Nº. 02, 07 de Junho/2000
1. Humor (colaboração da aluna Lalá do 4° nível)
2. Viajando pelo Brasil - (500 anos)
3. Notícias - (Crescimento do Penhor)
4. Cantinho da fofoca - (Festa de São João do Verde & Amarelo)
5. Sites interessantes - (Navegando pela web do Brasil)
6. Vocabulário (Aqui você encontrará algumas palavras que aparecem no Boletim)
Três provas de que Jesus era judeu:
1ª Ele assumiu os negócios do pai dele.
2ª Ele viveu em casa até os 33 anos.
3ª Ele tinha certeza de que sua mãe era virgem, e sua mãe tinha certeza de que ele era Deus.
Três provas de que Jesus era porto-riquenho:
1ª O primeiro nome dele era Jesus.
2ª Ele sempre teve problemas com a lei.
3ª A mãe dele não sabia quem era o pai dele.
Três provas de que Jesus era italiano:
1ª Ele falava com as mãos.
2ª Ele trabalhou no comércio.
3ª Ele tomava vinho em todas as refeições.
Três provas de que Jesus era californiano:
1ª Ele nunca cortou o cabelo.
2ª Ele só andava descalço.
3ª Ele inventou uma religião nova.
Três provas de que Jesus era francês:
1ª Ele não falava inglês.
2ª Ele nunca trocava de roupa.
3ª Ele só lavava os pés.
Três provas de que Jesus era argentino:
1ª Prometeu o céu a todos e depois desapareceu.
2ª Quis bater nos vendedores ambulantes porque arruinavam seu negócio.
3ª Acima dele só está Deus.
Três provas de que Jesus era brasileiro:
1ª Ele vivia fazendo milagres.
2ª Sofria na mão do governo.
3ª Ele nunca tinha dinheiro, mas sempre estava tudo bem.
Hoje quero dedicar algumas linhas a um tema muito importante para todos nós, brasileiros, neste ano 2000: os 500 anos do Brasil. Pois, foi no dia 22 de abril de 1500 que o navegador português Pedro Álvarez Cabral, junto com sua corajosa comitiva, descobria a terra que viria a ser o nosso país.
Desde a chegada de Pedro Álvares Cabral, em 1500, os primeiros ocupantes perceberam que era preciso esquecer muito do que sabiam e aprender com gente que parecia mais primitiva, se quisessem sobreviver. Contra todas as certezas - da fé, da superioridade de raça, do domínio da escrita, do ferro e de organizações complexas -, havia a realidade da floresta desconhecida, das plantas e animais estranhos. Era preciso aprender coisas novas, buscar o contato com os índios, pela via que estes conheciam: a do casamento de aliança.
Nessa realidade, prosperaram arranjos* aparentemente disparatados. Enquanto os índios aprendiam a usar instrumentos de ferro, europeus aprendiam a tomar banho. Quem se entregava ao então suspeito costume da lavagem diária do corpo, ganhava proteção contra uma série de doenças tropicais.
Num mundo onde os sábios falhavam e os ignorantes conheciam, germinou o que veio a ser uma fórmula brasileira de civilidade: a abertura para o novo. Em seus 500 anos, o Brasil está efetivamente mesclado, entre sua herança autoritária e uma confiança no futuro democrático.
De lá para cá foram cinco séculos de constante crescimento, resultado do esforço, da vida e da fé de muitos e muitos brasileiros e brasileiras que ajudaram o Brasil a ser a nossa Pátria.
Das aventuras marítimas lusitanas, nasceu um novo mundo. Do encontro e da mistura de raças distintas, surgiu um povo novo. O povo brasileiro. Foi sob o sol da Bahia, à sombra das mangueiras, que o Brasil deu os seus primeiros passos. Aprendeu a falar, cresceu e ganhou corpo. Para se desenvolver e ser o que é. Uma Pátria com muitos problemas, mas linda, com um povo miscigenado e de muitas facetas que sofre e ao mesmo tempo é feliz.
Maristela Müller
Não é dificil identificar grupos indígenas quando são encontrados em estado de isolamento, sem contato com os brancos. Mas como se pode definir quem é índio entre populações que passaram por séculos de miscigenação racial?
Cerca de 45 milhões de brasileiros de cor branca carregam uma parcela de sangue dos mesmos índios que recepcionaram Cabral há 500 anos.
Esse número surgiu numa pesquisa de DNA, por amostragem*, feita pela universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
O estudo demonstrou que, ao contrário do que se acreditava até aqui, há mais descendentes de índios do que de negros entre os brancos brasileiros.
Fonte: O Estado de São Paulo, 02/07/00
A revolução genética não é mais um tema eminentemente científico. Desde segunda-feira, passou a ser uma das questões políticas mais importantes do novo milênio.
Grandes laboratórios investem* maciçamente na pesquisa genética de novos medicamentos e esperam retorno desse investimento. Se essas novas drogas chegarem ao mercado com preços altos, poderemos ter no futuro homens ricos sem câncer de próstata e homens pobres com câncer de próstata ou países ricos sem diabéticos e países pobre com diabéticos.
As implicações éticas, políticas e econômicas da revolução genética são gigantescas.
Quem terá direito de saber o que está escrito no seu genoma?
Fonte: O Estado de São Paulo, 02/07/00
Com a harmonização das estatísticas e a definição de metas fiscais com os países do Mercosul, além de Chile e Bolívia, o governo brasileiro espera obter dividendos elevados na forma de melhora da imagem institucional do país e o conseqüente aumento dos investimentos estrangeiros. Os resultados iniciais da chamada convergência macroeconômica serão visíveis em setembro, quando Brasil e Argentina divulgarão as primeiras estatísticas comuns. A idéia, segundo o Banco Central, é mostrar que os parceiros* do Mercosul trabalham para ter uma economia sólida, que merece receber investimentos internacionais.
Fonte: O Estado de São Paulo, 02/07/00
Deixar os anéis para não entregar os dedos. O velho ditado bem que poderia estar impresso nos documentos da Caixa Econômica Federal, que revelam um crescimento de 30,5% no volume de recursos desembolsados pela carteira de penhor de janeiro a maio deste ano em relação a igual período do ano passado. Foram R$ 332,7 milhões este ano, ante R$ 254,8 milhões em 1999, e o número de contratos passou de 1.017.628 para 1.196.075 no período.
Desde janeiro, 5 mil pessoas procuram, diariamente, as 279 agências da Caixa espalhadas pelo País que trabalham com penhor para deixar suas jóias, levando o dinheiro. As agências Almirante Barroso, no centro do Rio, e Sé, no centro de São Paulo, registram o maior movimento de todo o País. São pessoas com sobrenomes e endereços nobres; outras nem tanto, que encontraram nessa modalidade uma forma de garantir dinheiro fácil, rápido e barato em comparação a outros produtos de crédito oferecidos pelo mercado, como o cheque especial.
Fonte: www.zaz.com.br
Se você quiser receber mais informação envie um mail a: verdeamarelo@ciudad.com.ar
Queridos amigos:
Quero agradecer em nome de toda a equipe do Verde & Amarelo a presença de vocês na nossa festa de São João. Foi realmente um grande reencontro onde pudemos compartilhar com muita alegria o 3° aniversário do Verde & Amarelo. Quero agradecer também ao pessoal do Maluco Beleza que com a sua habitual hospitalidade fez possível a realização dessa festa. Agradeço também aos convidados da Embaixada e do Consulado do Brasil que nos honraram com sua presença. Aos que não puderam assistir, já aviso: para o fim do ano vamos preparar outra festa inesquecível. Assim desfrutaremos juntos um pedacinho do Brasil em Buenos Aires
Muito obrigado a todos
Leandro Araujo
(pelo professor Igor Ravasco)
Aquela não era uma sexta-feira comum. Tinha tudo o que as outras sextas têm, mas tinha um ar especial. Era 30 de junho. Algo especial? Sim. Era o aniversário do Verde & Amarelo. Era dia da festa de São João no Maluco Beleza. Argentinos, brasileiros, uruguaios, alemães, norteamericanos e quem mais quisesse, todos 'estariam' algumas horas no Brasil.
Quando cheguei ao Maluco Beleza, fui informado de que o princípio da festa seria no andar superior do bar. Subi umas escadas velhas, e achei aquele silêncio muito estranho. Havia poucas pessoas. Alguns alunos, ex-alunos, a professora Daniela de Paso de los Libres, que estava completamente perdida em Buenos Aires, e pessoas que eu nunca tinha visto (talvez futuros alunos). O ambiente estava meio escuro e não havia música. As pessoas se olhavam, se perguntavam pela música, pela comida. Eu tinha acabado de chegar, não sabia de nada.
De repente se ouviram os primeiros acordes de um forró. Bastou. Aquele era o sinal de largada para a festa. A parte do bar, onde estávamos, começou a se encher de gente. As pessoas conversavam, riam animadas. O forró tocava a todo volume, e muitos já ensaiavam alguns passos da dança, ensinados pela professora Virgínia. Susana Quiroga, sem meias adequadas, e, sem conseguir alguém que lhe emprestasse um par, colocou pedaços de papel dentro dos sapatos para poder entrar no baile.
A festa, então, transladou-se para o térreo do bar, onde se cantou o 'Parabéns pra Você' ao instituto, onde se fez um sorteio de bolsas de estudo, se homenageou os dois alunos mais antigos, amantes do Rio de Janeiro e da bossa nova, e onde o professor Igor quase matou alguns alunos com uma bombonada na cabeça.
Houve show de lambada, mas não houve o tradicional casamento na roça, apesar de que a professora Maristela já estivesse, e só ela, vestida para a cerimônia, e que o professor Carlos, quem era o padre do casório estivesse pronto para casar os noivos.
Muita coisa aconteceu: Mauricio, deslumbrado com a professora de dança só queria estudar com ela; Dudu pensando que o quentão era café; Luisinho, um pouquinho alegre, fazendo declarações de amor ao Verde & Amarelo; Rachel que não abandonava nem por erro o balcão das tortas brasileiras.
Jogou-se capoeira em cima do palco, mostrando às pessoas um pouco da cultura brasileira e matando um pouco da saudade dos brasileiros de sua cultura.
Sinceramente não sei como terminou a festa. Disseram-me que foi espetacular até o final. Certo é que quem não foi perdeu. E mais certo ainda é que o melhor da festa; melhor que a lambada, que a capoeira, que o forró ou que a dança da quadrilha, foi o balcão montado por Nalva, santa Nalva que nos fez descobrir e matar as saudades dos doces brasileiros. Brasileiro sente saudade pelo estômago. Isso sem falar, é claro, no espetáculo que foi ver a professora Silvana tomando seis copos de quentão.
Se você quiser receber alguma criação literaria do professor Igor envie um mail a: portugues@verdeamarelo.com.ar
Para quem foi à Festa de São João e provou aquela bebida incomum e que, fazendo uma cara estranha, perguntava: "que bebida é essa?" (mas não parava de beber...). "Aquilo" era quentão*. Uma bebida típica das festas juninas no Brasil preparada com aguardente de cana ou vinho com açúcar, temperada com gengibre e canela, e servida quente. (Cá entre nós: uma delícia).
Ainda sobre a festa: Todos os quitutes* que nos fartaram de recordações ou de novidades foram feitos por Nalva. Quem quiser provar outras artes, pode comparecer às quartas-feiras ao Maluco Beleza. Aí, ela pode mostrar como sabe preparar uma gostosa feijoada* ou moqueca* de peixe. Tudo isso regado à música, show brasileiro e pura alegria. Para mais informações, visite o site: www.malucobeleza.com.ar
Isabel Höltz
Portais: aqui você poderá acessar a canais de bate-papo, revistas, notícias, turismo e cartões postais.
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Jornais: acesse aos jornais mais importantes do Brasil
Gazeta Mercantil: http://www.gazetamercantil.com.br/
Folha De São Paulo: http://www.uol.com.br/fsp/
Estado De São Paulo: http://www.estado.com.br/
O Globo: http://www.oglobo.com.br/
Zero Hora: http://www.zh.com.br/
Livros Digitais: aqui você poderá encontrar livros de literatura brasileira para fazer um download a seu computador. Este endereço é uma colaboração do aluno de 2° nível Javier Fernández. Valeu, Magrão!
http://www.cce.ufsc.br/~nupill/literatura/literat.html
Buscadores: Faça a sua pesquiça nas páginas do Brasil
Arranjo: Resolução amigável; conciliação; adaptação; arrumação.
Amostragem: (Estat.) Ato ou processo de seleção e escolha dos elementos de uma população para constituir uma amostra.
Investir: Aplicar ou empregar capitais.
Parceiros: Sócios
Penhor: valor móvel (por exemplo, jóias) que serve como garantia para o pagamento de uma dívida.
Penhorar: empenhar, empenhorar, dar em garantia ou penhor.
Quitute: iguaria saborosa, preparada com esmero.
Feijoada: prato típico brasileiro, preparado com feijão, em geral preto, toucinho, carne-seca, carnes de porco salgadas, lingüiças, etc.
Moqueca: prato típico brasileiro, em geral de peixe ou de mariscos, podendo também ser feito de galinha, ovos, etc., e que consta de um guisado temperado com salsa, coentro, limão, cebola e sobretudo leite de coco, azeite-de-dendê e pimenta-de-cheiro.
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