentação foi encaminhada ao setor jurídico para ser analisada.
Já foram retirados 3,2 milhões de litros de óleo e líquidos oleosos da região atingida* pelo acidente. Depois de recolhido, o produto recebeu um tratamento para ser reaproveitado. Cerca de 400 pessoas continuam trabalhando na limpeza dos rios Barigui e Iguaçu e outros 600 homens estão fazendo trabalho em terra. Esta equipe prepara o terreno para que seja feita a bio-remediação. A técnica, desenvolvida em conjunto com a Universidade Federal do Paraná, consiste em colocar no solo bactérias e fungos que vão absorver o resíduo de petróleo que se impregnou.
São Paulo - A Argentina foi o principal destino das exportações de telefones celulares brasileiros, que tiveram um sensível aumento de vendas externas - informou a Associação Brasileira da Indústria Eletro-Eletrônica (Abinee).
A indústria de telefonia celular disparou nos últimos seis meses, com exportações que alcançaram os 286 milhões de dólares, dos quais pouco mais de 40% (119 milhões de dólares) vieram da Argentina, principal mercado para o Brasil, segundo a Abinee.
A PT Prime e a Tradecom, subsidiárias da Portugal Telecom, estão lançando um empreendimento em conjunto com seus parceiros* do Brasil e da Argentina para oferecer serviços de business-to-business e e-commerce nos países do Mercosul.
A PT Telecom informou que seus parceiros são o Unibanco, no Brasil, o Grupo Financeiro da Galícia e o Banco Galícia, na Argentina.
Os investimentos devem chegar a 100 milhões, mas a empresa não especificou em que período.
Tóquio - A Olympus acaba de lançar no mercado uma nova versão de sua linha Eye-Trek, que poderá, literalmente, mudar a forma de ver televisão, DVD ou vídeogames.
O Eye-Trek FMD-700 é a última geração na linha Olympus de telas pessoais: uma máscara de alta tecnologia no formato de óculos, com duas telas de cristal líquido (LCD, em inglês) de 3 centímetros para a projeção de imagens.
Apesar de seu tamanho, estas pequenas telas em LCD criam a ilusão de estar olhando uma tela muito maior. Segundo a própria Olympus, a sensação proporcionada é equivalente a assistir a uma televisão com tela de 52 polegadas, em uma distância de 2 metros.
Um dispositivo base realiza a conexão entre os óculos e qualquer fonte padrão de vídeo, como um televisor, videocassete, aparelho de DVD, ou vídeo-game.
O Eye-Trek também pode ser conectado a um computador, se bem que a Olympus deixa claro que o sistema que produz a ilusão de quadruplicar a qualidade de imagem não é apropriado para este tipo de finalidade.
Um osso* de dinossauro foi encontrado na cidade de Monte Alto, interior de São Paulo. Os técnicos do Museu Municipal de Monte Alto calculam que o osso tenha aproximadamente 100 milhões de anos. Ele mede cerca de 70cm e é uma das patas dianteiras do animal, ainda não identificado.
Washington - Duas equipes de pesquisadores dos Estados Unidos identificaram genes que aparentemente fazem com que o câncer de pele se espalhe*. A descoberta aumenta as perspectivas de um diagnóstico mais rápido e de melhores tratamentos contra os tumores mais perigosos.
Segundo o biólogo Richard Hynes, os resultados da pesquisa ajudariam a encontrar testes genéticos que poderiam identificar quais pacientes são mais suscetíveis e novos alvos* para as terapias.
pela professora Isabel Höltz
Oi, gente! Estamos aqui outra vez para tirar aquelas dúvidas chatas que nos perseguem e não nos deixam dormir à noite, ou fazem com que tenhamos pesadelos horríveis. Para que possam ter um sono sossegado, a partir de agora, e aceitando a sugestão de alguns alunos corajosos e de algumas alunas valentes, vamos falar sobre:
"TUDO" ou "TODO" ?
1) Tudo: È a totalidade das coisas . È o
oposto de “nada".
“Tudo" é invariável (não tem
plural nem feminino).
Exemplos:
Ana foi ao supermercado e comprou tudo o que
precisava.
Quando a professora explicou a matéria, os alunos
entenderam tudo.
Tudo o que existe na natureza é
belo.
2) Todo : é o mesmo que
qualquer ou
inteiro(a).
“Todo” é variável,
pois concorda com o substantivo. Por isso tem plural e feminino:
todos, toda e todas.
Exemplos:
Ele realiza todo trabalho que se solicita. (qualquer
trabalho).
Toda nação tem seus problemas. (qualquer nação)
Passamos o dia todo no clube. (o dia inteiro)
Cláudia
limpou a casa toda . (a casa inteira)
Complete as orações com tudo , todo (s) ou toda (s):
Exercícios:
Respostas em:
http://www.verdeamarelo.com.ar/portugues.htm
Bibliotecas
Biblioteca virtual do estudante brasileiro
http://www.bibvirt.futuro.usp.br/acervo/matdidat/tc2000/tc2000.html
Biblioteca Latino-Americana
http://www.memorial.org.br/paginas/framebiblioteca.html
Música
A página do Gilberto Gil
http://www.gilbertogil.com.br/arvore.htm
A página do Tom Jobim
Humor
Piadas
http://www.humortadela.com.br
Pagina do programa televisivo Casseta e Planeta
http://www.cassetaeplaneta.com.br Futebol
Futbrasil
http://www.futbrasil.com/index.html Futebol Total
http://www.futeboltotal.com/
afastar(-se): Distanciar-se, apartar-se; sair:
alvos: Ponto a que se dirige o tiro; mira.
atingir: Alcançar, tocar:
auto: No antigo teatro (sécs. XVI ao XVIII), peça religiosa que tem como tema a Eucaristia.
bolsista: Pessoa que recebeu uma bolsa de estudos ou de viagem.
capacete: Armadura de copa oval, para a cabeça.
cardápio: Lista das iguarias que um restaurante, etc., pode servir, com o preço de cada uma delas
demitir: Tirar cargo, função ou dignidade de; destituir, exonerar
doença: Falta ou perturbação da saúde; moléstia, mal, enfermidade.
espalhar: Dissipar, rarefazer; dispersar.
gíria: Linguagem que, nascida num determinado grupo social, termina estendendo-se, por sua expressividade, à linguagem familiar de todas as camadas sociais.
lisboeta: De, ou pertencente ou relativo a Lisboa, capital de Portugal.
lusófono: Diz-se de, ou indivíduo ou povo que fala o português.
nu: Privado de vestuário; despido, desnudo.
óculos: Lentes usadas em frente dos olhos, providas ou não de aro (2), encaixadas em uma armação, munida de hastes que as prendem ao pavilhão da orelha, e cavalete, que repousa sobre o nariz, as quais servem, geralmente, para correção visual.
osso: Cada uma de diversas peças formadas por tecido rígido, composto de células incluídas em material conjuntivo duro e, constituídas, principalmente, de colágeno e fosfato de cálcio.
parceiros: Aquele que está de parceria; comparte, quinhoeiro, sócio.
preguiça: Aversão ao trabalho; negligência, indolência.
refeitório: Sala para refeições, nas comunidades, colégios, etc.
refeições: Comidas
risco: Perigo ou possibilidade de perigo.
sincretismo: Amálgama de doutrinas ou concepções heterogêneas. Fusão de elementos culturais diferentes.
tela: Dispositivo utilizado para exibição de dados num terminal-vídeo.
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Leandro Araujo – direção
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